Sexta, 24 de Novembro de 2017

Indicação de Simone a vice não agrada a políticos da fronteira de MS

27 MAR 2010Por 04h:31
A decisão do governador André Puccinelli (PMDB) de substituir o vice-governador Murilo Zauith (DEM) pela prefeita de Três Lagoas, Simone Tebet (PMDB), na vaga de vice não agradou aos políticos da fronteira. Para os democratas, o governador “quer jogar Murilo na fogueira”, já que o projeto político do grupo seria a eleição da “dobradinha” do deputado federal Waldemir Moka (PMDB) com o senador Delcídio do Amaral (PT) para o Senado. Um dos descontentes com a situação é o vereador Ramão de Deus, que é uma das principais lideranças do Democratas na região de fronteira. “Eu tenho a seguinte opinião: o André está menosprezando a capacidade das lideranças políticas de toda a região sul do Estado e, principalmente, da fronteira”. Segundo o vereador, parece que o governador não se importa com os mais de 468 mil votos dos municípios do cone sul do Estado e da fronteira com o Paraguai. “Nós exigimos respeito e temos pessoas capazes para desempenhar papel de destaque na formação de uma chapa majoritária e também para concorrer na proporcional”, reclamou. Ramão de Deus defende o nome do atual vice-governador Murilo Zauith para disputar uma vaga no Senado Federal. “Mas não do jeito que o André está querendo. Assim não dá. Acho que o governador, ao priorizar o deputado Moka para disputar a segunda vaga do Senado, pode estar querendo jogar o nosso líder maior na fogueira. O Murilo está certo ao recusar uma disputa da forma como está sendo proposta”. Outra liderança política da região descontente com a chapa pura do PMDB é o vereador e líder do PPS, Ludimar Novaes. Ele disse que está faltando respeito do governador com a fronteira. Novaes há muito tempo vem criticando a falta de uma política especial para os municípios localizados na divisa com o Paraguai, principalmente para Ponta Porã. “Temos problemas sérios que precisam de ações fortes do Estado, principalmente, no que se refere ao setor de segurança pública”. Para o vereador, o governador não pode deixar a região sul e fronteira fora do processo eleitoral deste ano. (EJA)

Leia Também