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Governo do Rio diz que "nova dengue" não deve causar pânico

Governo do Rio diz que "nova dengue" não deve causar pânico

r7

24/03/2011 - 13h55
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O vírus da dengue 4, que chegou ao Estado do Rio de Janeiro, não deve ser sinônimo de pânico para a população, segundo o secretário estadual de Saúde Sérgio Cortez, durante coletiva realizada nesta quinta-feira (24). Isso porque, segundo ele as autoridades de saúde já esperavam a entrada do vírus no Estado, que deve ter vindo da Venezuela.

Duas irmãs de 21 e 22 anos, infectadas com esse sorotipo da dengue, apresentaram os primeiros sintomas no dia 6 de março, mas já se recuperaram e estão evoluindo bem, em sua residência. Como nenhuma das duas pacientes viajou recentemente, a investigação preliminar dos casos aponta para possível transmissão autóctone (dentro do Estado).

Esse tipo de vírus não era registrado no Brasil há 28 anos, mas voltou a circular em agosto do ano passado. Isso serviu de alerta para as autoridades de saúde, pois boa parte da população brasileira, em especial crianças e jovens, não tem imunidade contra esse vírus.

Durante coletiva na manhã desta quinta-feira (24), o secretário afirmou que as autoridades de saúde já esperavam a entrada do vírus no Estado, mas disse que isso não é motivo para pânico.

- Embora tenham sido confirmados os dois casos em Niterói, não há motivo para pânico. Não há registros que o vírus tipo 4 demonstre ser mais agressivo que os demais. Os sintomas e o tratamento são iguais em todos os tipos de dengue.

Os tipos mais comuns do vírus no país são o 1, 2 e 3. Os sintomas das quatro variações são dores de cabeça, no corpo e articulações, febre, diarreia e vômito. O tratamento deve ser a base de repouso, hidratação e não tomar remédios à base de ácido acetil salicílico, que, por ter efeito anticoagulante, pode provocar sangramentos.


Combate ao vírus 4

Dentre as medidas para combater o “novo” vírus, o secretário anunciou uma participação maior dos agentes de saúde, no Plano de Combate à dengue. Ele afirma que as informações têm que ser reforçadas, e os agentes de saúde serão parte integrante, como fonte de informações. Mas disse que o aparecimento do vírus não muda a estratégia do governo de combate ao mosquito.

- O tipo 4 não muda nossa estratégia de combate. Estamos melhorando a cada ano e pactuando com os municípios, tentando diminuir o índice de infestação da larva do mosquito. Enquanto tiver mosquito, existira a possibilidade de transmissão.

O governo conta ainda com apoio da população para combater o vírus.

- O combate deve ser dioturno e todos devem colaborar, denunciar casos de focos em residências vizinhas ou ate mesmo prédios públicos. Só assim podemos tomar as ações necessárias.

O número de casos de dengue no Estado em 2011 já é superior aos anos de 2009 e 2010 juntos, e em quatro municípios já foi decretada epidemia. Por isso, o governo vai lançar a campanha de combate à dengue de 2012 em maio deste ano.

Tipo 4 já infectou 34 pessoas no Brasil

Com os dois registros do Rio de Janeiro, subiu para 34 o número de pessoas infectadas pela dengue tipo 4 desde que essa variação do vírus voltou a circular pelo país. Em 2010 foram 11 casos e neste ano já foram 23 casos.

Os Estados que confirmaram casos da doença foram: Amazonas (11 casos), Pará (3), Bahia (2), Piauí (1) e Roraima (15, sendo 11 em 2010 e 4 em 2011).

buracos sem fim

Empreiteira pivô de escândalo perde 1º round de licitação bilionária

A construtora Rial, que mudou seu nome para Força, foi excluída pela Agesul da disputa por contrato de R$ 98,6 milhões, mas segue em outros dois lotes das licitações de R$ 1,9 bilhão

17/09/2026 11h19

Em 12 de maio, quando a Rial foi alvo do Gaeco, R$ 429 mil foram encontrados com dois servidores municipais

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Pivô de um escândalo que revelou um suposto esquema de desvios milionários nos serviços de tapa-buracos nas ruas de Campo Grande, a empreiteira Rial, que mudou de nome e agora se chama Força, foi excluída da disputa de um dos 18 lotes da série de licitações que preveem pagamento de até R$ 1,9 bilhão para manutenção de estradas com e sem asfalto em praticamente todo o estado de Mato Grosso do Sul.

A licitação começou ainda em maio e, mesmo preso, o empreiteiro Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa providenciou a inscrição de sua empresa em três  dos lotes, nas regionais de Jardim, Camapã e Ribas do Rio Pardo. Caso saísse vencedor, a empreiteira poderia faturar até R$ 315 milhões somente nos primeiros três anos nestas três regiões.

Porém, o edital prevê que os contratos podem ser renovados por até dez anos. Sendo assim, nos dez anos seguintes poderia faturar mais de R$ 1 bilhão, sem contabilizar os aditivos e a correção do valor inicial. 

Dos 18 lotes da série de licitações que estão em andamento desde o dia 8 de junho, em somente quatro foi dado o segundo passo. Destes quatro, a Rial (Força) estava na disputa para tentar assinar um contrato de até R$ 98.654.090,46 para fazer a manutenção das estradas na região de Ribas do Rio Pardo.

