Quarta, 22 de Novembro de 2017

Greve de residentes suspende cirurgias

18 AGO 2010Por 07h:50
karine cortez

A greve dos médicos-residentes em Campo Grande fez com que cirurgias eletivas (agendadas) feitas por esses profissionais fossem canceladas no Hospital Universitário (HU), Santa Casa, Maternidade Cândido Mariano e Hospital Regional Rosa Pedrossian (HR). A suspensão do atendimento deve durar até que haja entendimento entre a categoria e o Governo Federal sobre o reajuste na bolsa-auxílio. Apenas os serviços de urgência e emergência estão mantidos.
Do total de 300 médicos-residentes na Capital, 110 atuam no Hospital Universitário e 80 na Santa Casa. Os residentes querem aumento de 38,7% sobre o valor da bolsa-auxílio que hoje é de R$ 1.916,45 e, segundo eles, está congelada desde 2006. “Na época ganhávamos o equivalente a cinco salários mínimos e hoje o que recebemos nem chega a quatro salários mínimos. Está totalmente defasado”, reclamou Érica Lucca, residente na área da pediatria do HU.
Mas, os ministérios da Saúde e da Educação ofereceram aumento de 20% e a proposta foi rejeitada ontem pela Associação Nacional dos Médicos-Residentes.   

Mais reivindicações
Além disso, a categoria pleiteia a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses e a implantação da licença-paternidade de cinco dias. Eles querem ainda a garantia do fornecimento das refeições básicas, como café da manhã, almoço e jantar, o que não estaria sendo cumprido.
Na manhã de ontem, um grupo de pelo menos 200 médicos-residentes se aglomerou em frente da Santa Casa para protestar. De acordo com o residente em ginecologia e obstetrícia, Daniel Gonçalves de Miranda, em Campo Grande a categoria vai seguir determinação da Associação Nacional dos Médicos-Residentes. Até o fim da tarde de ontem, a informação era de que os residentes continuariam parados.

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