Cidades

Reintegração

Guaranis-kaiowás têm um mês para deixar fazenda

Guaranis-kaiowás têm um mês para deixar fazenda

Da redação

29/01/2014 - 00h00
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A comunidade Guarani Kaiowá, o tekoha Apyka'i, no município de Dourados, poderá enfrentar mais uma reintegração de posse.

Uma nova manobra judicial garantiu que uma decisão - já cumprida - da Justiça Federal de 2009, em favor do proprietário da Fazenda Serrana.

Os Kaiowá tem 30 dias para sair do local, onde estão acampados desde setembro de 2012. O prazo para o despejo passou a contar a partir de segunda-feira (27).

A liderança da comunidade, Damiana, reafirma que os indígenas não sairão da terra.

Até setembro do ano passado, a área era utilizada por uma usina, para plantio de cana em larga escala. Foi quando Damiana e sua comunidade retomaram o território, depois de 14 anos acampados à beira da rodovia BR-463, a 8 quilômetros do centro de Dourados, e voltaram a incomodar os produtores da usina. A terra reivindicada pelos Kaiowá como tradicional está em processo de identificação e delimitação pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

"Agora não vou deixar mais cortar cana e nem passar veneno", afirma a cacica Damiana. Ela quer dizer que os Kaiowá não pretendem sair da fazenda. "Meu pai morreu aqui no tekoha. Cemitério antigo tá aqui, fazendeiro botou fogo em tudo. Agora só usina usa. Chega. Chega de aproveitar a terra aqui a usina. Usina não vai mais cortar cana".

"Deixa assim mesmo. Apodrecer a cana". Ela se refere às plantações que estavam no local no momento da retomada. "Eu não vou sair mais daqui. Pode ser tiro, não vou sair mais não. E não vou deixar colher nem passar veneno".

Fonte: CIMI

transporte hidroviário

Imasul recbe R$ 21,5 milhões e libera obra bilionária de mineradora

LHG Mining, contralada pelos irmãos Batista, prevê investimentos de R$ 1,9 bilhão na modernização do porto Gregório Curvo, em Corumbá

21/08/2026 12h49

Mineradora pevê embarque de até 15 milhões de toneladas de minério por ano no distrito de Porto Esperança

Mineradora pevê embarque de até 15 milhões de toneladas de minério por ano no distrito de Porto Esperança

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Prevendo investir R$ 1.911.513.680,00 na ampliação da capacidade de embarque de minérios no porto Gregório Curvo, no distrito de Porto Esperança, às margens do Rio Paraguai, no município de Corumbá, a empresa LHG Mining será obrigada a pagar compensação ambiental de R$ 21.580.989,45 ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL).

O valor da compensação ambiental, conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado desta sexta-feira, equivale a 1,129% do valor total previsto para ser investido na ampliação do porto, que passará a ter capacidade para embarque de até 15 milhões de toneladas de minérios por ano, triplicando a capacidade atual.

Atualmente, caminhões são utilizados para o transporte de todo o minério que chega ao porto, distante em torno de 50 quilômetros. Depois da modernização, conforme prevêo projeto, os caminhões serão eliminados e todo o transporte será por ferrovia.

Porém, a ferrovia está abandonada e a concessão acaba no final do ano. Por conta disso, mineradora LHG Mining, proprietária do porto do qual devem ser escoadas até 15 milhões de toneladas por ano, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, admite a possibilidade de investir na modernização da ferrovia.

O investimento de R$ 1,9 bilhão no porto prevê a total automatização das operações de embarque e desembarque de minérios, mas todas as operações dependem do transporte ferroviário. 
De acordo com Jamil Sebe, diretor de projetos da mineradora  LHG Mining, a empresa já fez estudos para possíveis investimentos no trecho e "se for necessário investir, nós vamos investir", declarou Jamil Sebe durante a audiência pública em Corumbá no dia 11 de junho deste ano.

Os irmãos Batista estão investindo em torno de R$ 4 bilhões na ampliação da extração de minérios de 12 milhões para 25 milhões de toneladas por ano em Corumbá,. Além disso, estão investindo em torno de R$ 3,7 bilhões na aquisição de 400 barcaças e 15 empurradores para escoar a produção pela hidrovia do Rio Paraguai. 

E, sem a revitalização dos cerca de 46 quilômetros da ferrovia entre a região das minas e o porto Gregório Curvo, os demais investimentos ficarão inviáveis. A última viagem de trem com minérios entre o distrito de Antônio Maria Coelho e o porto ocorreu em 1º de dezembro do ano passado. Depois disso, cerca de 330 carretas passaram a ocupar a BR-262 diariamente entre as minas e o porto. 

A ampliação da capacidade de embarque no porto deve ser finalizada em três anos, caso o projeto efetivamente saia do papel. Os investimentos da ordem de R$ 1,9 bilhão neste projeto prometem colocar fim ao problema crônico da poeira que atormenta moradores do distrito de Porto Esperança depois que as carretas começaram a circular na estrada de acesso ao distrito. 

