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Governo impede nova votação para convocar Palocci

Governo impede nova votação para convocar Palocci

FOLHA ONLINE

19/05/2011 - 12h54
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O governo conseguiu impedir uma nova votação para convocar o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara. Ontem, três pedidos de convocação, encaminhados também pela oposição, foram derrubados.

O presidente da comissão, deputado Mendonça Prado (DEM-SE), decidiu cancelar a reunião após avaliar que a base governista se articulou para evitar o quorum, o que impossibilitaria a votação.

Reportagem da Folha do último domingo (15) mostrou que o ministro multiplicou por 20 seu patrimônio entre 2006 e 2010. Ele adquiriu dois imóveis pela empresa Projeto --um apartamento de luxo em São Paulo no valor de R$ 6,6 milhões e um escritório na mesma cidade por R$ 882 mil.

A oposição ia tentar se aproveitar de um cochilo do governo convocando a reunião para as 8h desta quinta-feira, mas o líder do governo Cândido Vaccareza (PT-SP) descobriu a manobra e orientou seus liderados a não assinarem a lista de presença.

Mendonça Prado disse a Folha que diante da falta de quorum resolveu adiar o encontro para evitar mais uma derrota.

"O pessoal do PT estava se articulando e chegou a colocar um grupo de assessores para impedir a ida dos deputados. O Palocci será convocado mais cedo ou mais tarde, por essa ou por outra comissão", disse Prado.

O vice-presidente da comissão, Fernando Francischini (PSDB-PR), que articulava apresentar requerimento sobre convocação ao ministro, disse que "o governo Dilma está tratando Congresso como se fosse seu Ministério".

"O governo terá de ficar em todas as comissões se quiser evitar a convocação do Palocci porque a oposição não vai desistir", afirmou Francischini.

A oposição cobra que o ministro apresente a lista de clientes de sua consultoria para que se verifique se houve tráfico de influência.

DISPUTA NA DIREITA

Renan Santos chama Flávio de 'criminoso': 'Está em Brasília para fazer negócios'

"O lance do Flávio é ficar rico e comprar imóveis, ele gosta de imóveis", afirmou em entrevista ao canal MyNews nesta quinta-feira, 9

09/07/2026 19h04

Renan Santos, pré-candidato à presidência pelo Missão, aumentou o tom contra Flávio Bolsonaro

Renan Santos, pré-candidato à presidência pelo Missão, aumentou o tom contra Flávio Bolsonaro

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O pré-candidato à Presidência pelo Missão Renan Santos afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não tem condições para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026, "sob nenhuma hipótese".

"A quantidade de escândalos que envolvem o Flávio é assustadora porque o Flávio nunca quis ser presidente. O Flávio está lá em Brasília para fazer negócios. O lance do Flávio é ficar rico e comprar imóveis, ele gosta de imóveis", afirmou em entrevista ao canal MyNews nesta quinta-feira, 9.

Ele também chamou o senador de "criminoso" após citar sua proximidade com o ex-prefeito de Belford Roxo (RJ), Márcio Canella (União), preso pela Polícia Federal com um fuzil de uso restrito; e com os ex-deputados estaduais Rodrigo Bacellar (União) e TH Joias (MDB-RJ), presos por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho (CV): "A gente vai ficar aceitando que o campo da direita seja dominado por um criminoso, que é isso que é o Flávio?", disse Renan.

O presidente do Missão também acusou o Partido Novo de ser "caudatário' do bolsonarismo, expressão usada para definir subserviência ou posição secundária.

"Eles até surgiram para ser um partido, mas qual a visão de mundo do novo sobre educação? Qual é o projeto do Novo pro Brasil? É do tipo 'vou ajudar o Bolsonaro', porque eles são caudatários do bolsonarismo. O problema do Novo é isso", opinou

Ele citou o fato de Flávio ter recebido poucas críticas de integrantes da direita por ter negociado com Daniel Vorcaro o recebimento de dinheiro para financiar o filme sobre a trajetória política do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e ironizou a possibilidade de o pré-candidato do Novo, Romeu Zema, romper com a direita bolsonarista.

