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NOVA PORTARIA

Hemosul espera aumentar em 13% doação de sangue

Hemosul espera aumentar em 13% doação de sangue

DA REDAÇÃO

18/06/2011 - 09h50
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O Centro de Hematologia e Hemoterapia de Mato Grosso do Sul (Hemosul) acredita que as doações de sangue no Estado podem aumentar a partir da criação do novo Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos, com novos critérios para a doação de sangue no Brasil. A portaria nº 1.353 do Ministério da Saúde com essa regulamentação foi publicada no Diário Oficial da União no último dia 14.

A gerente técnica do Hemosul, Marina Sawada Torres, informa que o órgão estadual já tomou conhecimento da nova portaria. “Esperamos que a medida aumente em torno de 13% as doações de sangue no Estado. Temos conseguido suprir nossa meta com a ajuda de divulgação na imprensa. Porém, a maior deficiência é do tipo de sangue negativo”, diz Marina Torres.

Nova portaria

Segundo informações do Ministério da Saúde, a nova legislação estabelece diretrizes voltadas ao aumento da segurança para quem doa e recebe sangue no País e inova ao ampliar a faixa etária para candidatos à doação. Com as medidas, a previsão do Ministério é que aproximadamente 14 milhões de brasileiros sejam incentivados a serem doadores em potencial.

A faixa atinge agora jovens entre 16 e 17 anos (mediante autorização dos pais ou responsáveis) e ampliação para idosos com até 68 anos.

A Portaria 1.353 determina, ainda, que a orientação sexual (heterossexualidade, bissexualidade, homossexualidade) não deve ser usada como critério para a seleção de doadores de sangue, por não constituir risco em si própria. Ou seja, não deverá haver, no processo de triagem e coleta de sangue, manifestação de preconceito e discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, hábitos de vida, atividade profissional, condição socioeconômica, raça, cor e etnia.

Os avanços estabelecidos no novo Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos são resultados de consulta pública iniciada em 2010, e que recebeu 500 contribuições de especialistas do setor e da sociedade civil.

Faixa etária

A partir desta nova legislação, jovens entre 16 e 17 anos (autorizados pelo responsável) e idosos com até 68 anos também poderão doar sangue no Brasil. Pela norma anterior, a doação era autorizada para pessoas com idade entre 18 e 65 anos.

Com a ampliação da faixa etária para doação, a expectativa do governo federal é ampliar o volume de sangue coletado no Brasil que, atualmente, chega a 3,5 milhões de bolsas por ano. Esta quantidade é considerada suficiente; porém, o esforço do Ministério da Saúde é atingir os padrões recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS): cerca de 5,7 milhões de bolsas de sangue por ano. Para o próximo ano, a meta é que o País registre, anualmente, quatro milhões de bolsas.

A ampliação da faixa etária para doação de sangue é baseada em evidências científicas, comprovadas por estudos internacionais. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Associação Americana de Sangue (ABB) já havia aprovado que jovens com idade entre 16 e 17 anos e também idosos com mais de 65 anos pudessem doar. Estas novas diretrizes relacionadas à idade dos doadores também já vigoram em países europeus.

Humanização

De acordo com o Ministério da Saúde, a Portaria 1.353 estabelece medidas voltadas à humanização nos serviços de hemoterapia a partir da capacitação de profissionais da Rede Brasileira de Hemocentros (Hemorrede). “O objetivo é melhorar a atenção e o acolhimento dos candidatos à doação”, explica o coordenador de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez.

Desde 2004, o Ministério da Saúde é responsável por normatizar e coordenar a política de sangue, componentes e hemoderivados no país. A Portaria 1.353 aprimora e substitui a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 153/04, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pela regulação sanitária dos serviços de hemoterapia.

Quem pode doar sangue

Podem ser doadores de sangue candidatos com:

- Aspecto saudável e declaração de bem-estar geral;

- Idade entre 18 anos completos e 67 anos, 11 meses e 29 dias. Podem ser aceitos candidatos com idade de 16 e 17 anos, com o consentimento formal do responsável legal. E, em caso de necessidades tecnicamente justificáveis, o candidato cuja idade seja inferior a 16 anos ou superior a 68 anos somente poderá ser aceito após análise pelo médico do serviço de hemoterapia.

