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Igreja é condenada por morte de menina

Igreja é condenada por morte de menina

folha.com

07/11/2011 - 05h00
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Uma igreja evangélica foi condenada pela Justiça a pagar uma indenização de R$ 200 mil para a família de uma menina de um ano e sete meses que morreu após ser encontrada afogada em uma pia batismal de um templo da instituição em Joinville (SC), em 2007.

A morte ficou conhecida como "caso Gabrielli".

À época, o caso ganhou repercussão quando um pedreiro foi acusado de abusar sexualmente da menina Gabrielli Cristina Eichholz e afogá-la na pia batismal. Ele chegou a ser condenado a 20 anos de prisão em 2008 pelo suposto crime, mas foi solto em 2010, após as provas contra ele serem anuladas pela Justiça.

O processo acabou sendo arquivado em fevereiro de 2011.

A decisão de indenizar a família por danos morais foi tomada no dia 31 de outubro. De acordo com ela, a União Sul-brasileira da Igreja Adventista do Sétimo Dia, responsável pelo templo, foi omissa.

Pouco antes da morte, a menina estava sob os cuidados de voluntários da igreja que cuidavam de outras 20 crianças numa sala de recreação. Em dado momento, a menina desapareceu e depois foi encontrada na pia batismal, localizada nos fundos do templo, ainda viva. Ela chegou a ser levada para um hospital, mas não resistiu.

Médicos que testemunharam para a defesa do pedreiro acusado pela morte da menina afirmaram à época que o caso não passou de um acidente.

A ação indenizatória foi movida pelos pais de Gabrielli, Juliarde Luiz Eichholz e Andréia Pereira. Além da indenização, os pais da menina também pediram uma pensão mensal de dois salários mínimos até a data em que a menina teria completado 65 anos. Este último pedido, no entanto, foi negado pela Justiça.

A igreja ainda pode recorrer da decisão, que deve ser publicada no "Diário Oficial" da Justiça de Santa Catarina na semana que vem.

O advogado da União Sul-brasileira da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Fábio de Carli, afirmou que só pretende comentar a condenação após a publicação no "Diário Oficial".

Rua da Paz

Sem avisar, cafeteria famosa de Campo Grande fecha as portas e Justiça constata abandono

Oficiais de Justiça compareceram no imóvel no final de abril e relataram que o imóvel estava em estado de abandono. Assim, foi declarada a imissão na posse ao proprietário

22/05/2026 13h30

Café du Centre fechou as portas sem avisar e repentinamente

Café du Centre fechou as portas sem avisar e repentinamente FOTO: Karina Varjão/Correio do Estado

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A cafeteria francesa Café du Centre, conhecida pelo ambiente inspirado em cafés parisientes e que funcionava desde 2018 na Rua da Paz em Campo Grande se tornou alvo de uma disputa judicial após o fechamento das portas da unidade no Jardim dos Estados. 

Documentos obtidos pelo Correio do Estado mostraram que a Justiça determinou que o imóvel fosse cedido novamente ao proprietário.

Segundo o auto de constatação elaborado pelos oficiais de Justiça Osvaldo Lemos Cardoso e Revair Lopes no dia 24 de abril, o imóvel foi encontrado desocupado e em aparente estado de abandono. 

Os oficiais relataram que estiveram no local, conversaram com vizinhos e, após verificar que não havia movimentação no interior do prédio, realizaram a abertura do imóvel com a ajuda de um chaveiro profissional. 

No interior, os oficiais constataram a presença de alguns aparelhos e móveis da cafeteria, mas sem indícios de atividade recente. Os vidros do imóveis estão cobertos na parte interna com uma cortina cinza e não é possível visualizar o interior. 

Nas redes sociais, a última publicação da loja foi no dia 7 de abril deste ano. Dois dias antes, na Páscoa, a loja afirmou que estaria atendendo normalmente na celebração. 

A decisão judicial também determinou a realização de audiência de conciliação entre as partes por meio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). O réu deverá ser citado na ação para que apresente a sua defesa. 

