Cidades

MEIO AMBIENTE

Governo diz que Código Florestal está '98% acertado'

Governo diz que Código Florestal está '98% acertado'

FOLHA ONLINE

27/04/2011 - 10h08
Continue lendo...

Integrantes do governo comemoraram na terça-feira o acordo em "98%" do texto do Código Florestal. O problema é que os 2% de divergência são pontos fundamentais.

Quatro ministros se reuniram na Câmara com o relator do projeto, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), líderes de bancadas e o presidente da casa, Marco Maia (PT-RS).

A reunião tinha como objetivo resolver as divergências entre o governo e o relator.

Não houve acordo sobre a recomposição de florestas em pequenas propriedades (a reserva legal) nem sobre o tamanho das chamadas APPs (áreas de preservação permanente) em margem de rio.

"O governo quer reserva legal em todas propriedades", disse o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Rebelo quer isentar de repor a reserva legal quem tiver menos de quatro módulos.

Ele também insiste em reduzir para 15 metros a área de preservação das matas ciliares em rios pequenos (5 metros de largura). O governo quer manter 30 metros de APP nos rios de até 10 metros de largura.

Mais reuniões serão feitas em busca de consenso, mas Vaccarezza afirmou que, se as divergências continuarem, serão votadas em plenário.

"Estamos fazendo o vestido da noiva, não comprando feito", disse o relator.

Rebelo acatou a proposta do governo de acabar com o conceito de "área rural consolidada". "Ele aceitou que o que não for possível regularizar será recuperado", disse João de Deus Medeiros, diretor de Florestas do Ministério do Meio Ambiente.

Os proprietários, porém, serão isentados de averbar suas reservas legais em cartório: bastará um aval do órgão ambiental estadual para que a área seja regularizada.

O encontro teve um momento de tensão no final, quando Marco Maia sugeriu encaminhar o texto para votação na terça-feira (3/4).

Rebelo deve apresentar na próxima semana um "acordo total ou o acordo possível".

MORTE NO TRÂNSITO

Guarda civil morre atropelado por caminhão no Pioneiros, em Campo Grande

Motorista recusou fazer o teste do bafômetro e admitiu ter ingerido bebida alcoólica antes do acidente

21/05/2026 08h15

Acidente ocorreu no cruzamento da rua Padre Damião com a Barão de Campinas, no Pioneiros

Acidente ocorreu no cruzamento da rua Padre Damião com a Barão de Campinas, no Pioneiros Reprodução

Continue Lendo...

Um acidente entre um caminhão Ford F4000 e uma motocicleta Honda Titan vitimou o guarda civil metropolitano Eugênio Zanatto Neto, de 47 anos. O fato ocorreu no bairro Pioneiros, em Campo Grande, no fim da tarde de quarta-feira (20).

A moto pilotada pelo guarda civil trafegava pela Rua Padre Damião, quando no cruzamento com a Rua Barão de Campinas, o caminhão, conduzido por um idoso de 72 anos, iniciou a conversão a esquerda, invadiu a pista contrária e atingiu, frontalmente, a motocicleta da vítima.

No momento que a polícia judiciária chegou ao local, o condutor do caminhão Ford F4000 não estava presente. O filho do motorista estava nas proximidades e respondeu que seu pai era quem dirigia o veículo e que este morava perto, e estava em sua residência por não estar se sentindo bem.

Diante da informação, o investigador da Polícia Judiciária foi até a residência do condutor e convidou o mesmo a ser submetido ao teste do etilômetro, o qual foi recusado pelo homem. Ele alegou que não iria fazer, pois havia ingerido bebidas alcoólicas momentos antes do acidente.

O condutor do caminhão foi preso e conduzido até Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário Cepol (DEPAC-CEPOL).

Os veículos envolvidos estavam com a documentação em dia e foram entregues no local dos fatos para familiares dos envolvidos.

O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa.

Sob Investigação

Em 2026, MPMS "visitou" seis prefeituras suspeitas de corrupção

Gaeco e Gecoc descobriram esquemas nos mais diversos setores, com ênfase em contratos relacionados a obras públicas no Estado

21/05/2026 08h00

Fotos: Marcelo Victor/Correio do Estado

Continue Lendo...

