Cidades

folia de momo

Grito de Carnaval anima noite na Praça dos Imigrantes

Grito de Carnaval anima noite na Praça dos Imigrantes

DA REDAÇÃO

10/02/2012 - 00h00
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Será nesta sexta-feira (10), a partir das 19h30min, o III Grito de Carnaval da Praça dos Imigrantes, em Campoo Grande,

Marchinhas estarão a cargo do grupo Charanga da Alegria para animar a noite

Haverá ainda a presença das mulatas do grupo Tawanda e participação do Rei Momo e Rainha do Carnaval 2012.

A praça estará tipicamente decorada e todas as 30 lojas estarão abertas e funcionando normalmente. Os foliões terão oprtunidade de degustar comidas típicas como sobá, sopa paraguaia, saltenha e caldo de feijão.
 

TRANSPARÊNCIA

SEMED ignora mais de 600 denúncias de crimes e assédio e vira alvo do MPE

Ouvidoria da Prefeitura de Campo Grande tem irregularidades na transparência e deixa denúncias de lado com sistema instável

03/02/2026 10h48

SEMED vira alvo de MPE após falta de transparência em mais de 600 denúncias de crimes e assédios deixados de lado

SEMED vira alvo de MPE após falta de transparência em mais de 600 denúncias de crimes e assédios deixados de lado Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Por meio do Diário Oficial desta terça-feira, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPE) divulgou uma série de recomendações para a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) após mais de 600 denúncias de crimes e assédio constarem em registros sem andamento ou qualquer outro tipo de atitude por parte do órgão municipal.

A publicação aponta a Ouvidoria com "irregularidades em sua operacionalização", e tira dela o seu papel de funcionalidade de atendimento por uma educação inclusiva, o que de acordo com o texto, compromete diretamente o acesso do canal de "escuta, reclamação e denúncia, essenciais à tutela dos direitos educacionais de crianças, adolescentes assim como dos pais".

Entre as irregularidades apresentadas devido a "equívocos e falhas estruturais da Ouvidoria", a falta de transparência da Prefeitura de Campo Grande e Secretaria Municipal de Educação foi o que colocou o órgão municipal na mira do MPE.

No texto, também foi apontado a não padronização de fluxos para resolver as reclamações e denúncias; a irrastreabilidade após protocolamento; ausência de independência do canal; e inexistência de integral acesso dos usuários às denúncias que protocolizaram.

Ainda de acordo com o documento, a consulta dos processos das denúncias pode ser feita por meio do Painel 'Resolveu', em que a Ouvidoria do município está vinculada e deve ser atualizada diariamente. Porém, na última quarta-feira (28), o MPE acessou ao site com direcionamento para o canal de denúncias da Prefeitura de Campo Grande e verificou mais de 600 manifestações direcionadas a SEMED, com matérias sensíveis de crimes e assédios na educação, mas nenhuma possui registros de resposta, arquivamento ou mesmo encaminhamento para tomar alguma medida.

Segundo o texto, a situação foge da dinâmica de transparência da administração pública quanto ao que condiz com a funcionalidade e eficácia da Ouvidoria Municipal. Diante disso, uma série de exigências foram feitas a SEMED, sendo elas:

Transparência e acesso à informação

  • Assegurar acesso claro e compreensível às informações relativas à manifestação ao usuário que a registrou, incluindo o teor integral do registro efetuado, resguardados os dados legalmente protegidos por sigilo;
  • Disponibilizar mecanismo que permita ao usuário acompanhar o andamento da manifestação, com indicação do setor responsável, status do tratamento e conclusão adotada.

Padronização e rastreabilidade dos fluxos

  • Instituir e formalizar fluxograma padronizado para o recebimento, triagem, encaminhamento, acompanhamento e encerramento das manifestações, com critérios objetivos definidos;
  • Garantir a correta geração, comunicação e correspondência dos números de protocolo, evitando erros formais que comprometam a rastreabilidade das demandas.

Diferenciação de naturezas sensíveis

  • Estabelecer procedimentos específicos para o tratamento de denúncias sensíveis, especialmente envolvendo supostas irregularidades praticadas por gestores escolares ou integrantes da cadeia hierárquica da SEMED;
  • Estabelecer a necessidade do encaminhamento obrigatório às instâncias administrativas competentes (corregedoria, autoridade superior ou setor jurídico), quando cabível, com registro formal do encaminhamento e da comunicação deste ao denunciante.

