Terça, 21 de Novembro de 2017

Grampos telefônicos

12 FEV 2010Por 08h:13
As investigações da suspeita de grampo contra deputados de oposição a José Roberto Arruda trouxeram à luz evidências de que o governador, preso ontem, estava empenhado em dificultar eventuais tentativas da Polícia Federal de gravar suas conversas. Além de encomendar varreduras para detectar escutas ambientais em seu próprio gabinete e em secretarias do governo, auxiliares de Arruda chegaram a encomendar 12 telefones celulares criptografados, com tecnologia para impedir gravação das ligações. A aquisição dos aparelhos estava a cargo de Francisco do Nascimento Monteiro, encarregado da contratação dos dois policiais goianos detidos semana passada sob suspeita de espionar deputados de oposição. A conta do serviço – R$ 300 mil – seria paga com dinheiro do governo do DF ou do esquema de caixa dois desvendado pela PF. Um dos policiais detidos, Luiz Henrique Ferreira, afirmou que a ideia de Monteiro era fazer uma triangulação: entidades presididas pelo ex-assessor receberiam os recursos e os repassariam para o policial.

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