Cidades

BURITI

União encerra negociações com fazendeiros

União encerra negociações com fazendeiros

DA REDAÇÃO

25/06/2014 - 00h00
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O governo federal trata como encerradas as negociações para a compra de fazendas situadas na chamada Terra Indígena Buriti, nos municípios de Sidrolândia e Dois Irmãos de Buriti, conforme reportagem de hoje (25) do jornal Correio do Estado. A quatro dias úteis do fim do prazo para emissão de precatórios a serem pagos pela União, o Ministério da Justiça diz que aguarda apenas a Advocacia-Geral da União (AGU) fazer ajustes na minuta do contrato para “colher assinaturas” e fechar o negócio, no valor de R$ 80 milhões.

Assessor especial do ministro José Eduardo Cardozo, Marcelo Veiga, que conduz as negociações com fazendeiros, afirmou, na tarde de ontem, que, agora, basta esperar “fechar os detalhes e colher assinatura de quem quiser (vender as terras)”. “Nosso objetivo é fechar com todo mundo. Vamos até o limite para convencê-los. A gente tem que atuar sempre dentro dos termos legais e uma exigência que seja fora dos padrões legais não podemos atender”, disse.

Conforme a matéria de Patrícia Belarmino, apesar do prazo apertado, o governo acredita que, até o dia 30 de junho, o contrato com fazendeiros estará assinado e os precatórios poderão ser emitidos. Devido a prazos do Orçamento-Geral da União, para serem pagos ainda neste ano, os precatórios devem ser emitidos até 30 de junho. Caso o prazo não seja respeitado, o pagamento fica para 2016. “Nossa expectativa é que vamos conseguir, sim. A gente não recua”, garantiu o assessor especial do ministério. As negociações para a compra de fazendas localizadas dentro de 15 mil hectares reivindicados por índios terena nos municípios de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti começaram no ano passado. 

Bem-Estar Animal

Sistema de microchipagem ultrapassa a marca de 11 mil aplicações

O objetivo deste sistema é facilitar com que tutores sejam localizados e também busca garantir mais segurança ao pet

20/04/2026 09h35

O microchip armazena um número único, lido por aparelho específico e vinculado aos dados do tutor

O microchip armazena um número único, lido por aparelho específico e vinculado aos dados do tutor Reprodução

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A iniciativa de realizar a microchipagem no animal de estimação reforça o compromisso com o bem estar do animal, pois ao efetuar o procedimento, garante mais segurança ao animal, uma vez que com o chip aplicado, facilita na localização do tutor, caso o bichinho esteja perdido ou desaparecido. 

A aplicação do microchip é bem simples e funciona de forma similar à vacinação, e também não há necessidade de aplicar anestesia antes. 

O microchip funciona como se fosse um “RG” animal, onde ele serve para armazenar algumas informações básicas, contendo um número único de registro, que é lido por aparelho específico, que é vinculado aos dados do tutor em sistema digital, facilitando na identificação do animal. 

Vale ressaltar que apesar de servir para localizar o tutor, o microchip não funciona como um GPS. 

Para comprovar o sucesso dessa campanha, só em 2025 a Superintendência de Bem-Estar Animal (Subea) realizou cerca 11.108 procedimentos, mostrando como a população tem aderido à iniciativa. 

Além dos mais de 11 mil procedimentos realizados em 2025, números disponibilizados no site da prefeitura mostram que desde 2023 mais de 31 mil animais foram microchipados, mostrando que a população também abraçou o projeto. 

A Subea tem a disposição uma vasta carta de serviços, que são realizados de forma gratuita de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h. Os atendimentos são realizados na unidade central, que fica na Rua Rui Barbosa, 3538, Vila Alta.

Além do processo de microchipagem a Subea oferece serviços como: 

  • 15 senhas diárias para castração
  • 15 senhas diárias para consulta veterinária
  • Vacina antirrábica
  • Vermifugação
  • Carrapaticida
  • Castração

Para ter acesso ao atendimento e outros serviços, o tutor responsável precisa apresentar o CadÚnico atualizado e impresso, exceto para os atendimentos de vacina antirrábica e microchipagem, que não exigem a documentação.
 

