Sábado, 18 de Novembro de 2017

Incentivo fiscal gera 73 mil empregos em 3 anos

16 AGO 2010Por 22h:47
Carlos Henrique Braga

Abrir mão de impostos para gerar empregos atraiu mais de R$ 23 bilhões em investimentos para Mato Grosso do Sul entre 2007 e 2009, quando a política de benefícios fiscais do governo estadual acentuou-se. Na guerra fiscal entre os estados, ganha quem oferece tributos mais reduzidos. O Imposto sobre Comercialização de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) é a principal arma. Nos últimos três anos, graças a isenção desse tributo em prazo de décadas a negócios inéditos por aqui, 182 novas empresas criaram 73 mil postos de trabalho.
Os setores mais promissores são os de papel e celulose, açúcar e ácool, frigorífico e transformação. A chegada de dez novas usinas de cana-de-açúcar, por exemplo, acelerou contratações no setor. Segundo dados da Fundação Social do Trabalho (Funsat), as unidades empregam cerca de nove mil pessoas. Ainda há espaço para crescer em mineração, turismo e indústria têxtil.
Segundo o Governo, o Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI/MS), que avalia e aprova concessões de benefícios, distribuiu os investimentos em 53 cidades. A fábrica de fertilizantes da Petrobras, em Três Lagoas, é um dos novos geradores de empregos que terá impostos estaduais e municipais cortados, além de abocanhar terreno de R$ 5,98 milhões doado pelo Estado e prefeitura da cidade. A indústria deve ficar pronta em 2014. Até lá, empregará milhares de operários e, quando em operação, vai atrair mão de obra qualificada e de alta renda à região Leste, na divisa com São Paulo.
Movida por generosos incentivos fiscais, a indústria de confecções descobriu Mato Grosso do Sul como polo fabril. A Prefeitura de Campo Grande aprovou instalação de mais oito empresas nacionais no polo empresarial Nelson Benedito Netto (na saída para Terenos). Juntas, elas investirão R$ 60 milhões, com fôlego para empregar 2,2 mil, segundo a Secretaria de Desenvolvimento (Sedesc).
A indústria não qualificou trabalhadores com a mesma rapidez que os novos empreendimentos chegaram. Na Capital, sobram anúncios de vagas para costureiras nas portas das fábricas e, com tanto fôlego, a construção civil experimenta onda de crescimento e necessidade de mão de obra sem precedentes.

Leia Também