Cidades

Cidades

ICMS será menor para 43 municípios de MS em 2011

ICMS será menor para 43 municípios de MS em 2011

Da redação

28/12/2010 - 01h28
Continue lendo...

Prefeitos de 43 municípios de Mato Grosso do Sul terão de administrar menor receita de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) a partir do ano que vem.

O índice definitivo de participação dos municípios no bolo tributário estadual foi publicado na edição desta segunda-feira do Diário Oficial.

O restante das prefeituras, num total de 35, teve mais sorte e abocanhará mais dinheiro da cota a que tem direito no ICMS arrecadado pelo governo estadual. Por lei, os municípios têm direito a 25% da receita total do ICMS.

De acordo com Santo Rossetto, responsável pelo setor econômico da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), mais de 50 prefeitos das cidades que tiveram perda na receita recorreram do índice provisório divulgado em outubro pela Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda. No entanto, poucos tiveram êxito.

Apesar disso, a maioria dos municípios do Estado terá de se contentar com menor receita do ICMS em 2011.

Rossetto explicou que a divulgação é feita anualmente em cumprimento de norma nacional e serve para estabelecer o índice de participação dos municípios na arrecadação do ICMS que ocorrerá no ano seguinte.

Segundo ele, integram o índice de participação dos municípios na arrecadação do ICMS os seguintes critérios e percentuais: Valor adicionado (75%), receita própria (3%), extensão territorial (5%), números de eleitores (5%), ICMS ecológico (5%) e uma parte igualitária entre os 78 municípios (7%).

Embora responsável por 75% do cálculo, não é só o valor adicionado que integra a composição do índice de participação. A receita própria das cidades também é outro elemento econômico utilizado na regra, responsável por 5% da divisão.

Receita própria é, basicamente, a arrecadação dos tributos municipais, como o IPTU, ISS, ITBI e as taxas e contribuições de competência municipal. Entre os 43 municípios atingidos estão Itaquiraí, que numa receita mensal de R$ 70 milhões, por exemplo, recebeu este ano R$ 131.889 mil, contra os R$ 119.527,18 que terá em 2011.

Ainda conforme o mesmo cálculo, Nova Andradina, que recebeu em um mês de ICMS R$ 1,396 milhão, terá repasse de R$ 1.294.650 em 2011. Da mesma forma, Maracaju obteve em um mês de repasse de ICMS em 2010 R$ 1.534.750, devendo receber R$ 1.449.630 no próximo exercício financeiro.

O prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra (PSDB), que investiu em um mês de ICMS este ano, R$ 687.470, usando como exemplo a mesma média de R$ 70 milhões mensais, terá de se contentar com R$ 643.930 em 2011. Isso quer dizer que, se não bastasse o prejuízo que a maioria das prefeituras teve em decorrência da crise econômica, os prefeitos cujos municípios estão nesta situação, vão entrar 2011 com a cabeça quente.

Este ano, além da queda no repasse do ICMS, o rombo maior ficou por conta das quedas constantes verificadas no FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Os municípios que terão menos recursos oriundos do ICMS em 2011 são: Itaquiraí, Corguinho, Nova Andradina, Dois Irmãos do Buriti, Santa Rita do Pardo, Amambaí, Porto Murtinho, Jardim, Maracaju, Sete Quedas, Sonora, Miranda, Nova Alvorada do Sul, Corumbá, Laguna Carapã, Bonito, Cassilândia, Selvíria, são Gabriel do Oeste, Inocência, Bela Vista, Iguatemi, Jaraguari, Pedro Gomes, Guia Lopes da Laguna, Nioaque, Chapadão do Sul, Camapuã, Tacuru, Sidrolândia, Ribas do Rio Pardo, Coronel Sapucaia, Deodápolis, Figueirão, Paranhos, Antonio João, Rochedo, Bodoquena, Caarapó, Aral Moreira, Rio Negro, Paranaíba e Brasilândia.

MEIO AMBIENTE

Lula cita "ajuda inestimável" de Riedel e Adriane para realização da COP15 em MS

Presidente disse que Campo Grande ser sede é uma "escolha estratégica", por ser ponta de entrada do Pantanal e maior planície alagável do mundo

22/03/2026 19h03

Lula, Riedel e Adriane Lopes em foto oficial da cúpula da COP15

Lula, Riedel e Adriane Lopes em foto oficial da cúpula da COP15 Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

Continue Lendo...

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou o apoio do governador Eduardo Riedel (PP) e da prefeita Adriane Lopes (PP) para que a 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) sobre a Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) fosse realizada em Mato Grosso do Sul.

Durante seu discurso no segmento presidenciável da conferência na tarde deste domingo, Lula comentou que contou com uma “ajuda inestimável” dos líderes do Estado e de Campo Grande, além de ter chamado Riedel de “meu querido amigo”, mesmo sendo de lados opostos ideologicamente e nas eleições deste ano.

“Queria aproveitar para, em público, agradecer ao governador e à prefeita pela ajuda inestimável que eles deram para que esse evento pudesse acontecer aqui no Estado do Mato Grosso do Sul”, disse.

Também, o presidente aproveitou a oportunidade para dizer que é uma grande honra para o Brasil sediar um evento desta magnitude e importância para o meio ambiente mundial, especialmente em Campo Grande, que ele descreveu como uma escolha estratégica, justamente por ser porta de entrada do Pantanal, a maior planície alagável do mundo.

