Quinta, 23 de Novembro de 2017

Hospital Regional dá alta para 14 pacientes de ala atingida por fogo

5 ABR 2010Por 22h:22
BRUNA LUCIANER

Após incêndio causado na manhã de anteontem por um dos pacientes da psiquiatria do Hospital Regional Rosa Pedrossian (HR), em Campo Grande, os demais 14 pacientes da ala receberam alta. Segundo o médico chefe do setor, José Alaíde dos Santos Lopes, a maioria já estava em condições de voltar para casa e não havia para onde encaminhar os que ainda precisavam de atendimento.

O Hospital Regional é o único do Estado a oferecer tratamento de desintoxicação para dependentes químicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “A alta foi uma medida grave, mas não tínhamos para onde remanejá-los”, explicou José Alaíde.
Ainda segundo o médico, foi feita solicitação para que todos retornassem ao hospital a partir das 11 horas de ontem para passar por novos exames. Dos 14, apenas dois voltaram ao hospital e foram liberados pelo médico. Os demais pacientes deverão ser contatados por telefone.

O rapaz de 20 anos responsável pelo incêndio, usuário de drogas, poderá responder pelo crime. Ele estaria inconformado com a duração da internação e tentou incendiar o hospital para voltar para casa. Ainda no saguão do HR, depois da desocupação da enfermaria, o jovem tentou fugir.

Curto-circuito
O paciente tentou acender uma bituca de cigarro com dois fios da rede de energia elétrica, causando curto-circuito. O fogo atingiu um dos colchões do quarto e se alastrou, destruindo duas camas, três luminárias, danificando as janelas e deixando as paredes cinzas. Funcionários controlaram o incêndio e o Corpo de Bombeiros só precisou fazer o rescaldo e avaliação técnica.
Houve princípio de pânico e os 15 pacientes da Ala B foram conduzidos ao saguão principal pela escada, com a ajuda de funcionários, sem apresentar ferimentos. A cerca de 10 metros da enfermaria atingida fica a maternidade e a UTI Neonatal, que não tiveram o trabalho comprometido.

Ala psiquiátrica
A capacidade da ala psiquiátrica do HR é de 18 internos e costuma trabalhar com capacidade plena. “Ainda faltam vagas, é frequente pacientes esperarem por uma vaga na emergência”, explica José Alaíde.
Há rumores de que a direção do hospital deseja fechar o setor e, segundo o psiquiatra, o incidente poderia acelerar o processo. “Isso deixou os psiquiatras apreensivos. Se a ala fechar, para onde vamos mandar os pacientes?”, indaga o médico.

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