Porém, no começo de setembro foi dado o segundo passo e a empreiteira foi excluída do certame porque não entregou a documentação exigida. Ela estava na disputa com outras 19 empresas. Assim como a Força (Rial), ao menos outras três também não entregaram a documentação no prazo exigido e estão fora da disputa.

Por enquanto,  a Agesul ainda não divulgou a data para dar o segundo passo nos certames relativos às regionais de Jardim (R$ 119,4 milhões) e de Camapuã (R$ 97,5 milhões), nas quais a Força também está inscrita. Também não divulgou a data para ratificar a habilitação das empreiteiras que seguem na disputa pela manutenção das estradas da região de Ribas do Rio Pardo.

O controlador da Força, Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, foi preso no dia 12 de maio e colocado em liberdade somente um mês depois, em 11 de junho. Ele foi acusado pelo Ministério Público de ter pagado propina para servidores públicos para receber recursos públicos sem fazer os serviços de tapa-buracos em quatro das sete regiões de Campo Grande.

O empresário foi preso juntamente com outras seis pessoas durante a operação "Buracos Sem Fim", realizada em um período em que as ruas de Campo Grande enfrentavam buraqueira sem precedentes. De acordo com o MPMS, entre 2018 e 2025 a empresa assinou contratos e aditivos que ultrapassam os R$ 113 milhões. 

Depois da operação, a administração municipal de Campo Grande rompeu os contratos com a empreiteira. Mas, ela manteve os contratos com a administração estadual, que também são para serviços de tapa-buracos, mas em estradas, nas regiões de Costa Rica e Três Lagoas. 

No dia 12 de fevereiro  o empreiteiro renovou, por R$ 9,9 milhões, contrato para fazer a manutenção de 417 quilômetros de estradas com e sem asfalto na região de Camapuã.  O contrato foi assinado pelo então diretor da Agesul, Rudi Fiorese, que também foi preso em 12 de maio por suposto recebimento de propina nos contratos relativos aos serviços de Campo Grande.

Depois disso, no dia 14 de março, o Estado renovou com a Rial o contrato para manutenção de vias com e sem asfalto na regional de Três Lagoas. O contrato garantiu à construtora um faturamento de R$ 11,5 milhões ao longo de um ano, a não ser que a nova licitação seja concluída antes disso.

Também em março, no dia 13, foi divulgada a assinatura de contrato para pavimentação de ruas na cidade de Jaraguari. O valor é de R$ 4,7 milhões e já foi firmado sob a gestão de Rudi Fiorese no comando da Agesul. Depois do escândalo, Fiorese foi afastado do comando da autarquia estadual. 
 

Operação Descaminho

PF cumpre mandado e bloqueia até R$ 1 milhão em Campo Grande

Investigados usavam redes sociais para divulgar mercadorias estrangeiras e negociar com clientes

17/09/2026 11h00

PF cumpriu mandado de busca em Campo Grande

PF cumpriu mandado de busca em Campo Grande Divulgação Polícia Federal

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A Polícia Federal realizou na manhã desta quinta-feira (17), mais uma fase da Operação Descaminho, voltada ao combate da importação e da comercialização irregular de produtos eletrônicos oriundos do Paraguai. 

A ação realizada em Campo Grande, busca desarticular toda uma estrutura suspeita de adquirir, transportar e vender mercadorias estrangeiras sem cumprir as exigências legais e sem o recolhimento dos tributos devidos. 

A Justiça Federal determinou um mandado de busca e apreensão, a decisão também autorizou o sequestro ou bloqueio de bens e valores pertencentes a duas pessoas físicas e duas empresas, até o limite de R$ 1 milhão. 

De acordo com a Polícia Federal, os investigados utilizavam redes sociais e aplicativos de mensagens para divulgar os produtos, captar os clientes, organizar pedidos e negociar as vendas. A investigação também identificou uma possível divisão de tarefas entre os envolvidos. 

Segundo os elementos reunidos no inquérito, o grupo teria pessoas responsáveis pela aquisição e pelo financiamento das mercadorias, enquanto outras atuariam na divulgação, no transporte e na comercialização dos produtos na Capital. 

De acordo com a Polícia Federal, os investigados utilizavam redes sociais e aplicativos de mensagens para divulgar os produtos, captar clientes, organizar pedidos e negociar as vendas. A investigação identificou uma possível divisão de tarefas entre os envolvidos.

A investigação apura se os aparelhos eletrônicos eram trazidos do Paraguai para o Brasil, porém sem o cumprimento dos procedimentos de importação e sem o pagamento dos impostos correspondentes. 

Dessa forma, a conduta pode se caracterizar como crime de descaminho, que consiste em iludir o pagamento de tributos devidos sobre mercadorias permitidas. 

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para esclarecer integralmente o funcionamento do esquema e identificar outros possíveis envolvidos. 

Até o presente momento, o comunicado oficial não informou a ocorrência de prisões durante a operação nem detalhou quais produtos, documentos ou equipamentos foram apreendidos no endereço investigado. 

A medida de bloqueio patrimonial têm o objetivo de preservar recursos que possam estar relacionados às atividades investigadas.

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