Sábado, 18 de Novembro de 2017

Indicação de Dona Gilda à suplência de Dagoberto é considerada irreversível

22 MAR 2010Por 08h:03
Apesar da insistência de lideranças petistas em discutir formalmente a indicação da ex-primeira-dama Gilda Maria dos Santos para a suplência da candidatura do deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) ao Senado, o assunto é tratado como irreversível por José Orcírio Miranda dos Santos (PT). O ex-governador lembrou no fim de semana que o PDT é um dos principais apoiadores de sua pré-candidatura ao Governo do Estado e considera “deselegante” recusar o convite. “O futuro da Gilda é o PT que vai discutir”, disse Orcírio, salientando, entretanto, que “por questão de elegância é difícil dizer não ao PDT”. O ex-governador sugere ao PT ponderação nesse caso, pelo fato de o PDT ser “companheiro de primeira hora”. Gilda dos Santos, inclusive, tem acompanhado o marido em viagens pelo interior com Dagoberto Nogueira. Nos eventos, o ex-governador apresenta a esposa como “mãe” dos programas sociais no Estado, lembrando que Gilda, em sua gestão, sempre recusou o tratamento de “primeira- dama”, apresentando-se como coordenadora de Políticas Públicas. Três dos quatro deputados estaduais petistas – Amarildo Cruz, Pedro Kemp e Paulo Duarte – reclamaram, recentemente, que a indicação de Dona Gilda deveria, antes, ser discutida no partido. O presidente regional do PT, Marcus Garcia, pretende se reunir com Orcírio amanhã, para tratar de agenda conjunta do ex-governador com o senador Delcídio do Amaral em eventos no interior e falar sobre a suplência oferecida a Gilda. Ontem, Orcírio disse que está à disposição dos companheiros de partido. “Quando o PT quiser eu reúno”, afirmou. Deixou claro, porém, que prioriza atitude em vez de formalidade: “Temos de parar de besteira, sair na rua e ouvir o povo. Não tenho tempo para idiotice. Quero é ganhar a eleição.” (ME)

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