Quarta, 22 de Novembro de 2017

Hospital vai ampliar leitos em 500%

23 FEV 2010Por 03h:56
O Hospita l do Câ ncer Alfredo Abrão, em Campo Grande, vai ampliar o seu complexo hospitalar com a construção de prédio de nove andares para ser anexado à atual edificação (localizada na Avenida Ernesto Geisel, na esquina com a Rua Cândido Mariano). Atualmente, atende 300 pessoas por dia, segundo informações da assessoria de comunicação da instituição. Com a construção deste prédio, o número de leitos passará de 49 para 289, enquanto o de atendimentos deverá ser seis vezes maior. A pedra fundamental da obra será lançada no dia 8 de março e o prédio, construído numa área de 8 mil metros quadrados em terreno que já foi adquirido pela Fundação Carmen Prudente de Mato Grosso do Sul – administradora do hospital. A previsão de término dos serviços é de pelo menos dois anos, no terreno ao lado do hospital, na Rua Cândido Mariano. O orçamento total, com o prédio em funcionamento, é de R$ 30 milhões, sendo que R$ 5 milhões já estão garantidos por doação de pessoa física (um empresário da cidade). Segundo a assessoria de comunicação do hospital, a obra será lançada, mas a esperança é receber apoio das secretarias de Saúde, tanto do Estado quanto do município. No entanto, os pedidos ainda não foram encaminhados oficialmente para os órgãos competentes. Outra saída para conseguir a verba é por meio de emenda parlamentar e, de acordo com o hospital, o senador Delcídio do Amaral (PT) está à frente das negociações, mas ainda não há recurso carimbado para o investimento. A assessoria lembra que eventos beneficentes são promovidos pelo hospital e costumam ajudar nas despesas e também na construção de complexos. O mesmo tipo de arrecadação, mais doações de pessoas físicas, estão previstos, para a construção do prédio e para a manutenção da nova equipe, além, é claro, dos repasses do Sistema Único de Saúde. Demanda “A equipe há muito tempo precisava ser ampliada para atender tanto aos casos de tratamento, cirurgias quanto para prevenção”, resume o diretor clínico do hospital, Issamir Saffar. No local, são feitos diagnósticos, tratamento, com quimioterapia, radioterapia e cirurgias para retirada de tumores, em atendimento para a população de todo o Estado – cerca de 98% deles são por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) enquanto os outros 2% são subsidiados por convênios. “No novo prédio, também o diagnóstico será mais detalhado. Além de equipamentos que já existem para exames de tomografia, mamografia e ultrassonografia, o hospital terá uma máquina para pet scan (que funciona como um scanner de altíssima precisão)”, explica o diretor clínico. Com o anúncio da obra, outra ala que ganhará incremento de serviços médicos é a de atendimento infantil, inaugurada em dezembro do ano passado em ala especial, e que será ampliado no novo prédio. Segundo o hospital, o atendimento a crianças diagnosticadas com câncer era feito em área comum a dos adultos. Com a recente inauguração da ala para este público, foram criadas a “Quimioteca” e “Brinquedoteca” e, no novo prédio, o número de procedimentos para as crianças também vai aumentar. “Teremos atendimentos especializados para adultos e crianças, uma demanda que há muito tempo existia”, observa o diretor clínico. A pesquisa também será beneficiada na nova sede, com a construção de um anfiteatro para encontros científicos viabilizados principalmente por meio de convênio do hospital com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Incidência O I n st it uto Nac ion a l do Câncer (Inca) prevê que 489.270 novos casos da doença serão diagnosticados em todo o Brasil em 2010 e, só em Mato Grosso do Sul, devem descobrir que são portadores de câncer 3.180 pessoas neste ano. A doença é a segunda causa de morte nos países da América Latina. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer, os tipos mais incidentes na população brasileira são: câncer de pele não melanoma, seguido do de próstata, do de mama e do câncer de pulmão.

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