Sábado, 18 de Novembro de 2017

Caso Bruno

Goleiro fala pela primeira vez sobre o desaparecimento de Eliza

2 JUL 2010Por 06h:41
RIO DE JANEIRO

O goleiro Bruno, do Flamengo, quebrou o silêncio ontem e tentou explicar como o filho de Eliza Samudio, que supostamente também é dele, foi parar com sua mulher, Dayane. “Ela entregou o bebê ao Macarrão (funcionário do goleiro) e disse que precisava resolver problemas pessoais”, afirmou.
Segundo Bruno, o último contato com Eliza foi há mais de dois meses, mas ele não deu maiores detalhes sobre o encontro. Disse que “torce para que a jovem apareça o mais rápido possível”. “Isso tudo é constrangedor. Deixei na mão de Deus, pois ele sabe o que faz. Torço para que ela apareça. É chato, triste e vi o pai dela falando, mas torço como todo mundo para que ela apareça”, disse Bruno após treino no Ninho do Urubu.
“Espero que ela esteja viva. É o que queremos, que ela apareça e acabe logo com isso”, disse o goleiro, ao afirmar que não poderia dar maiores detalhes sobre o caso, orientação de seu advogado.

O caso
Eliza desapareceu no dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, ela procurou a polícia para dizer que estava grávida do goleiro, e que ele a teria agredido para que ela tomasse remédios abortivos para interromper a gravidez. Um processo de reconhecimento de paternidade corre na Justiça do Rio e o menino foi registrado apenas com o nome da mãe, sem pai declarado.
O goleiro do Flamengo é considerado pela polícia mineira como o principal suspeito. Ele nega as acusações de que estaria envolvido no desaparecimento de Eliza. A delegada Alessandra disse que contatou as amigas de Eliza no Rio, que confirmaram a viagem. Na última quinta-feira, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza teria sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador. Ainda de acordo com as informações recebidas pela polícia sob sigilo, o goleiro teria queimado roupas e pertences de Eliza após o crime.

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