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Honda revela nona geração do Accord

Honda revela nona geração do Accord

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12/08/2012 - 00h00
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A Honda divulgou nesta quarta-feira (08) as primeiras imagens e informações sobre a nona geração do Accord. Revelado nas versões cupê e sedã, o modelo ficou com linhas mais agressivas que o seu antecessor e alinhado ao design de outros modelos da marca, como o Civic e no novo CR-V.

Na parte frontal, a única semelhança entre ambos está no capô com novos vincos. O para-choque e os faróis são distintos, sendo que no sedã as peças transmitem um ar mais comportado e no cupê é mais esportivo.

A lateral possui duas linhas marcantes, uma na altura da maçaneta, que esteticamente passa a sensação de levantar a parte de trás do veículo, e outra próxima à parte inferior.

Na traseira, enquanto o sedã apresenta linhas mais comportadas, com lanternas de desenho convencional que invadem a tampa do porta-malas e que chegam a lembrar em certos pontos às do rival Toyota Camry vendido no Brasil, o cupê ousa com uma peça com linhas mais estreitas e para-choque mais largo e agressivo.

“Este carro é o mais dinâmico e esculpido dos Accord”, disse Vicki Poponi, vice-presidente da Honda America.

A Honda garante que o novo Accord ficou mais aerodinâmico e econômico, isso porque a marca deixou o vidro do para-brisa mais nivelado e embutiu os limpadores de para-brisa no carro. Há ainda luzes diurnas de LEDs e, embora não tenha sido divulgada nenhuma foto, o interior supostamente ficou mais luxuoso.

Ainda não há informações sobre os motores, mas acredita-se que o modelo seja equipado com três blocos diferentes – 2.4 de quatro cilindros, 3.5 V6 e um 2.0 numa versão híbrida. Mais informações sobre a nona geração do Accord serão liberadas em breve.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

Carbono Oculto

'Beto Louco' e 'Primo' são denunciados em esquema bilionário que atingiu MS

MPSP acusa empresários foragidos de organização criminosa e lavagem de dinheiro; investigação alcançou distribuidoras e postos de combustíveis em Mato Grosso do Sul.

04/09/2026 17h12

Roberto Augusto Leme da Silva, o

Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco", e Mohamad Hussein Mourad, o "Primo", são alvos de nova denúncia do MPSP no âmbito da Operação Carbono Oculto. Foto: Reprodução. Montagem/Correio do Estado.

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Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco", e Mohamad Hussein Mourad, o "Primo", foram alvos de uma nova denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) no âmbito da Operação Carbono Oculto, investigação sobre um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis que mantém conexões empresariais com Mato Grosso do Sul.

Os dois estão foragidos e são apontados nas investigações como personagens centrais da organização. Nesta nova frente, Beto Louco e Primo são acusados de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

O novo capítulo da investigação divulgado nesta sexta-feira (4) ocorre pouco mais de um ano depois da deflagração da Carbono Oculto e chama atenção em Mato Grosso do Sul porque empresas relacionadas à estrutura investigada foram instaladas em Iguatemi, no extremo sul do Estado.

Uma delas é a Alpes Distribuidora de Petróleo Ltda., que aparece nas investigações como parte da engrenagem empresarial relacionada ao grupo.

A companhia está sediada em Iguatemi e acumula dívida de aproximadamente R$ 2,93 bilhões com a União, figurando entre as maiores devedoras do Fisco federal em Mato Grosso do Sul.

A estrutura instalada em Iguatemi reuniu outras empresas que posteriormente apareceram na Operação Carbono Oculto.

Além da Alpes Distribuidora de Petróleo, estão entre elas Império Comércio de Petróleo, Arka Distribuidora de Combustíveis, Orizona Combustíveis, Start Petróleo e Petroriente.

A conexão ultrapassava Mato Grosso do Sul. Start e Petroriente, por exemplo, mantinham filiais no estado de São Paulo, em Jandira e Santos, respectivamente, enquanto as investigações apontaram negócios e movimentações financeiras ligados ao mercado paulista.

Há apenas uma semana, em 28 de agosto, Mato Grosso do Sul voltou a aparecer em um desdobramento da investigação.

Durante a Operação Bomba Oculta, a Receita Federal e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) declararam inaptos os CNPJs de 28 postos de combustíveis no Estado, que ficaram impedidos de operar.

A ação foi deflagrada como um desdobramento da Operação Carbono Oculto e buscou atingir financeiramente a estrutura investigada.

Em todo o País, 1.283 inscrições no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e 228 inscrições estaduais foram declaradas inaptas. A Receita Federal não revelou a localização dos 28 estabelecimentos de Mato Grosso do Sul em razão do sigilo do processo.

Segundo a Receita Federal, os postos ligados ao grupo investigado funcionariam como uma das portas de entrada de recursos no esquema de lavagem de dinheiro, permitindo que valores de origem ilícita fossem inseridos na economia formal.

A ligação com o Estado vai além de um endereço empresarial. A própria Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, cumpriu medidas em Mato Grosso do Sul e alcançou uma extensa estrutura do setor de combustíveis espalhada por diferentes estados.

Nova denúncia 

A acusação apresentada pelo MPSP nesta semana é mais um desdobramento da Carbono Oculto e concentra parte das suspeitas na expansão dos negócios atribuídos a Beto Louco e Primo para o setor sucroalcooleiro, que reúne atividades ligadas principalmente à produção e comercialização de açúcar e etanol a partir da cana-de-açúcar.