No porto será construída uma pera ferroviária e um virador de vagões, o primeiro do Estado. Este virador, conforme a LHG Mining, será dentro de um galpão fechado e com isso boa parte do problema da poeira já será eliminado. O carregamento nas barcaças também será todo automatizado, o que também será fundamental para redução da poeira, conforme Jamil Sebe. 

Porém, como esta ampliação só deve ser concluída no fim de 2029, até lá serão mantidos as atividades de quatro caminhões pipa que atuam na região para umidificar a estrada de acesso ao porto e assim reduzir os danos causados por esta poeira, uma das principais reclamações dos moradores do distrito de Porto Esperança. 

Além de modernizar o porto, Jamil Sebe também destaca a aquisição barcaças que terão condições de navegar em águas menos profundas que as atuais. Hoje, elas precisam 9 pés (2,7 metros de profundidade) para descer pela hidrovia. As novas, conseguirão flutuar com seis pés de profundidade, ou cerca de 1,8 metro. 

Ou seja, os novos equipamentos precisarão quase um metro a menos de água para fazer o transporte.  Sendo assim, explica o representante da LHG, cairá a necessidade de fazer as chamadas dragagens de manutenção. Hoje, em pelo menos 17 locais precisaria ser feita esta dragagem (remoção de areia de um local para outro no fundo do leito) para permitir o transporte de minérios em períodos de estiagem. 

FERROVIAS

Além de admitir a possibilidade de investir na revitalização dos 46 quilômetros da frerrovia, a LHG também destinará boa parte do investimento de R$ 1,9 bilhão em estrutura ferroviária.

 "O principal escopo do projeto consiste na implantação de pera ferroviária, sistema de virador de vagões, transportadores de correia, novo pátio de estocagem de produtos e píer com sistema de embarque de minério", diz trecho do estudo de impacto ambiental. 

"Os vagões carregados de minério chegarão pela Ferrovia e ingressarão na Pera Ferroviária, onde passarão pelo Virador de Vagões para descarregamento automático dos vagões", explica o documento da LHG Mining.

E, próximo da Mina de Santa Cruz, de onde saem os minérios levados para Porto Esperança, a mineradora também está prevendo a instalação de uma estrutura ferroviária semelhante para agilizar o embarque dos minérios nos vagões sem a necessidade de manobras de desacoplagem dos vagões.

Além da pera próximo da mina, a empresa pretende construir uma espécie de "estrada rolante" de 12 quilômetros para transportar os minérios entre o local de extração até a margem da ferrovia. 
 

 

ACIDENTE

Explosão deixa sete trabalhadores feridos em fábrica de ração em Campo Grande

Funcionários inalaram produto químico após acidente em compartimento da empresa

21/08/2026 12h15

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram mobilizadas após explosão envolvendo enxofre em fábrica na Avenida Gunter Hans, em Campo Grande

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram mobilizadas após explosão envolvendo enxofre em fábrica na Avenida Gunter Hans, em Campo Grande Marcelo Victor

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Uma explosão envolvendo enxofre deixou sete trabalhadores feridos em uma fábrica de suplementação animal localizada na Avenida Gunter Hans, saída para Sidrolância, em Campo Grande, na manhã desta sexta-feira (21). As vítimas inalaram o produto químico e precisaram de atendimento médico. Nenhuma delas está em estado grave.

A informação foi confirmada pela tenente Edilene Borges, do Corpo de Bombeiros. Segundo ela, a empresa utiliza produtos químicos no processo de produção e, no momento do acidente, trabalhadores manuseavam enxofre quando ocorreu a explosão. 

Após o incidente, houve princípio de incêndio, que foi controlado pelos próprios funcionários antes da chegada das equipes de emergência. No entanto, sete trabalhadores acabaram inalando o produto e apresentaram mal-estar. 

Das sete vítimas, uma foi levada ao hospital pela própria empresa, duas foram encaminhadas à Santa Casa de Campo Grande e outras quatro, para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Conforme os bombeiros, não há registro de vítima em estado grave.

A ocorrência mobilizou uma grande estrutura de atendimento. Segundo a tenente, quatro unidades de resgate do Corpo de Bombeiros foram deslocadas para a fábrica. Equipes do Samu também participaram do socorro. Ao todo, pelo menos sete viaturas de emergência estiveram no local. 

Depois do controle das chamas, os militares realizaram o trabalho de rescaldo no compartimento atingido. A medida é adotada para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar que o incêndio volte a ocorrer.

A área onde aconteceu a explosão também foi isolada enquanto as equipes faziam os procedimentos de segurança. Conforme o Corpo de Bombeiros, não há risco para a população que vive ou circula no entorno da empresa.

A causa da explosão ainda não foi identificada e deverá ser apurada.

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