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Impasse paralisa reunião entre bancários e Fenaban

Impasse paralisa reunião entre bancários e Fenaban

G1

10/10/2013 - 17h55
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A reunião entre representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e do Comando Nacional dos Bancários, que teve início na manhã desta quinta-feira (10), está paralisada no momento por causa de um impasse.

De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), o principal problema é que a Fenaban propõe a compensação dos dias paradas em 180 dias, enquanto os representantes dos trabalhadores pedem a anistia do período.

“A culpa da greve é dos bancos. Não aceitamos que sejamos responsabilizados pelos dias parados”, diz Ademir Wiederker, diretor de imprensa da Contraf-CUT.

Procurada pelo G1, a Fenaban informou que aguarda o término da reunião com as lideranças sindicais e só irá se pronunciar quando houver um fato novo.

A greve dos bancários completa 22 dias nesta quinta-feira e, segundo Wiederker, a paralisação continua amanhã.

Balanço divulgado na véspera pela Contraf-CUT informava que a greve dos bancários deixou 56,4% das agências do país fechadas na quarta-feira.

Os bancários em greve decidiram rejeitar, em assembleias realizadas na segunda (7), a proposta de reajuste de 7,1% oferecida pela Fenaban.

A Contraf-CUT diz ter enviado, na terça, ofício do comando nacional de greve à Fenaban comunicando que as decisões das assembleias de segunda-feira em todo o país "rejeitaram a proposta insuficiente" apresentada na sexta-feira, que eleva de 6,1% para 7,1% (o que representa apenas 0,97% de ganho real).

A entidade diz que o documento reitera que o comando “permanece à disposição para continuar as negociações para a apresentação de uma proposta satisfatória dos bancos, que atenda de fato às reivindicações econômicas e sociais da categoria”.

Proposta
A proposta dos bancos, de elevar de 6,1% para 7,1% foi apresentada na sexta-feira (4) pela Fenaban. A proposta incluia ainda aumento de 7,5% no piso da categoria e elevação de 10% nos valores fixos da PLR (participação nos lucros e resultados).

"A Fenaban lamenta os transtornos causados pela paralisação e ressalta que está empenhando todos os esforços necessários para chegar a um acordo", afirmou a federação na segunda.

A paralisação dos bancários já afeta a captação de crédito no país, segundo a Contraf-CUT, que cita o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito. De acordo com o levantamento, o número de pessoas em busca de crédito diminuiu 9,8%, em setembro, comparado a agosto.

Os bancários pedem reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação), Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 5.553,15 e piso de R$ 2.860. Pede, ainda, fim de metas abusivas e de assédio moral que, segundo a confederação, adoece os bancários.

A Fenaban aifrma que o piso salarial da categoria subiu mais de 75% nos últimos 7 anos e os salários foram reajustados em 58%, ante uma inflação medida pelo INPC de 42%. 

7° MANDAMENTO

'Justiceiro' da fronteira mata ladrão e espalha alerta: "não roubar"

Corpo achado cerca de 200 metros da divisa com o Brasil foi deixado de bruços no local, apresentando um corte no pescoço e várias marcas de tiro

08/04/2026 11h16

Segundo autoridades paraguaias, bilhete que assume autoria trata-se de marca característica de suposto grupo de extermínio que age à margem da lei. 

Segundo autoridades paraguaias, bilhete que assume autoria trata-se de marca característica de suposto grupo de extermínio que age à margem da lei.  Reprodução/ABCColor

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Distante aproximadamente 350 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul, um crime cometido em distrito de Pedro Juan Caballero (PJC), cidade paraguaia vizinha à Ponta Porã, chama atenção das autoridades e forças de de segurança pública, uma vez que a morte de um criminoso registrada na noite de ontem (07) foi reivindicada por "justiceiros" que ainda espalharam um alerta no local da execução: "não roubar".

