Cidades

Tecnologia

Incrível: projeto do iPad tem mais de 40 anos

Incrível: projeto do iPad tem mais de 40 anos

Redação

01/05/2011 - 23h15
Continue lendo...

Se existe uma moda tecnológica que pegou mesmo é a dos tablets. E o iPad 2 tornou-se monarca desse reino. Quem não tem bala na agulha para sequer sonhar com um deles, apela para a primeira versão do iPad ou, senão, sai catando modelos menos expressivos, de fabricantes como Motorola e Samsung. E os mais desesperados correm para os chamados modelos "xing ling", epíteto jocoso que denota aparelhos alternativos, em geral de procedência chinesa.

O consumidor que chega agora ao mercado e se depara com essas tabuletas miraculosas provavelmente imagina que se trata de um tecnologia estalando de nova. Mas engana-se redondamente. O conceito existe há mais de 40 anos e só não emplacou antes porque faltava a combinação certa de hardware sofisticado, interface amigável, software à altura, janela econômica favorável e marketing competente.


Esse conjunto de variáveis atingiu seu ponto ótimo em abril de 2010, com o revolucionário lançamento do iPad, demonstrando claramente onde foi que falharam todos os arremedos de tablets anteriores.

A ideia de computadores-tabuletas começou a pipocar 43 anos atrás. O primeiro deles foi bolado em 1968 pelo cientista Alan Kay - o Dynabook - um tablet para finalidades educacionais, cujos conceitos serviram de inspiração para o atual projeto One Laptop Per Child. O Dynabook, porém, nunca foi implementado.

Em 1987, a Apple criou o conceito do Knowledge Navigator, ideia do então CEO da empresa, John Sculley. Um vídeo futurista apresenta a ideia do aparelho que, nunca implementado por ser demasiado ousado, seria um tablet dotado de uma interface perfeita com o ser humano. Um aparelho que conversaria fluentemente com o usuário, sem computerices de qualquer espécie, e que estaria conectado a uma rede, consciente de todo o ambiente, dos contatos humanos e da infraestrutura circundando o usuário.

Nos anos 90, começaram a chamar de tablet qualquer notebook que, aberto, permitia reverter a tela, permitindo tocá-la com um estilete digital que acionaria comandos. Não vingou.

Em 2000, Bill Gates alardeou que o Tablet PC, rodando uma versão especial do Windows, promoveria mudanças revolucionárias na computação e promoveria o aparecimento de uma nova geração da internet. Belas palavras. Tiro n'água.

Em 2002, as palavras de Gates ainda ecoavam pela boca de executivos de empresas como HP e Fujitsu que exibiam seus modelos de Tablet PCs - maquinetas que, embora até jeitosinhas, nunca caíram no gosto popular.

Hoje, porém, o mercado amadureceu: o iPad 2 bombando geral com sua interface multitoque, e, em paralelo, a proliferação dos tablets rodando Android. Só agora percebemos que há dez anos os fabricantes já anteviam o futuro e estavam trilhando um caminho correto.

Faltou-lhes, porém, o toque de gênio de Steve Jobs. E o mais importante: um produto certo no momento certo.

Cidades

Barreirinhas: secretarias de Fazenda podem enviar à Receita a listagem de devedores contumazes

A Receita Federal vai compartilhar a lista de postos de gasolina em que já foram detectados esquemas de lavagem de dinheiro

27/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Continue Lendo...

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse nesta sexta-feira, 27, que os governos estaduais já podem remeter a lista de seus devedores contumazes, inclusive no setor de combustíveis, para que o órgão tome "medidas duras".

Além disso, acrescentou, a Receita Federal vai compartilhar a lista de postos de gasolina em que já foram detectados esquemas de lavagem de dinheiro.

"É importante que os Estados, por meio das secretarias de Fazenda, tenham acesso a essas listagens para que possam tomar as medidas dentro das competências estaduais", declarou Barreirinhas, em coletiva concedida à imprensa após a reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão colegiado, presidido pelo secretário especial da Receita, que reúne representantes dos Estados e do governo federal. Durante a reunião, foi debatida a proposta do governo de subvenção compartilhada ao diesel importado.

Segundo Barreirinhas, o enfrentamento dos efeitos da escalada dos conflitos no Oriente Médio sobre os preços e o abastecimento de combustíveis passa também pelo combate tanto ao devedor contumaz - cuja lei foi regulamentada na quinta-feira - quanto aos postos que estão aproveitando a situação para aumentar abusivamente os preços.
 