- Peso mínimo de 50 kg. Candidatos com peso abaixo de 50 Kg podem ser aceitos após avaliação médica e desde que respeitados critérios específicos estabelecimentos na Portaria 1.353/11.

Investigação

MPMS investiga falta de farmacêuticos na rede de saúde de Campo Grande

Investigação aponta déficit de profissionais, cobertura parcial nas unidades e possível dispensação de medicamentos por servidores sem habilitação em Campo Grande

23/06/2026 17h32

Foto: Divulgação

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A assistência farmacêutica oferecida à população de Campo Grande entrou na mira do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

O órgão instaurou um inquérito civil para investigar a falta de farmacêuticos em unidades da rede municipal de saúde e possíveis irregularidades na dispensação de medicamentos, serviço considerado essencial para garantir a segurança e a eficácia dos tratamentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A apuração teve início após denúncias encaminhadas à Ouvidoria do MPMS relatarem que medicamentos estariam sendo entregues por servidores sem formação específica na área farmacêutica, em alguns casos sem a supervisão direta de um profissional habilitado.

 

A recomendação técnica do Ministério da Saúde prevê a presença de pelo menos um farmacêutico por unidade de saúde ou por equipe de referência, durante todo o horário de funcionamento, garantindo a assistência adequada aos usuários e a segurança na dispensação de medicamentos.

A situação levantou preocupações sobre o cumprimento das normas técnicas que regulam a assistência farmacêutica e sobre os riscos que a prática pode representar aos usuários da rede pública.

Os levantamentos preliminares realizados pelo Ministério Público apontam que o problema não está restrito a uma única unidade de saúde. Um dos focos da investigação é o Distrito Sanitário Segredo, onde apenas parte dos postos possui farmacêuticos e, mesmo assim, em horários limitados.

A cobertura parcial dificulta o acompanhamento adequado dos pacientes e amplia a dependência de profissionais administrativos para atividades relacionadas à entrega de medicamentos.

Informações encaminhadas pela própria Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) confirmam que nem todas as unidades contam com farmacêuticos em tempo integral.

A pasta reconhece que servidores administrativos atuam como apoio no processo de dispensação de medicamentos, embora haja restrições para a entrega de remédios sujeitos a controle especial.

Para o MPMS, a questão vai além da simples distribuição de medicamentos. A legislação prevê que a assistência farmacêutica envolve uma série de atribuições técnicas, incluindo a análise das prescrições médicas, a orientação correta sobre o uso dos remédios, a identificação de possíveis interações medicamentosas e o acompanhamento do tratamento dos pacientes.

A ausência desse acompanhamento especializado pode comprometer a qualidade da assistência prestada e aumentar os riscos relacionados ao uso inadequado de medicamentos, especialmente entre pacientes com doenças crônicas ou que utilizam múltiplos remédios simultaneamente.

Déficit de farmacêuticos

Outro ponto identificado durante a investigação é o déficit de farmacêuticos na rede municipal. O Ministério Público verificou a existência de cargos vagos e a falta de concurso público vigente para reposição desses profissionais.

A situação, segundo o órgão, contribui para a sobrecarga dos servidores em atividade e dificulta a ampliação da cobertura nas unidades de saúde.

Além da escassez de profissionais, a distribuição desigual dos farmacêuticos também chamou a atenção dos investigadores.

Enquanto algumas unidades conseguem oferecer atendimento especializado em determinados períodos do dia, outras permanecem sem qualquer cobertura farmacêutica, criando diferenças no acesso aos serviços entre os usuários da rede municipal.

Diante das irregularidades apontadas, o MPMS requisitou informações detalhadas à Sesau sobre as medidas adotadas para recompor o quadro de farmacêuticos e garantir a presença desses profissionais nas unidades de saúde.