"Ele vai falar que foi muito inadequado o Flávio Bolsonaro receber milhões do Vorcaro. 'Olha, tá inadequado isso aí, hein'. E tipo assim, o Zema não vai falar nada do Márcio Canella? O Zema não vai falar nada que o TH Joias e o Bacellar, que foi apontado pela Polícia Federal como operador político do Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que eles são os aliados do Flávio. Ele vai falar que foi inadequado? O Flávio tá sempre cometendo coisas inadequadas, né?", declarou.

Renan rejeitou ainda a classificação de sua candidatura como uma "terceira via" no cenário em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio lideram as pesquisas de intenção de voto. "Você imagina um prêmio de consolação, uma medalha de bronze. Eu quero ganhar deles, e para ganhar deles eu não posso me colocar como uma terceira opção. Eu sou a única opção? viável", disse.
 

ELEIÇÕES 2026

De olho na reeleição, Beto Pereira busca apoio de Tarcísio para fortalecer projeto político em MS

Deputado federal participou de encontro com o governador de São Paulo e a direção nacional do Republicanos, que reforçou seu protagonismo na sigla

09/07/2026 13h25

O deputado federal Beto Pereira ao lado do governador Tarcísio de Freitas e do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira

O deputado federal Beto Pereira ao lado do governador Tarcísio de Freitas e do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira Divulgação

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Em meio às articulações para as eleições de 2026, o deputado federal Beto Pereira (Republicanos-MS) intensificou a movimentação política em busca de fortalecer seu projeto de reeleição. Em São Paulo, o parlamentar se reuniu com o governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e com o presidente nacional da legenda, deputado federal Marcos Pereira, durante encontro que reuniu os presidentes estaduais do partido para discutir estratégias eleitorais, fortalecimento da sigla e alianças para o próximo pleito.

Presidente estadual do Republicanos em Mato Grosso do Sul, Beto Pereira aproveitou a reunião para estreitar a relação com uma das principais lideranças nacionais da legenda. O objetivo é consolidar o apoio da direção partidária ao projeto político do Republicanos no Estado, que pretende ampliar sua representação tanto na Câmara dos Deputados quanto na Assembleia Legislativa.

Durante o encontro, Tarcísio de Freitas fez questão de destacar o trabalho desenvolvido por Beto à frente do Republicanos sul-mato-grossense e afirmou que a atuação do deputado será decisiva para o crescimento da legenda.

"Parabéns por aceitar essa missão de estruturar o Republicanos em Mato Grosso do Sul, um partido conservador, um partido liberal, de propósito, que vai fazer a diferença para o nosso Brasil. A gente precisa de representação na Câmara Federal e no Senado Federal para fazermos a diferença e mudar o rumo do Brasil", declarou o governador.

Tarcísio também ressaltou a importância de fortalecer a representação política de setores estratégicos da economia brasileira. "Valorizar quem produz, valorizar o agronegócio. E você está com essa missão em Mato Grosso do Sul", afirmou.

Beto Pereira retribuiu os elogios e manifestou apoio ao projeto político do governador paulista para 2026. "Governador Tarcísio, precisamos de você. Precisamos de você novamente em São Paulo e vamos precisar de você no Brasil", afirmou o deputado.

Além da pauta eleitoral, os dois discutiram o fortalecimento da parceria entre Mato Grosso do Sul e São Paulo, com troca de experiências sobre modelos de gestão e projetos implantados pelo governo paulista que podem servir de referência para futuras iniciativas no Estado.

Desde que assumiu a presidência estadual do Republicanos, em março deste ano, Beto Pereira vem intensificando o processo de reorganização da legenda em Mato Grosso do Sul. A estratégia passa pela ampliação da base partidária, fortalecimento de lideranças municipais e montagem de chapas competitivas para as eleições proporcionais de 2026.

Atualmente, o Republicanos no Estado reúne nomes como o vice-governador Antônio Carlos Barbosinha, os deputados estaduais Renato Câmara, Pedro Pedrossian Neto e Roberto Hashioka, além de lideranças como o ex-secretário de Estado Jaime Verruck, o vereador de Corumbá Chicão Vianna e o ex-vereador de Três Lagoas Dr. Paulo Veron.

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