A reportagem entrou em contato com o Café du Centre para entender o que motivou o fechamento repentino da loja em Campo Grande. Em nota, a franquia respondeu que não pode fornecer detalhes do contrato e que já estão sendo analisados outros candidatos para reabertura de uma nova unidade.

Leia na íntegra:

"O franqueado foi descredenciado da rede por questões contratuais internas e que não podemos dar mais detalhes por questões éticas. Quanto a ação judicial que corre não é um assunto entre o proprietário do imóvel e o nosso ex franqueado sem qualquer relação com a franqueadora. Já estamos em processo de seleção de novos franqueados para a cidade, existem vários candidatos que estão em fase de análise."

Cafeteria virou referência

O Café du Centre chegou a Campo Grande em maio de 2018 com uma proposta de reproduzir o clima dos tradicionais cafés franceses. A primeira unidade foi instalada na Rua da Paz, no Jardim dos Estados, região conhecida por bares e restaurantes da área nobre da Capital. 

Em 2019, foi inaugurada a segunda unidade na cidade, no Shopping Campo Grande, no bairro Santa Fé. 

Na época, a cafeteria foi apresentada como a primeira unidade da rede no Centro-Oeste. O espaço ganhou notoriedade pela decoração inspirada na Belle Époque francesa, trilha sonora temática e cardápio com croissants, cafés especiais, chocolates quentes e sobremesas elaboradas.

Em 2021, a unidade localizada no Shopping Campo Grande foi despejada juntamente com outras 13 lojas por suposta falta de pagamento. 

Ao longo dos anos, o café acumulou reações positivas do público, se tornando ponto de encontro e de reuniões como um dos cafés mais conhecidos de Campo Grande. 

No entanto, nos últimos meses, consumidores passaram a relatar demora no atendimento, falta de itens no cardápio e dificuldades especializados. Em sites especializados, o local na Rua da Paz já aparece como "permanentemente fechado". 

De acordo com o site oficial da loja, a rede conta com 13 franquias espalhadas pelo Brasil, incluindo as duas em Campo Grande. 

Novos Contratos

Governo do Estado destina mais R$ 29 milhões para cursos profissionalizantes

Os contratos assinados fazem parte do programa de Cursos Profissionalizantes de Nível Médio, para alunos do Ensino Médio

22/05/2026 12h56

Secretaria do Estado de Educação amplia carta de cursos profissionalizantes

Secretaria do Estado de Educação amplia carta de cursos profissionalizantes Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Por meio do Diário Oficial desta sexta-feira (22), foi anunciado o fechamento de mais sete contratos entre o Governo do Estado, a Secretaria do Estado de Educação (SED) e empresas privadas voltadas para o ramo educacional. 

Esses novos contratos fazem parte do programa de Cursos Profissionalizante de Nível Médio, iniciado em 2024 e fortalecido em 2025, recebeu agora em 2026 quase R$ 30 milhões, chegando a um total investido de R$ 150 milhões. 

Assim como o Provert (Programa de Verticalização da Educação Profissional), a iniciativa trabalha para capacitar jovens da Rede Estadual Ensino, com cursos técnicos e profissionalizantes, visando o preparo para o mercado de trabalho. 

As empresas que firmaram contrato válido por 12 meses (um ano) foram: 

  • Colégio Rui Barbosa LTDA (R$ 913.690,40)
  • Eited Escola de Inovação Tecnologia e Desenvolvimento Educacional LTDA (R$ 10.964.284,80) 
  • FACINTEC - Instituto de Educação Técnica e Ensino Superior LTDA (R$ 913.690,40) 
  • Gradual Estudo e Gestão LTDA - (R$ 3.883.184,20) 
  • Instituto de Inovação, Tecnologia e Desenvolvimento Educacional - Inovativa - (R$ 685.267,80)
  • Instituto Murano de Ensino Técnico e Superior LTDA (R$ 1.941.592,10) 
  • Novytec Educação Profissional LTDA - (R$ 10.735.862,20)

Essas empresas formam o grupo que irá aplicar os cursos profissionalizantes nas escolas da rede estadual. 

Em conversa com o Correio do Estado, o Secretário Estadual de Educação Hélio Queiroz Daher, comentou que os cursos disponibilizados vão variar de acordo com a demanda da região. 
 

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