O órgão também solicitou ao Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul a realização de vistorias para verificar as condições de funcionamento dos serviços e a regularidade da dispensação de medicamentos.

A fiscalização deverá avaliar se as unidades estão cumprindo as normas previstas para a assistência farmacêutica e se existem situações que possam colocar em risco a saúde dos pacientes atendidos pelo SUS.

O inquérito civil permanece em andamento e poderá resultar em recomendações, termos de ajustamento de conduta ou outras medidas administrativas e judiciais caso sejam confirmadas irregularidades.

O objetivo, segundo o Ministério Público, é assegurar que a população tenha acesso a um serviço farmacêutico adequado, com orientação técnica qualificada e profissionais suficientes para atender à demanda da rede pública de saúde de Campo Grande.

Cidades inteligentes

Agetran espera implantar patinetes e bikes elétricas compartilhadas em agosto

A Agência depende do interesse de empresas para a realização do serviço e o início da fase experimental

23/06/2026 17h00

Serviço prevê aluguel de patinetes e bicicletas elétricas

Serviço prevê aluguel de patinetes e bicicletas elétricas FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) espera implantar o período experimental para a operação de sistemas de patinetes e bicicletas elétricas compartilhadas em Campo Grande até o mês de agosto deste ano. 

Os testes terão duração de 90 dias e serão fiscalizados pela Agetran, podendo ser ampliado para 180 dias até a regulamentação do trânsito de ciclomotores nas ciclovias. 

O início dos testes dependem do interesse de empresas em se cadastrarem para a realização do trabalho. A elas fica a responsabilidade da realização de campanhas educativas e divulgação dos trabalhos a serem feitos, em conjunto com a Agetran. 

"A princípio, a gente tem buscado o que acontece em outras capitais do nosso País onde as empresas estarão disponibilizando esse material, sejam patinetes ou bicicletas elétricas. Nesse período de experiência estaremos avaliando qual dessas modalidades serão mais utilizadas pelo campo-grandenses", afirmou o diretor de trânsito da Agetran, Ideu Vilela.

A ideia é que Campo Grande se una a grandes cidades que possuem o serviço de aluguel de bicicletas e patinetes elétricos, onde o acesso é feito via aplicativo e o usuário paga pelo tempo de uso.

Entre as cidades com os serviços ativos estão São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Recife (PE), Ilhéus (BA) e Vitória (ES). 

Em Campo Grande, a Agetran estima a ampliação para mais de 135 quilômetros de ciclofaixas para a realização do serviço.

As empresas interessadas já podem apresentar um Plano Operacional à Agetran, contendo a área de atuação, quantitativo de equipamentos, mecanismos de monitoramento, manutenção, atendimento ao usuário e gestão operacional, conforme publicação no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) na última segunda-feira (22). 

Ficará a cargo da empresa contratada toda a parte de infraestrutura para funcionamento do projeto, bem como a manutenção e recolhimento dos equipamentos, rastreamento de frota, a observância da legislação de trânsito, mobilidade urbana e acessibilidade e compartilhamento de informações operacionais solicitadas pelo Município. 

À Agetran, além de realizar a fiscalização durante o período experimental, fica a incumbência de delimitar as áreas onde os patinentes e bicicletas poderão circular. 

"Nós vamos fazer esse teste buscando entender o movimento e a quantidade desse modal que temos na cidade, para entender e trazer uma regulamentação. Com a regulamentação, nós conseguimos entrar com campanhas educativas para o trânsito. Nós pretendemos deixar cursos à disposição de ciclitas e pessoas que estarão utilizando essa modalidade de transporte", explicou o diretor presidente da Agetran, Ciro Vieira. 

"A partir do momento que nós, se tivermos alguma empresa que se cadastrar para fazer esse teste conosco, aí sim, nós já vamos começar. Um dos requisitos é justamente que ele faça uma campanha prévia para poder operar, já trazendo essas orientações de segurança para a sociedade que estiver transitando ali nas cicloias ou ciclofaixas", finalizou. 


 

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