Grupos de dança: do palco para a avenida em Campo Grande

THIAGO ANDRADE 20/02/2012 01h00

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Foto: Divulgação
O grupo, que se especializou na valoriazação da cultura árabe, não teve problema em entrar no clima

Em um misto de alegria e beleza, o desfile das escolas de samba na Capital – que aconteceu no último fim de semana – movimentou a criatividade de carnavalescos e artistas da cidade.

ara sair na avenida, os integrantes das agremiações enfrentaram meses de ensaios e trabalho duro. Entre os que se uniram voluntariamente para compor o que foi mostrado ao público estavam artistas ligados principalmente a grupos de dança da Capital. As companhias Dançurbana e Litani foram duas das que estiveram no sambódromo montado na Avenida Alfredo Scaff.

Peças fundamentais para a composição de um trabalho que passeia entre o espontâneo e o técnico, os dançarinos, bailarinas e coreógrafos tiveram trabalho intenso para compor aquilo que seria mostrado. O primeiro passo foi decorar os sambas-enredos das escolas. “A Igrejinha nos passou e tivemos que ensaiar muito para saber cantar, pois é algo que os jurados levam em consideração. Tem que ter samba no pé e na ponta da língua”, considera Paula Gobbo, diretora e coreógrafa do grupo Litani.

A companhia de dança realiza pesquisas em folclore e cultura árabe a partir da dança do ventre. Segundo Paula, o convite surgiu em razão da sintonia entre o grupo e o enredo do Grêmio Recreativo Escola de Samba (GRES) Igrejinha, “Ueze Zahran – de sonho e trabalho, um império se fez”. “Ele sempre foi um grande incentivador do nosso trabalho e um encorajador no fomento da cultura árabe em Campo Grande”, aponta Paula. Oito integrantes da escola – cinco mulheres e três homens – foram atração no Abre-Alas da escola.

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