Terça, 21 de Novembro de 2017

Impostos sobre folha de pagamento crescem no País

16 MAR 2010Por 08h:01
Os contribuintes brasileiros pagaram menos impostos federais sobre a produção e a renda no ano passado, mas a incidência sobre a folha de pagamento cresceu significativamente, revelou levantamento realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). De acordo com os dados, a quantidade de impostos federais sobre a produção foi de 6,88% para 6% do PIB (Produto Interno Bruto) no ano passado, enquanto os impostos federais sobre a renda e o patrimônio passaram de 7,30% para 6,93% do PIB. Por outro lado, os impostos e contribuições sobre a folha de pagamento foram de 8,10% para 8,75% do PIB no período, comportando-se, de acordo com o Ipea, como se não houvesse crise econômica mundial. Estrutura No caso dos impostos so bre a produção, a queda maior foi no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), cuja alíquota foi reduzida em diversos produtos, como automóveis e eletrodomésticos da linha branca. Neste caso, a proporção sobre o PIB passou de 1,23% para 0,88%. Já no caso da Cofins mais o PIS/Pasep, houve redução de 4,98% para 4,67% e os demais impostos passaram de 0,66% para 0,45% do produto interno bruto. Em relação aos impostos sosobre a renda e o patrimônio, o Imposto de Renda sobre pessoas físicas e jurídicas passou de 5,85% para 5,55% do PIB, enquanto a CSLL passou de 1,40% para 1,37% e os demais, de 0,05% para 0,01% do PIB. Nos impostos sobre a folha de pagamento, o maior aumento foi no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que passaram de 6,97% para 7,50% do PIB. Já o sistema S e o salário-educação foram de 0,59% para 0,61% e a previdência pública, de 0,55% para 0,65% do PIB. Estrutura De acordo com o Ipea, a composição da carga tributária no Brasil tem sofrido mudanças, com tendência de crescimento do peso de tributos incidentes sobre a renda e a folha de pagamento, que juntos representam 47,4% do total, e queda daqueles que oneram a produção e o consumo, que respondem por 46,7% do total.

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