Proteção ao denunciante

  • Adotar medidas institucionais voltadas à proteção do denunciante, inclusive contra retaliações institucionais diretas ou indiretas, assegurando o sigilo e a confidencialidade das informações, quando solicitado ou necessário;
  • Orientar os servidores quanto à existência e ao correto funcionamento dos canais de denúncia, reforçando a cultura de integridade e controle interno.

Plataforma tecnológica adequada

  • Efetivar a alimentação dos dados na plataforma Fala.BR.

Capacitação e monitoramento

  • Promover capacitação periódica dos servidores lotados na Ouvidoria da SEMED, com foco na legislação aplicável, padronização de procedimentos e atendimento humanizado;
  • Instituir mecanismos de avaliação periódica do funcionamento da Ouvidoria da SEMED, com indicadores de desempenho e qualidade.

Ouvidoria-Geral

Além das exigências feitas a SEMED, ainda foram direcionadas à Controladoria-Geral do Município outras exigências, como adoção de providências administrativas em que a Ouvidoria-Geral se vincula para que tenha verificação e regularização das manifestações; apuração dos motivos de inconsistência; fiscalização das unidades responsáveis pela atualização dos dados no sistema; implementação de medidas imediatas referentes a transparência das denúncias quanto a rastreabilidade.

Ainda foi exigido a comprovação por meio de documentação as providências tomadas, e encaminhamentos realizados de outras 604 denúncias registradas na Plataforma Fala.BR durante 2025 que também não há registros de transparência.

Para isso, foi dado aos órgãos municipais o prazo de 30 dias para devolutiva com as medidas que serão implementadas.

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PREFEITURA

'Quebrada', Campo Grande banca servidores cedidos a TJMS e Senado

Mesmo em ajuste fiscal e com alto endividamento, prefeitura mantém pagamento de salários de servidores cedidos a órgãos com ampla capacidade orçamentária

03/02/2026 09h45

Decretos publicados em edição extra do Diário Oficial do Município, na segunda-feira (2), autorizaram a cessão de servidores para esses órgãos com ônus para a origem

Decretos publicados em edição extra do Diário Oficial do Município, na segunda-feira (2), autorizaram a cessão de servidores para esses órgãos com ônus para a origem Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Mesmo enfrentando um cenário de restrição fiscal e ajuste nas contas públicas, a Prefeitura de Campo Grande segue arcando com o pagamento de servidores municipais cedidos a órgãos com ampla capacidade financeira, como o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS), a Câmara Municipal e o Senado Federal.

Decretos publicados em edição extra do Diário Oficial do Município, na segunda-feira (2), autorizaram a cessão de servidores para esses órgãos com ônus para a origem, o que significa que os salários continuam sendo pagos integralmente pela administração municipal, embora os profissionais passem a atuar fora da estrutura da prefeitura.

Entre os servidores cedidos há profissionais de diferentes áreas da administração municipal, como professora da rede pública, motorista, assistentes administrativos, auxiliar social e servidores da área da saúde.

A situação chama atenção diante da diferença orçamentária entre o município e os órgãos beneficiados. Apenas o TJMS elevou seu orçamento em 7,3% para este ano, passando de R$ 1,365 bilhão para R$ 1,465 bilhão. Desse total, cerca de 90% são destinados à folha de pagamento de aproximadamente 5 mil servidores e 230 magistrados.

Apesar desse cenário, Campo Grande mantém o custeio de servidores cedidos a instituições que, individualmente, possuem orçamento superior ao do próprio município para determinadas áreas, como pessoal e custeio administrativo.

A manutenção dessas cessões ocorre em meio a um processo de ajuste fiscal da prefeitura. O município aderiu ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF) com passivos que somam R$ 54,8 milhões em dívidas a serem renegociadas nos próximos anos.

Segundo dados apresentados à União, a dívida consolidada de Campo Grande chegou a R$ 845,1 milhões no segundo semestre de 2025. No mesmo período, houve queda nos indicadores de liquidez, refletindo o crescimento das obrigações financeiras acima da Receita Corrente Líquida.

Embora o município tenha reduzido o percentual da despesa com pessoal em relação à receita que ficou em 53,84% em 2024, o próprio Executivo reconheceu que o controle desses gastos é fundamental para preservar a capacidade financeira da administração.

Além disso, desde 2022 os servidores municipais não recebem o reajuste linear anual previsto na Constituição Federal, o que amplia o contraste entre o discurso de contenção de despesas e a manutenção de custos com pessoal cedido a outros poderes.

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