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Homem 'mais rico da Irlanda' decreta falência

Homem 'mais rico da Irlanda' decreta falência

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12/11/2011 - 05h00
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Um magnata considerado como a pessoa mais rica da Irlanda declarou sua falência nesta sexta-feira, alegando ter sofrido perdas sequenciais devido ao alto nível especulativo do mercado durante a crise econômica dos últimos dois anos.

Sean Quinn, cuja fortuna era avaliada em 4,7 bilhões de euros (6,5 bilhões de dólares), solicitou a quebra voluntária na Alta Corte de Belfast.

Conhecido como o "poderoso Quinn", o magnata perdeu parte de sua fortuna após comprar ações do Anglo Irish Bank, que perderam todo seu valor quando a entidade teve que ser nacionalizada durante a crise financeira.

O banco afirma que Quinn, de 64 anos, lhe deve mais de 2,8 bilhões de euros. Em abril lhe arrebataram o controle de seu império industrial.

"Com grande tristeza e pesar, solicitei a quebra voluntária", disse Quinn em um comunicado difundido em Dublin.

Quinn apresentou sua solicitação na Irlanda do Norte, que é parte do Reino Unido, no lugar da Irlanda, onde está a maior parte de suas atividades, alegando que foi onde "nasceu, foi criado e trabalhou toda a vida".

Contudo, isso lhe permitirá retomar suas atividades dentro de um ano, sendo que na Irlanda ele teria que esperar 12 anos.

corrupção

Servidores alvos de operação do Gaeco serão exonerados do governo de MS

Gaeco cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão contra grupo criminoso que praticava crimes contra a administração pública

07/07/2026 13h08

Investigação apura crimes contra a administração pública

Investigação apura crimes contra a administração pública Foto: Paulo Ribas

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Os servidores estaduais investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) por crimes contra a administração pública serão exonerados, segundo informou o governo de Mato Grosso do Sul, em nota. Grupo foi alvo da Operação Gutenberg, deflagrada na manhã desta terça-feira (7).

"A gestão estadual mantém contínuas ações de compliance e transparência, e  como padrão de conduta em todos os casos sob investigação já determinou o  afastamento e/ou a exoneração dos servidores envolvidos", diz a nota do Executivo Estadual.

O governo afirma ainda que, por meio da Secretaria de Estado de Saúde da Controladoria-Geral  do Estado, além de acompanhar as diligências policiais também instaurou, simultaneamente, auditoria dos procedimentos sob tutela do Executivo.

Na operação, foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).

A investigação aponta a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública, mais especificamente crimes em licitação, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de dinheiro e outros delitos correlatos. 

A fraude ocorreu em Campo Grande e teve atuação em diversos municípios do Estado, com núcleos bem definidos, liderada por empresários que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso. 

Alvos

Entre os investigados está o ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Junior Vasconcelos, ex-prefeito de Fátima do Sul e atualmente ocupa cargo no gabinete do deputado estadual Jamilson Name (PP).

Também foi alvos dos mandados Ed Carlos Britto Burgatt, que atua como coordenador estadual de Regulação Assistencial da SES. Equipes do Gaeco cumpriram mandados de busca e apreensão no Complexo Regulador Estadual (Core), com apoio do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

A filha de Ed Carlos Britto Burgatt também foi presa. Jéssica Burgatt foi encaminhada ao Segundo Distrito Policial, em Campo Grande, após o cumprimento do mandado de prisão preventiva.

Foram presas ainda Olívia Jafar, ligada à Gráfica Alvorada, e Rossana Jafar, mãe de Olívia. Esta última foi detida durante a operação, enquanto Olívia foi presa na Rua Ricardo Brandão, na Capital, nas primeiras horas desta terça-feira.

Esquema

Os investigados se valiam de servidores públicos corrompidos para fraudar e direcionar procedimentos de compras públicas, mediante contratação direta, sem licitação, para a aquisição de livros paradidáticos.

Os valores recebidos dos cofres públicos pela organização criminosa ultrapassam a quantia de R$ 27 milhões, a qual era dividida entre seus integrantes, sendo servidores públicos e diversas pessoas físicas e jurídicas com o fim de ocultar e dissimular a sua origem ilícita.

Ademais, o MPMS constatou, dentre as várias frentes de atuação, que o esquema criminoso se valia da influência de servidores da área da saúde pública para condicionar a autorização de exames, cirurgias e até vagas de leitos em hospitais pela rede estadual à aquisição de livros vendidos pelo grupo.

A organização criminosa seguia operando até os dias atuais com contratos ativos em vários municípios.

A operação contou com o apoio operacional do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Nomenclatura

O nome da operação, "Gutenberg", faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, ao contrário, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.

* Colaborou João Pedro Flores

PRISÃO

Filha de chefe da regulação estadual é presa em operação do Gaeco

Esposa e filha de dono da Gráfica Alvorada também estão entre prisões realizadas nesta manhã

07/07/2026 12h30

Equipes do Gaeco cumpriram mandados de prisão e busca em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás durante a Operação Gutenberg

Equipes do Gaeco cumpriram mandados de prisão e busca em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás durante a Operação Gutenberg Paulo Ribas

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A filha de Ed Carlos Britto Burgatt, coordenador estadual de Regulação Assistencial da Secretaria de Estado de Saúde (SES), foi presa na manhã desta terça-feira (7) durante a Operação Gutenberg, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Jéssica Burgatt foi encaminhada ao Segundo Distrito Policial, em Campo Grande, após o cumprimento do mandado de prisão preventiva. Além dela, também foram presas Olívia Jafar, ligada à Gráfica Alvorada, e Rossana Jafar, mãe de Olívia. Esta última foi detida durante a operação, enquanto Olívia foi presa na Rua Ricardo Brandão, na Capital, nas primeiras horas desta terça-feira.

A operação investiga uma organização criminosa suspeita de fraudar contratos públicos para aquisição de livros paradidáticos e de utilizar a influência de servidores da área da saúde para obter vantagens financeiras.

Entre os principais alvos está Ed Carlos Britto Burgatt, que atua como coordenador estadual de Regulação Assistencial da SES. Equipes do Gaeco cumpriram mandados de busca e apreensão no Complexo Regulador Estadual (Core), com apoio do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

Ao todo, a Operação Gutenberg cumpre 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, além de São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a organização criminosa utilizava a influência de servidores públicos da saúde para condicionar a autorização de exames, cirurgias e vagas em hospitais da rede estadual à aquisição de livros comercializados pelo grupo investigado.

As investigações apontam ainda que os envolvidos fraudavam procedimentos de contratação direta, dispensando licitação para direcionar a compra de livros paradidáticos por órgãos públicos.

Conforme o MPMS, o grupo recebeu mais de R$ 27 milhões dos cofres públicos. Os recursos, segundo a investigação, eram distribuídos entre servidores públicos e pessoas físicas e jurídicas, com o objetivo de ocultar e dissimular a origem ilícita do dinheiro.

Além de Ed Carlos Britto Burgatt, outro alvo da operação é o ex-prefeito de Fátima do Sul e atual chefe de gabinete do deputado estadual Jamilson Name, Junior Vasconcelos, que também teve mandado expedido no âmbito da investigação.

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