Terça, 21 de Novembro de 2017

Grupo americano prepara venda da usina de Naviraí

24 FEV 2010Por 06h:44
A Infinity Bio-Energy Brasil, companhia que controla cinco unidades sucroalcooleiras no País, prepara o aumento de capital de R$ 180 milhões, operação a ser avaliada em uma assembleia geral extraordinária de acionistas daqui a um mês, ou seja, em 22 de março. Um comunicado divulgado pela empresa no Diário Oficial do Estado de São Paulo de ontem dá sinais de que a expansão de capital faz parte do processo de venda de suas unidades sucroalcooleiras, possivelmente a Usina Naviraí (Usinavi), o que já era previsto. A companhia, que aprovou em 16 de dezembro de 2009 o plano de recuperação judicial, informou que não irá se pronunciar sobre a operação. Os R$ 180 milhões de aumento de capital proposto pela Infinity correspondem exatamente ao valor líquido que a companhia pretende receber pela venda da Usinavi, ou ainda a ser obtido por meio de um empréstimo, pelo qual a usina seria dada como garantia. No plano de recuperação judicial, a Infinity informa que o possível comprador da Usinavi assumiria a dívida da unidade, bem como os recursos captados com a venda seriam destinados a investimentos no grupo sucroalcooleiro. A Usinavi foi a única das cinco controladas pela Infinity que não foi dada como garantia aos credores que aprovaram o plano. Mesmo sem dar detalhes, outra informação disponível no comunicado divulgado ontem dá a entender que a venda da Usinavi está próxima. No documento, a Infinity informa que “o presente anúncio é válido para fins do início da contagem do prazo para o exercício do direito de preferência”, ou seja, para que algum sócio cubra alguma proposta de compra feita pela sua participação. A Usinavi foi avaliada em R$ 360 milhões, incluindo a unidade processadora, outros ativos e o total de 35 mil hectares em terras com cana. A usina tem capacidade de moagem de 3,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, é a maior planta industrial da Infinity no País e foi a primeira adquirida pela companhia, em setembro de 2006. Antes mesmo da aprovação da recuperação judicial, a Infinity já negociava a venda da planta industrial. Além da Usinavi, a Infinity criou um polo nas divisas de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo, com três unidades em operação – Alcana, Cridasa e Disa – e ainda tem a Usina Paraíso, em São Sebastião do Paraíso, no sul de Minas. A venda de alguma Usinavi foi a única usina do grupo que poderá ser comercializada ARQUIVO dessas usinas também pode acontecer. Com dívida de R$ 981,345 milhões, a Infinity recebeu, na aprovação do plano de recuperação judicial, empréstimo de R$ 20 milhões para capital de giro da empresa feito pelos bancos Bradesco e Santander. Além de uma reestruturação e da venda de ativos, o plano previa o pagamento de dívidas de valores iguais ou inferiores a R$ 1,5 mil logo após a homologação do acordo. Os credores com garantias reais serão pagos em dez anos, com o desembolso previsto para começar cinco anos após a homologação judicial, mas com condições favoráveis para o recebimento dos créditos aos que oferecerem linhas adicionais de financiamentos. É o caso do Bradesco e do Santander. Os credores trabalhistas devem ser pagos em até um ano. Para aqueles que não têm garantias está previsto o desconto de 50% no valor de seus créditos e opção pelo recebimento em dez anos e meio, ou em cronograma de pagamentos mensais.

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