Assine o Correio do Estado

Cidades

Campanha de vacinação contra a gripe começa neste sábado; veja quem pode se vacinar

Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a circulação do vírus tende a crescer a partir de março, com pico em abril. No Norte, a sazonalidade começa entre dezembro e janeiro

27/03/2026 22h00

Arquivo / Gilberto Marques / Governo do Estado de SP

Continue Lendo...

A campanha de vacinação contra o influenza, vírus causador da gripe, começa neste sábado, 28, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. No Norte, a iniciativa acontece no segundo semestre em razão da sazonalidade do vírus.

A mobilização prioriza crianças, gestantes e idosos, grupos mais suscetíveis a formas graves da doença. Como lembra Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), o vírus influenza é uma das causas de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), podendo levar à hospitalização, à necessidade de UTI e ventilação mecânica, e à morte.

É fundamental ficar atento e não subestimar os riscos, ressalta a médica. "A gripe, não raramente, evolui para uma pneumonia bacteriana. Então, é uma doença muito relevante."

Isabella alerta ainda que, embora existam grupos de alto risco, desfechos graves podem acontecer com qualquer pessoa.

Aumento de casos

A campanha ocorre em meio ao avanço das tendências de SRAG de longo e curto prazo em todo o Brasil, com 22 estados em alerta, risco ou alto risco, conforme o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), desta quinta-feira, 26. O crescimento é impulsionado pela alta na circulação do influenza A (um dos quatro tipos causadores de gripe), rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR).

Até 14 de março, o País registrou 14,3 mil notificações de SRAG e cerca de 840 mortes. O vírus influenza foi responsável por 28,1% dos casos graves identificados.

O grupo mais vulnerável a complicações, internações e óbitos inclui idosos, crianças com menos de 6 anos, gestantes e pessoas com comorbidades. A vacinação desse público é a principal medida para evitar formas graves e mortes pela doença.

Diante dos números, Isabella lembra que a vacinação também tem impactos positivos no próprio sistema de saúde. De acordo com a médica, a gripe é um dos principais motivos de superlotação das emergências, o que compromete a estrutura e a disponibilidade de vagas para pacientes com outras necessidades.

Sazonalidade

Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a circulação do vírus tende a crescer a partir de março, com pico em abril. No Norte, a sazonalidade começa entre dezembro e janeiro.

Segundo Isabella, o clima é um fator determinante nesse comportamento. Os meses de inverno concentram mais casos porque o frio e o ar seco alteram o "ecossistema" das vias respiratórias, o que favorece a infecção.

A diretora da Sbim ainda esclarece que não é o frio em si que causa a gripe. O que ocorre é uma combinação entre o ambiente das vias respiratórias afetado pelas baixas temperaturas e a presença do vírus, que tem incubação muito rápida, de cerca de 24 horas.

A especialista ressalta, no entanto, que as infecções não se restringem a essas épocas e ocorrem ao longo de todo o ano, mesmo em períodos de calor.

"No ano passado, por exemplo, tivemos um surto importante de gripe fora das sazonalidades, no final do ano. O frio aumenta o risco, mas a doença não ocorre só nesses meses (de inverno)", destaca.

Quem pode se vacinar?

A vacina influenza trivalente é oferecida gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e é indicada, prioritariamente, para crianças de 6 meses a 5 anos e 11 meses, idosos e gestantes

De acordo com o Ministério da Saúde, o esquema vacinal para crianças de 6 meses a 8 anos depende do histórico de vacinação. Quem já foi vacinado anteriormente recebe uma dose. Quem ainda não foi precisa tomar duas, com intervalo mínimo de quatro semanas entre elas.

A imunização é feita anualmente porque o vírus influenza muda com frequência. A cada campanha, as vacinas são atualizadas para contemplar as cepas em circulação, o que torna a vacinação periódica essencial. A aplicação pode ser feita no mesmo dia que outras vacinas do Calendário Nacional, como a da covid-19.

Para a campanha, o ministério disponibilizou 15,7 milhões de doses para estados e municípios. O Estado de São Paulo recebeu cerca de 3 milhões de doses, que estão sendo distribuídas aos municípios.

Assine o Correio do Estado
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).