BR-PY

Atentado na fronteira termina com enfermeira socorrendo o próprio filho

Região da fronteira com o Paraguai segue como cenário de insegurança pública e alvo de discussão em ambos os países

20/04/2026 09h10

Luzinete teve de socorrer o próprio filho, com laudo preliminar apontando para pelo menos seis disparos. 

Luzinete teve de socorrer o próprio filho, com laudo preliminar apontando para pelo menos seis disparos.  Reprodução/PontaPorãNews

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Distante quase quatrocentos quilômetros da Capital, um atentado terminou com uma enfermeira do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Socorrendo no trabalho de atendimento médico do próprio filho neste domingo (20), em Aral Moreira, região de fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai que segue como cenário de insegurança pública e alvo de discussão em ambos os países. 

Esse caso em Aral Moreira foi registrado  no bairro Vila Planalto, vitimando Renato Lúcio Alexandre, de 29 anos, conforme apurado pelo portal Ponta Porã News, indivíduo esse encontrado pela mãe Luzinete em atendimento do Samu na rodovia MS-165. 

Próximo a um local conhecido como "espaço de eventos Amoreira Hall, segundo consta no boletim de ocorrência, Renato estaria pilotando uma motocicleta modelo Leopard 125, quando um veículo semelhante se aproximou. 

Conforme relato de testemunhas à equipe policial, os tiros foram dados à queima-roupa e os suspeitos fugiram logo em seguida. Com o corpo de barriga para cima, no local do crime não demorou para que a mãe, enquanto profissional, se deparasse prestando socorro ao corpo do próprio filho. 

Este caso foi coordenado pelo delegado que também é professor universitário de Direito Processual Penal (DPP), Rodrigo Inojosa, com ação do perito José Felipe, resultando em um laudo preliminar que aponta para pelo menos seis disparos. 

Conforme o documento, Renato Lúcio Alexandre, foi atingido por: 

  • quatro (04) tiros nas costas (região escapular posterior esquerda);
  • um (01) tiro na região lombar e
  • um (01) no antebraço direito

Insegurança na fronteira 

Há tempos o assunto segurança pública e o desafio em conter uma escalada de violência toma conta das pautas das autoridades no Brasil e Paraguai, e até mesmo a 15ª Reunião da Conferência das Partes sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15) serviu de espaço para o debate. 

Na ocasião, o governador por Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, deixou claro que entre os assuntos a serem discutidos com Santiago Peña, presidente do Paraguai, seria o enfrentamento a organizações criminosas, que está entre os principais problemas para ambos os países na região fronteiriça. 

Entre as principais rotas para transporte de  drogas e armas ilegais por parte do crime organizado, a fronteira de MS com o Paraguai traz uma enorme facilidade de trânsito principalmente pelas cidades gêmeas de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero (PJC). 

Em meio à uma série de atentados registrados no fim de 2025, por exemplo, houve até mesmo candidato à prefeito por PJC desistindo da disputa pela principal cadeira da cidade após sua família ser ameaçada. 

Entre os atentados que acontecem em ambos os lados da fronteira, há até mesmo "justiceiros" espalhando alertas após execuções de supostos criminosos que acontecem às margens dos poderes legais e do controle das autoridades. 

Toda essa escalada e o recente aumento de mortes, registrados a partir de meados de 2025, estaria relacionado à guerra para tomar o controle de rotas do tráfico de cocaína, após a droga ter se “popularizado” e ficado com valor reduzido no mercado interno. 

Conforme fala do titular da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Antônio Carlos Videira, ainda em agosto do ano passado, o “mercado aquecido” com a cocaína mais barata fez com que as duas maiores facções criminosas do País, Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), travassem uma guerra sangrenta em Mato Grosso do Sul.

“Não só nas fronteiras, mas nas divisas de Mato Grosso do Sul também. Há uma disputa entre as facções pelo controle do tráfico de drogas e pelas melhores rotas. No norte do Estado, o Comando Vermelho tenta entrar em MS, que tem mais integrantes do PCC. Mas temos acompanhado de perto essa questão”, garantiu Videira ao Correio do Estado.

 

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