Domingo, 19 de Novembro de 2017

Greve barra atendimento de 600 pessoas e suspende 30 cirurgias

20 MAR 2010Por 03h:18
A greve dos funcionários do Hospital Regional Rosa Maria Pedrossian e dos centros de hematologia de Campo Grande e Três Lagoas, prossegue sem perspectiva de solução. Os servidores do Regional não atenderam ao apelo do diretor do hospital, Ronaldo Queiroz, que pediu o retorno ao trabalho para abertura de negociação com o Governo. Em dois dias de paralisação, 30 cirurgias eletivas (não urgentes) foram suspensas e 600 pessoas deixaram de ser atendidas no ambulatório. No primeiro dia de greve no Centro de Hematologia de Mato Grosso do Sul (Hemosul), 300 doações de sangue deixaram de ser feitas. O movimento comprometeu ainda procedimentos como captura de medula óssea, transfusão de sangue e aférese (coleta de plaquetas). De acordo com uma funcionária, que não quis se identificar à reportagem, há estoque de sangue para mais alguns dias mesmo com o serviço de doação paralisado. O Hemosul fornece sangue para hospitais de todo o Estado. O comando de greve informa que a partir do momento da retomada ao trabalho, uma campanha será realizada com os servidores da saúde, entre outros funcionários do Estado para que o estoque de sangue seja rapidamente reposto. “Esperamos que o diálogo seja reaberto com o governo para que a situação não chegue a ameaçar os procedimentos médicos, por conta da falta de sangue. Aqui, por enquanto, ninguém vai doar sangue”, continuou a funcionária. Impasse Enquanto o governo oferece reajuste de 4,5%, os servidores querem elevar de R$ 436,00 para R$ 753,00 o salário- base de quem tem ensino fundamental; os com ensino médio, que hoje ganham R$ 524,00, passariam a receber R$ 904,00; os de nível superior,R$ 1.506,00 (ante os R$ 873,00 que recebem hoje.

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