Levantamento feito pelo Correio do Estado no site do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) mostrou que, nos cinco meses deste ano, seis prefeituras receberam a “visita” do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), em operações que apuram supostos esquemas de corrupção.

Ao todo, foram seis operações deflagradas este ano, que investigaram agentes públicos de seis municípios: Operação Collusion e Operação Simulatum, ambas em Terenos; Operação Cartas Marcadas, em Corguinho e Rio Negro; Operação Mão Dupla, que apurou desvios em Coronel Sapucaia; Operação Buraco sem Fim, em Campo Grande; e Operação Rota Desviada, em Nova Alvorada do Sul.

Desde o ano passado, o MPMS tem intensificado ações contra corrupção que envolvem desfalques aos cofres públicos. Em 2025, foram mais de 10 municípios investigados.

Matéria do Correio do Estado, publicada em novembro do ano passado, mostrou que metade das investigações que resultaram em ações deflagradas pelo MPMS até aquele mês contra administrações municipais envolveu corrupção nos setores de Saúde e Educação, com esquemas que englobavam servidores, secretários e até parlamentares.

OPERAÇÕES

Este ano, a primeira prefeitura alvo de operação foi a de Terenos, com duas operações simultâneas em janeiro. A Operação Collusion investigou “organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública, em especial fraudes a licitações e contratos públicos, bem como crimes correlatos, mediante conluio entre os investigados para a obtenção de contratos relacionados a materiais e serviços gráficos firmados com o município e a Câmara Municipal de Terenos, desde o ano de 2021”.

Já a Operação Simulatum apurou existência de “organização criminosa voltada à prática de fraude em contratos de publicidade e locação de equipamentos de som firmados com a Câmara Municipal de Terenos, também desde o ano de 2021”.
Nas ações, foram cumpridos 6 mandados de prisão e 30 mandados de busca e apreensão.

No mês seguinte, duas prefeituras foram alvo de uma mesma operação, a Cartas Marcadas. Segundo o Gaeco, foi constatada a suposta existência de organização criminosa, “voltada à prática de crimes contra a administração pública, instalada nos municípios de Corguinho e de Rio Negro, com núcleos de atuação bem definidos, liderada por agentes políticos que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso”.

Ainda segundo o MPMS, o esquema se valia de servidores públicos para “frustrar o caráter competitivo de licitações públicas, direcionando os respectivos certames”.

As licitações iam desde contratações para aquisição de materiais de expediente até a contratação de empresas para a execução de obras públicas.

A investigação mostrou que nos últimos três anos as empresas participantes do esquema haviam recebido R$ 9 milhões em contratos.

Em março foi a vez de Coronel Sapucaia receber a “visita” de membros do MPMS, durante a Operação Mão Dupla, que investiga fraude em processos licitatórios e os contratos deles decorrentes, além de peculato-desvio, corrupção passiva e pagamento irregular em contratos públicos, envolvendo agentes políticos, secretários, servidores e empresários.

A investigação foi originada a partir da Operação Pretense. Entre os alvos estava Rudi Paetzold, que foi prefeito da cidade até 2024.

Neste mês, duas operações já foram deflagradas, a primeira delas para investigar contratos de tapa-buraco em Campo Grande, que levou à prisão de sete pessoas, entre elas, o ex-secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos Rudi Fiorese e outros dois servidores da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) e ex-funcionários.

A investigação apontou pagamentos por serviços de tapa-buraco não feitos pela Construtora Rial por anos. O dono da empresa também está preso.

A última operação, realizada na terça-feira, mirou contrato de Nova Alvorada do Sul com a Associação dos Estudantes Universitários de Nova Alvorada do Sul (Aeunas) para transporte de alunos.

“As investigações apontam que os recursos públicos do termo de fomento firmado entre o município de Nova Alvorada do Sul e a entidade estudantil, que tinha como objeto o custeio de transporte para os estudantes universitários, eram sistematicamente desviados em benefício de servidores públicos e membros do Poder Legislativo municipal”, disse o MPMS.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).