Segundo a investigação, após operações anteriores atingirem empresas do grupo, uma nova estrutura empresarial teria sido organizada em torno do Grupo Itajobi e de outros negócios.

Os promotores sustentam que a organização utilizava empresas, fundos de investimento e estruturas financeiras para movimentar recursos e dificultar a identificação dos verdadeiros beneficiários.

Um dos episódios descritos na nova denúncia envolve a compra de dois terrenos em Catanduva, no interior paulista, avaliados em aproximadamente R$ 3,9 milhões. Os imóveis seriam destinados à construção da sede administrativa do Grupo Itajobi.

De acordo com a acusação, cerca de R$ 4 milhões utilizados na operação passaram por cinco contas diferentes em apenas sete minutos antes de chegar ao vendedor dos terrenos.

Para o Ministério Público, a movimentação teria sido estruturada dessa maneira para afastar os líderes investigados da origem dos recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro.

A denúncia também descreve a utilização de pessoas que apareceriam formalmente como responsáveis por empresas, enquanto os beneficiários efetivos permaneceriam ocultos.

Em um dos casos relatados pela investigação, uma mulher do interior de Sergipe teria recebido R$ 1,2 mil mensais para aparecer como proprietária formal de uma empresa que movimentou bilhões de reais.

Conexão com Mato Grosso do Sul

Embora o núcleo da nova denúncia esteja em São Paulo, a investigação que levou até Beto Louco e Primo possui ramificações importantes em Mato Grosso do Sul.

Iguatemi tornou-se um dos pontos de interesse das autoridades por concentrar endereços de diversas distribuidoras de combustíveis relacionadas às investigações.

Uma antiga estrutura destinada à produção de etanol, localizada no quilômetro 18 da Estrada da Balsinha, atual MS-290, passou a concentrar diferentes empresas do setor.

Entre elas aparece a Alpes Distribuidora de Petróleo, investigada na Carbono Oculto e apontada como uma das empresas relacionadas ao ecossistema empresarial atribuído ao grupo.

A empresa chama atenção também pelo tamanho de sua dívida tributária. Levantamento publicado pelo Correio do Estado com base em dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) mostrou que a Alpes devia R$ 2,93 bilhões ao Fisco federal.

A companhia chegou a ter uma base em Iguatemi interditada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A suspeita levantada nas investigações é de que estruturas empresariais instaladas no município tenham sido utilizadas para operações fiscais e comerciais sem que necessariamente houvesse movimentação física de combustível compatível com os negócios declarados.

As investigações apontaram ainda relações empresariais entre companhias instaladas no local e pessoas ligadas ao núcleo investigado na Carbono Oculto.

Com isso, uma pequena cidade de Mato Grosso do Sul passou a aparecer no mapa de uma investigação de alcance nacional sobre o mercado de combustíveis.

Esquema atingiu toda a cadeia 

A Carbono Oculto foi deflagrada em agosto de 2025 por uma força-tarefa formada por órgãos como Ministério Público, Receita Federal e forças policiais.

A investigação alcançou mais de 350 alvos e teve medidas cumpridas em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Segundo os investigadores, a estrutura suspeita alcançava diferentes etapas da cadeia de combustíveis, desde empresas responsáveis pela produção e distribuição até postos utilizados na comercialização ao consumidor.

Outra frente considerada essencial pelas autoridades era o sistema financeiro. Fintechs e fundos de investimento teriam sido utilizados para movimentar recursos entre empresas e pessoas sem deixar evidente, no sistema financeiro tradicional, quem eram os beneficiários finais.

Os investigadores sustentam que essa estrutura permitia criar sucessivas camadas entre a origem do dinheiro e os responsáveis efetivos pelos negócios.

Beto Louco e Primo são apontados pelo Ministério Público como personagens de destaque nessa engrenagem. Ambos permaneciam foragidos até a divulgação da nova denúncia.

Beto Louca já havia sido denunciado

A acusação divulgada nesta sexta-feira não é a primeira contra Beto Louco decorrente das investigações.

Em 26 de agosto, o Ministério Público paulista denunciou 16 pessoas, entre elas o empresário, em uma frente relacionada ao suposto desvio de metanol, adulteração de combustíveis, falsidades documentais, fraudes contra consumidores e crimes fiscais.

Na nova denúncia, o foco avança sobre a estrutura utilizada para expansão patrimonial e lavagem de dinheiro atribuída aos investigados.

O Ministério Público também pediu à Justiça a manutenção da indisponibilidade de imóveis e recursos bloqueados durante a investigação, além da perda de patrimônio que, segundo os promotores, estaria relacionado aos crimes investigados.

O que dizem as defesas

A defesa de Roberto Augusto Leme da Silva contesta a acusação e afirma que demonstrará, durante o processo, a improcedência da denúncia e questionará a validade do procedimento.

Já a defesa de Mohamad Hussein Mourad também rejeita as acusações e sustenta que a denúncia apresenta uma narrativa baseada em fatos que não teriam sido comprovados.

As acusações ainda serão submetidas ao Poder Judiciário, e a apresentação da denúncia pelo Ministério Público não representa condenação.

Enquanto a nova frente avança em São Paulo, as conexões empresariais identificadas em Mato Grosso do Sul mantêm Iguatemi dentro de uma investigação que alcançou diferentes estados e expôs uma estrutura bilionária suspeita de operar por meio de distribuidoras, empresas de fachada e mecanismos financeiros para ocultação de patrimônio.

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