Quinta, 23 de Novembro de 2017

Governo estuda estímulos para elevar exportações

2 MAR 2010Por 06h:30
O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, afirmou ontem que o governo estuda adotar uma série de medidas para estimular as exportações brasileiras. “Muitas dessas medidas são na área tributária, mas há medidas na área cambial, e o Banco Central está estudando isso. Há medidas na área de simplificação e facilitação do comércio”, disse Barral. Questionado sobre quando sai o pacote de estímulos, Barral afirmou que não existe um pacote, mas uma série de medidas que estão em discussão no governo. De acordo com dados divulgados ontem pelo ministério, as exportações brasileiras em fevereiro somaram US$ 12,2 bilhões, média de US$ 677,6 milhões por dia útil, recorde para o mês. Deste valor, 58,3% é composto por produtos industrializados, com mais valor agregado. Esse índice é inferior ao verificado em fevereiro de 2009 (61,9%). Mercado interno Como o mercado interno brasileiro esteve bastante aquecido em fevereiro, o nível de importações aumentou de forma mais pronunciada do que as exportações, o que gerou um saldo comercial bastante enxuto. A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 394 milhões em fevereiro, ante US$ 1,77 bilhão registrado no mesmo mês no ano passado. É o pior saldo para fevereiro desde 2002. Segundo o min istério, o mês registrou recorde de importação, principalmente de insumos, e de exportação para fevereiro, considerando a média diária. Mas as importações foram mais marcantes para o resultado do mês, puxadas por uma demanda interna refeita da crise. “Houve o aumento de importação para suprir produção que não existe no Brasil”, afirmou Barral. De acordo com o secretário, outro efeito do mercado interno aquecido é a tendência de desvio das vendas para a própria demanda interna do país. Insumos e carros Os dados divulgados ontem indicam que a importação de matéria-prima cresceu 50,3% na média diária do ano, em relação a fevereiro de 2009. Houve também grande aumento na importação de bens de consumo. Só a compra de carros no Brasil cresceu 116,2%, vindos da Argentina, México e Coreia do Sul. Importação de combustíveis e lubrificantes teve incremento de 92,8%. O ministério comemora a recuperação de mercados emergentes, que estão se recompondo mais rapidamente do que alguns países da Europa, por exemplo. Só o aumento na exportação para a Argentina foi de 63,5%, em comparação com fevereiro de 2009. O Brasil apresentou ainda elevação de 43,1% nas vendas para a China, e crescimento de 54,5% nas importações. No entanto, o maior parceiro comercial do Brasil ainda são os Estados Unidos, que compraram US$ 2,7 bilhões do país em fevereiro. A meta para 2010 de exportações é de US$ 168 bilhões.

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