Inicialmente o caso passou a ser investigado após um achado de corpo, ainda na noite de terça-feira (07), na região do distrito de Cerro Cora'i, próximo à Pedro Juan Caballero. Esse indivíduo, como aponta o portal da região de fronteira Ponta Porã News, foi deixado em meio à vegetação, às margens de um caminho de terra. 

Nas palavras do comissário Sérgio Sosa, as forças de segurança foram acionadas por volta de 22h, encontrando o corpo já sem vida, deixado de bruços no local e apresentando um corte no pescoço e várias marcas de tiro, o que levantou a suspeita de execução. 

Esse caso começou a ganhar contornos  mais claros, que iam para além de uma briga de facções, graças a um bilhete encontrado na cena do crime. 

Justiceiro da fronteira

Quase que como em menção ao sétimo mandamento bíblico, o bilhete deixado na cena do até então achado de corpo era breve e objetivo: "Justiciero esta de vuelta. No robar", que pode ser traduzido como "o justiceiro está de volta! Não roubar". 

Conforme apurado através do portal paraguaio ABC Color, o indivíduo executado encontrado a cerca de 200 metros da fronteira com o Brasil trata-se de um homem de 38 anos, que apresenta uma série de passagens criminais. 

Identificado como Marcelino Villalba Barreto, durante a vida o homem acumulou crimes que iam de furto e roubo agravado, além de mandados de prisão em aberto e recorrentes problemas devido ao uso abusivo de substâncias. 

Segundo as autoridades paraguaias, o bilhete que assume autoria e deixa o alerta de "não roube" trata-se de uma marca característica de um suposto grupo de extermínio que age à margem da lei. 

Com a "desculpa" de estarem combatendo a criminalidade local na região de fronteira, os alvos desse grupo seriam justamente indivíduos que já possuem antecedentes criminais, como agressores e ladrões. 

Como repassado através da Direção Departamental de Amambay da Polícia Nacional, as forças de segurança locais estão concentradas na tarefa de identificação dos responsáveis. 

 

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Cultura

Mato Grosso do Sul recebe R$ 9 milhões destinado pela Política de Arranjos Regionais do Audiovisual

O recurso visa ampliar o incentivo para projetos audiovisuais em determinadas regiões

08/04/2026 11h07

MS receberá R$ 9 milhões em investimentos para produções audivisuais

MS receberá R$ 9 milhões em investimentos para produções audivisuais Foto: Juliana Uepa/MinC

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O Governo do Brasil em colaboração com o Ministério da Cultura e a Agência Nacional do Cinema (Ancine), retomaram o projeto de Política de Arranjos Regionais do Audiovisual e destinará ao estado cerca de R$ 9 milhões para investir em produções audiovisuais. 

O projeto havia sido interrompido em 2018 e foi retomado agora em 2026 com o propósito de fomentar a cultura audiovisual fora dos grandes centros.  

Ao todo a ação vai movimentar cerca de R$ 630 milhões em investimentos para fortalecer o audiovisual regional e nacional. 

Parte dos recursos federais serão repassados através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e também contará com o apoio dos estados e municípios. Ao todo irão aplicar R$ 519,55 milhões via FSA. 

Em Mato Grosso do Sul, serão aplicados cerca de R$ 9 milhões, sendo que R$ 7,5 milhões virá da FSA e os outros R$ 1,5 milhão será aplicado pelo Governo do Estado, Campo Grande também contará com o apoio, recebendo R$ 3 milhões, sendo R$ 2,5 milhões vindos do Fundo Setorial do Audiovisual. 

No âmbito regional o MS irá receber R$ 9 milhões a menos que o vizinho Mato Grosso, que ganhará R$ 18 milhões, enquanto o estado de Goiás ficará com R$ 36 milhões. 

A retomada do projeto e o volume de investimentos, reforça o posicionamento do Governo com políticas públicas voltadas para o setor. 

O dinheiro investido será destinado para várias ações voltadas para o ramo audiovisual, como produção audiovisual, animação, curtas e média-metragem, conteúdo infantil, memória e preservação, jogos e pesquisas, cineclubes e difusão e formação e pesquisas. 
 

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