Quinta, 23 de Novembro de 2017

Helicópteros partem para resgate de reféns

28 MAR 2010Por 01h:04
Dois helicópteros do Exército Brasileiro partiram no início da manhã de ontem de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, para a cidade colombiana de Villavicencio. Eles vão ajudar na operação de resgate de dois reféns que estão em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Os helicópteros, dois Cougar, estão identificados com o emblema do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), organismo que coordena a missão humanitária. A operação humanitária é composta pela delegada do Comitê Internacional da Cruz Vermelha na Colômbia, Roberta Falciola; senadora Piedad Córdoba; Hernando Gomez, do Movimento Colombianos pela Paz; e pelo monsenhor Leonardo Gomez Serna, bispo de Magangue e representante da Igreja. Também fazem parte da operação humanitária Felipe Donoso, representante do CICV para Brasil e países do Cone Sul. De acordo com informações do Comitê Internacional da Cruz Vermelha no Brasil, os 20 militares brasileiros que darão apoio à operação aguardarão até hoje quando deve ser realizada a primeira das duas ações de resgate do sargento Pablo Emilio Moncayo e do cabo Josué Daniel Calvo. A ideia é de que a libertação dos reféns seja realizada em dois locais diferentes – um para cada refém. A operação deve ser realizada em etapas e horários distintos. Observadores que acompanham as articulações informam que, inicialmente, será resgatado Moncayo e depois, Calvo. As negociações são conduzidas pela senadora Piedad Córdoba, que faz oposição ao governo de Álvaro Uribe, e pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Do lado brasileiro, participam diretamente da operação apenas militares. Josué Calvo foi sequestrado em abril de 2009 e está muito doente, segundo as Farc. O sargento do Exército, Pablo Emilio Moncayo, está em poder das Farc desde dezembro de 1997. Pelos dados de especialistas brasileiros, ainda restam 20 militares em poder das Farc. Na sexta-feira, as Farc divulgaram um comunicado no qual ratificaram seu compromisso de libertar os dois militares, mas também que adiavam a entrega dos restos mortais do major da polícia, Julián Guevara, morto em cativeiro em 2006. O motivo alegado pela guerrilha é que o lugar onde estão os restos de Guevara está sendo bombardeado e atacado pela polícia.

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