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Indígenas que invadiram fazendas prometem resistir

Indígenas que invadiram fazendas prometem resistir

DOURADOS AGORA

30/10/2013 - 09h30
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Os indígenas que ocuparam nove fazendas na região de Japorã prometem resistir aos ataques. Eles afirmaram que foram alvos de tiros de metralhadoras e fuzis, no último domingo (27). O grupo acusa uma empresa de segurança que teria sido contratada por fazendeiros que tiveram suas terras invadidas.

Os guaranis afirmam que a ocupação naquela região já “recrutou” mais de três mil indígenas, no entanto, se for necessário vão dobrar ou até mesmo triplicar esse número.
“Se houver ataque nós vamos resistir. Será uma verdadeira guerra porque se matarem um de nós haverá sangue do outro lado também. Será olho por olho e dente por dente”, destacou um dos indígenas, observando que os mais de 50 tiros disparados pela suposta empresa teria acertado dois índios de raspão.

De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do MS (Famasul) são 79 áreas ocupadas por indígenas no Estado. Dessas, 21 áreas foram tomadas após o acordo firmado entre índios, fazendeiros e o Conselho Nacional de Justiça de que não ocorreriam novas invasões porque a União aceitou comprar terras e indenizar produtores em áreas comprovadamente indígenas.

Em relação a isto a comunidade indígena de Japorã afirmou que as novas ocupações naquela região não estão relacionadas ao acordo e que eles atuam de forma independente.
“Não tivemos outra alternativa a não ser retomar as nossas terras de origem. Isto porque apesar das cartas que enviamos às autoridades, dos apelos e da miséria com que vivem a comunidade indígena, nada foi feito nos últimos 10 anos. Nossas aldeias estão superlotadas e não há mais espaço nem para moradia. Não conseguimos oportunidade nem dentro e nem fora das aldeias. Nossas crianças são as que mais sofrem e por isto queremos um futuro melhor para elas”, destacou uma liderança que preferiu não se identificar.

Ele também afirmou que não há violência nas ocupações e que não estão interessados no gado deixado pelos produtores. “Nós pedimos para que eles desocupassem o local de forma tranquila. Se quiserem podem vir retirar o gado. Nós não vamos utilizá-lo porque entendemos que a carne está toda cheia de veneno”, explicou.

Ele disse ainda que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal estão no local acompanhando e monitorando a região. Por enquanto, o clima entre índios e fazendeiros é considerado calmo.

Em julho deste ano o Conselho Nacional de Justiça sugeriu propostas que foram aprovadas por índios e fazendeiros. No entanto, o Governo Federal ainda não avançou na compra das áreas, conforme sugestão do CNJ. Enquanto isso, fazendeiros se dizem preocupados. Eles entraram na Justiça com um pedido de reintegração de posse das áreas, mas enquanto o caso está sendo analisado, a Justiça determinou que a Polícia Federal fique na região para evitar conflitos. Os fazendeiros só conseguem entrar nas propriedades que estão ocupadas pelos indígenas com escolta.

INTERIOR

MP aperta cerco contra fluxo de adolescentes em quadricíclos em condomínios

MPMS emite o procedimento preparatório, tendo como objeto a "recomendação e celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)"

06/04/2026 12h30

O MPMS destaca que a prática representa risco à integridade física das crianças e dos demais moradores

O MPMS destaca que a prática representa risco à integridade física das crianças e dos demais moradores Divulgação

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Através da edição desta segunda-feira (06) do Diário Oficial do Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS), o órgão acaba de "apertar o cerco" para tentar impedir o trânsito de quadriciclos pilotados por crianças e adolescentes em condomínios em dois municípios no interior do Estado. 

Após publicar uma recomendação inicial, para que medidas fossem adotadas com o intuito de para impedir que crianças e adolescentes conduzam veículos motorizados, casos observados em ruas internas de condomínios e loteamentos fechados nos municípios de Três Lagoas e Selvíria, esse próximo passo aparece passado cerca de um mês. 

Agora, o MPMS emite o procedimento preparatório tendo como objeto a "recomendação e celebração de Termo de Ajustamento de Conduta quanto a adoção de medidas administrativas necessárias". 

Entenda

Como esclarece o Ministério Público, foi observada a prática reiterada e de forma irregular do uso de quadriciclos e motos elétricas por crianças e adolescentes, situações que estariam acontecendo nos limites das vias internas de loteamentos fechados e condomínios em Três Lagoas-MS e Selvíria. 

Conforme o texto, as práticas continuaram a se repetir mesmo com as devidas advertências em casos iniciais, ferindo as bases do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e até do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 

"Há comprovação de crianças e adolescentes na condução de quadriciclos transportando outras duas, três, até quatro outras crianças e adolescentes, todos sem capacete fechado ou equipamentos de segurança mínimo, em veículos não adequados para circulação em vias terrestres urbanas (veículos off-road) ou de brinquedo", considera o MPMS. 