“Organizar este evento em Campo Grande, no estado do Mato Grosso do Sul, é uma escolha estratégica. Estamos na porta de entrada do Pantanal, maior planície alagável tropical do mundo. Esta região simboliza de forma singular a riqueza natural da América do Sul e a interdependência entre países cujas faunas e flores atravessam fronteiras.”, afirma o presidente.

Além de Lula, discursaram: Marina Silva (Ministra do Meio Ambiente do Brasil); Amy Fraenkel (Secretária-Executiva da CMS); Fernando Aramayo Carrasco (Chanceler da Bolívia); e Santiago Peña (Presidente do Paraguai). Tudo isso sob a moderação de João Paulo Capobianco, presidente designado da COP15.

Ao todo, conforme consta no acordo, a COP15 da CMS custará R$ 46,9 milhões aos cofres públicos, que serão custeados pelo governo federal (R$ 26,7 milhões), em conjunto com o governo de Mato Grosso do Sul (R$ 10,7 milhões) e projetos de cooperação internacional (R$ 2,5 milhões), como o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e o World Wide Fund for Nature (WWF), além de patrocinadores.

COP15

A COP15 da CMS promove a conservação de espécies, seus habitats e rotas em escala global, abrangendo cerca de 1.189 espécies, entre aves, mamíferos, peixes, répteis e insetos. Atualmente, conta com 133 partes signatárias, sendo 132 países e o bloco da União Europeia (formado por 27 nações).

A conferência faz parte de um tratado das Nações Unidas assinado em 1979, no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), com sua primeira edição tendo ocorrido em 1985, em Bonn, na Alemanha.

A última edição foi realizada em Samarcanda, no Uzbequistão, em fevereiro de 2024. Ainda não há data e local definidos para a realização da próxima conferência.

Para que não haja confusão, a COP15 da CMS e a COP30 – que também foi realizada no Brasil, no ano passado – tratam de assuntos diferentes.

Enquanto a COP15 da CMS aborda a conservação de animais, a COP30 tem como tema central as mudanças climáticas e os planos das principais nações para promover um futuro melhor diante da piora do aquecimento global.

Diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur), o turismólogo Bruno Wendling afirmou que Campo Grande deve receber de 2,5 mil a 3 mil pessoas durante a conferência, o que pode movimentar o turismo local e as redes de hotéis da cidade.

Assine o Correio do Estado

PICO DE PRESSÃO

Marina Silva passa mal e é atendida durante evento da COP15

Informação é de que ministra está com pressão levemente alta e enjoo, o que a tirou da foto oficial da sessão com o presidente Lula

22/03/2026 17h08

Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva passa mal em primeiro dia de COP15

Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva passa mal em primeiro dia de COP15 Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

Continue Lendo...

A ministra Marina Silva, uma das principais lideranças presente na sessão especial da 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) sobre a Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), precisou ser atendida pela equipe médica da presidência após passar mal na tarde deste domingo.

Segundo apurou o Correio do Estado, Marina Silva apresentou quadro de pressão levemente alta e teve um pouco de enjoo, mas estaria tudo sob controle após ser atendida pela doutora Ana Helena Germoglio, médica da Presidência da República.

Inclusive, devido este fato, a ministra não compareceu na foto oficial da sessão especial, que foi tirada logo depois do presidente Lula chegar no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, por volta das 16h20. Ainda não há informações oficiais se este quadro de saúde alterado pode tirar Marina Silva do restante da programação do dia.

A ativista ambiental participou da sessão de abertura, ao lado do governador Eduardo Riedel (PP), Herman Benjamin (presidente do Superior Tribunal de Justiça) e João Paulo Capobianco (presidente designado da COP15). Ela está escalada para participar do segmento presidenciável do evento, que deve começar às 18h.

COP15

A COP15 da CMS promove a conservação de espécies, seus habitats e rotas em escala global, abrangendo cerca de 1.189 espécies, entre aves, mamíferos, peixes, répteis e insetos. Atualmente, conta com 133 partes signatárias, sendo 132 países e o bloco da União Europeia (formado por 27 nações).

A conferência faz parte de um tratado das Nações Unidas assinado em 1979, no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), com sua primeira edição tendo ocorrido em 1985, em Bonn, na Alemanha.

A última edição foi realizada em Samarcanda, no Uzbequistão, em fevereiro de 2024. Ainda não há data e local definidos para a realização da próxima conferência.

Ao todo, conforme consta no acordo, a COP15 da CMS custará R$ 46,9 milhões aos cofres públicos, que serão custeados pelo governo federal (R$ 26,7 milhões), em conjunto com o governo de Mato Grosso do Sul (R$ 10,7 milhões) e projetos de cooperação internacional (R$ 2,5 milhões), como o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e o World Wide Fund for Nature (WWF), além de patrocinadores.

Para que não haja confusão, a COP15 da CMS e a COP30 – que também foi realizada no Brasil, no ano passado – tratam de assuntos diferentes.

Enquanto a COP15 da CMS aborda a conservação de animais, a COP30 tem como tema central as mudanças climáticas e os planos das principais nações para promover um futuro melhor diante da piora do aquecimento global.

Diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur), o turismólogo Bruno Wendling afirmou que Campo Grande deve receber de 2,5 mil a 3 mil pessoas durante a conferência, o que pode movimentar o turismo local e as redes de hotéis da cidade.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).