Domingo, 19 de Novembro de 2017

Hortifrútis e carnes pesaram no orçamento

6 MAI 2010Por 06h:45
No mês passado, o grupo alimentação apresentou forte inflação, de 1,97% − a maior de todo o quadrimestre. Contribuíram positivamente na composição do índice os aumentos expressivos da cebola 30,69%, batata 26,83%, do feijão 25,88%, limão 15,90%, entre outros com menores aumentos.
No subgrupo carnes, além da paleta, com 7,42% de alta; subiram significativamente ainda as cotações do lagarto, com 6,75%; contrafilé, com 5,41%;e acém, com 5,35%. Os cortes de carne suína também ficaram mais caros. A costeleta subiu 6,40%; o pernil, 3,99%; e a bisteca, 1,15%. Os miúdos de frango apresentaram alta de 0,97%.

Os grupos habitação e vestuário também tiveram seus maiores índices do ano, de 0,35% e 2,28%, respectivamente. As variações mais representativas foram no saponáceo 7,35%, limpa vidros 5,87%, inseticida 3,25%, na habitação. Já nos produtos de vestuário, os produtos que tiveram as maiores altas foram a camisa masculina, com 12,79%; bermuda e short feminino, com 12,53%; e sapato feminino, com 4,99%.
Inflacionaram ainda os grupos despesas pessoais e saúde. O primeiro apresentou inflação de 0,22% e o segundo, 0,10%. Ficaram mais caros os serviços de cabeleireiro (corte e tintura), 5,20%; o produto fio dental, 4,56%; e o papel higiênico, 1,69%. Entre os de saúde destacaram-se o material para curativo, que subiu 7,51%, anticoncepcional e hormônio 5,46%, antimicótico e parasiticida 5,39%.

Quedas
Em abril, apenas os grupos transportes e educação apresentaram deflação. Destaque para os combustíveis, cujo etanol ficou 11,61% mais barato, e a gasolina 2,30%. “São produtos que pesam nos orçamentos familiares, então, contribuíram para segurar a inflação em abril”, aponta o pesquisador do Nepes, professor José Francisco dos Reis Neto. No grupo Educação, a pequena deflação de 0,02% ocorreu devido à queda nos preços dos itens de papelaria. (AM)

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