Quinta, 23 de Novembro de 2017

Hortifrutis apresentam quedas nos preços

3 JUL 2010Por 00h:05
ADRIANA MOLINA

Os hortifrutis, que nos últimos meses chegaram a registrar altas de até 150%, hoje já estão com preços mais acessíveis e estabilizados em Campo Grande. Dados da Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa/MS) revelam cotações até 75% menores do que em abril − época em que houve o maior acréscimo, por conta das chuvas.
O chuchu, por exemplo, teve o quilo reduzido de R$ 5 para R$ 1,25 no último mês (-75%). Outro que apresentou baixa expressiva, de 70%, foi o repolho, que passou de cerca de R$ 1,35 para R$ 0,40 o quilo na Ceasa. “Nesta época, por causa do inverno, os preços deveriam estar subindo entre 10% e 20%. Mas, como ainda não fez frio suficiente para prejudicar a produção, os preços seguem estáveis, desde o início da segunda quinzena do mês”, conta o gerente da divisão de mercado e estatística da Central, Cristiano Chaves.
Até mesmo os considerados vilões das gôndolas dos supermercados e sacolões, o tomate e a alface, que ficaram caros e com qualidade baixa por causa das chuvas, sofreram queda entre maio e junho e hoje seguem com cotações firmes. O tomate no período caiu cerca de 58%, com o quilo saindo de R$ 2,40 para R$ 1 atualmente. Já a alface, que custava R$ 1,40 o pé na Ceasa, passou para cerca de R$ 0,45.

Expectativa
Embora os preços neste mês estejam estáveis, há tendência de nova alta nos hortifrutis nas próximas duas semanas. De acordo com Chaves, as folhosas devem ser as primeiras a subir, já que o frio, associado a chuvas e geadas, prejudicam a produção tanto em quantidade como em qualidade.
O meteorologista da Uniderp, Natálio Abrahão, confirma a informação do gerente, e prevê que entre 9 e 16 de julho as temperaturas devem ficar abaixo dos 10 graus, com ocorrência de chuvas e geadas, principalmente nas regiões sul e parte da central de Mato Grosso do Sul. “A última chuva que tivemos foi dia 5, o que significa que ficaremos mais de 30 dias sem chover, favorecendo algumas culturas e desfavorecendo outras”, relata. “O inverno este ano deverá ser rigoroso. Até o início de agosto teremos muito frio”, completa.

Cesta Básica
Pesquisa da Cesta Básica, realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac), confirma o cenário de queda apontado pela Ceasa. Apenas em junho, os preços da batata, por exemplo, caíram 18,23%, segundo o estudo. O tomate teve redução de R$ 11,36% e a alface 10,46% no mês, contribuindo para que o índice geral da cesta, que inclui 44 alimentos e produtos de higiene e limpeza, para atender as necessidades de uma família de cinco pessoas, fosse menor. A variação acumulada nos últimos 12 meses caiu de 6,27% em maio para 6,06% em junho.

Leia Também