Agora, toda a movimentação busca melhor fiscalizar e impedir crianças e adolescente sigam dirigindo quadriciclos, motos-elétricas, equipamentos individuais auto propelidos, etc. 

Com isso, fica designado Promotor de Justiça  que deve fiscalizar as diligências para registrar o procedimento preparatório e posterior deliberação e tratativas acerca da celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

Responsabilidades dos condomínios

Segundo o MPMS, o descumprimento das normas pode resultar em responsabilização civil, administrativa e criminal tanto dos responsáveis pelas crianças quanto das próprias administrações dos condomínios.

O documento também foi encaminhado para a prefeitura de Três Lagoas, órgãos de trânsito, polícias Militar, Civil e Federal, além do Conselho Tutelar.

O Ministério Público alertou que, caso a recomendação não seja cumprida, poderá adotar medidas judiciais para garantir a aplicação da legislação e evitar acidentes envolvendo crianças e adolescentes.

A iniciativa, conforme o promotor responsável, busca prevenir situações de risco no trânsito e evitar tragédias envolvendo menores em áreas residenciais.

O que diz a lei sobre cada tipo de veículo

Na recomendação, o Ministério Público também detalha como a legislação classifica os veículos utilizados por crianças e adolescentes em condomínios. Veja as regras principais:

  • Quadriciclo

É considerado veículo automotor pelo Código de Trânsito Brasileiro. Para circular em vias terrestres, inclusive dentro de condomínios, exige registro, licenciamento, placa e condutor habilitado na categoria B.
Motocicleta e moto elétrica

Também são veículos automotores e exigem registro, licenciamento, placa e habilitação na categoria A ou autorização para conduzir ciclomotor (ACC), além do uso obrigatório de capacete.

  • Ciclomotor

São veículos de duas ou três rodas com velocidade máxima de até 50 km/h. Desde 2025, exigem registro, emplacamento, licenciamento e habilitação do condutor.

  • Bicicleta elétrica com pedal assistido

Não é considerada veículo automotor. Não exige habilitação, registro ou placa, mas deve respeitar as regras de circulação e limites de velocidade definidos pelas autoridades de trânsito.

  • Equipamentos de mobilidade individual

Patinetes elétricos e equipamentos similares não precisam de registro ou habilitação, mas estão sujeitos às regras de circulação e podem ser autuados em caso de infrações.

  • Veículos de brinquedo

Não são considerados veículos automotores e não podem ser utilizados como meio de circulação em vias públicas ou internas de condomínios.

 

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MORTE SUSPEITA

Mais uma pessoa morre por suspeita de Chikungunya em Dourados

Indígena, de 55 anos, apresentou os primeiros sintomas na quarta-feira (1) e faleceu dois dias depois

06/04/2026 11h55

Mosquito Aedes Aegypti - ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

Mosquito Aedes Aegypti - ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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Indígena, de 55 anos, morreu por suspeita de Chikungunya, nesta sexta-feira (3), em Dourados, município localizado a 216 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pelo site Dourados News, o rapaz apresentou os primeiros sintomas na quarta-feira (1) e faleceu dois dias depois. O óbito ocorreu na sexta-feira (3), mas só foi divulgado nesta segunda-feira (6).

Até o momento, sete pessoas morreram vítimas da doença, no ano de 2026, em Mato Grosso do Sul. Desse número, 5 são de Dourados, 1 de Bonito e 1 de Jardim.

Dados do Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) apontam que 1.764 casos de Chikungunya foram confirmados entre 1° de janeiro e 1° de abril de 2026.

Mosquito Aedes Aegypti - ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

CHIKUNGUNYA

A Chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti.

Os sintomas são febre, dor de cabeça e dores nas articulações. O tratamento da Chikungunya é sintomático, ou seja, feito para aliviar os sintomas.

Recomenda-se ingestão de líquidos, de paracetamol ou dipirona em caso de dor. Em hospitais, o tratamento é realizado com líquidos intravenosos.

A doença pode evoluir para três fases: febril ou aguda, pós-aguda e crônica.

A fase aguda tem duração de 5 a 14 dias. A fase pós-aguda tem duração de até 3 meses. Se os sintomas persistirem por mais de 3 meses após o início da doença, considera-se fase crônica.

Os anti-inflamatórios não esteroides e corticosteróides não devem ser utilizados na fase aguda da doença. O ácido acetilsalicílico também é contraindicado na fase aguda.

COMBATE AO MOSQUITO

As melhores formas de prevenir e combater a proliferação do mosquito Aedes Aegypti são:

  • Evitar deixar água parada em vasos de plantas;
  • Manter caixas d’água bem fechadas;
  • Eliminar acúmulo de água sobre a laje;
  • Manter garrafas e latas tampadas;
  • Fazer manutenção em piscinas;
  • Manter pneus ou outros objetos que possam acumular água em locais cobertos;
  • Tampar ralos;
  • Usar repelentes;
  • Fumacê;
  • Método Wolbachia.

 

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