Domingo, 19 de Novembro de 2017

Pantanal

Gestão integrada para proteger Serra do Amolar

24 JAN 2010Por 06h:25
Com a gestão integrada entre o terceiro setor, o governo e o privado nasceu em Corumbá uma rede de proteção e conservação da Serra do Amolar, uma das regiões do Pantanal com maior potencial de fauna e flora entre os biomas brasileiros. Ali se concentra um corredor ecológico de 300 mil hectares formado por RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural). A rede foi criada a partir da instalação da Reserva Engenheiro Eliezer Bastista, do grupo EBX, propriedade do bilionário Eike Batista. Gestor da unidade, o IHP (Instituto Homem Pantaneiro), que atua em Corumbá, formou parceria com a Fundação Ecotrópica, Instituto Acaia Pantanal e o Instituto Chico Mendes, onde o objetivo é fortalecer os órgãos de fiscalização ambiental. O apoio logístico à Polícia Militar Ambiental (PMA), que conta com efetivo e equipamentos limitados para a extensão territorial do Pantanal de Corumbá, tem garantido a integridade do Amolar, situado a 200 quilômetros por água ao norte do município. Os patrulhamentos preventivos têm sido periódicos até a divisa com Mato Grosso, onde está localizada a RPPN Acurizal. “O plano de fiscalização é orientado a manter uma rotina de presença ostensiva em toda a área de interesse, a fim de agir preventivamente sobre as ocorrências ambientais e garantir uma boa relação das organizações parceiras com a população ribeirinha residente no entorno do Amolar, explicou Viviane Fonseca Moreira, gestora do Programa de Meio Ambiente do IHP. Tempo real A PMA recebeu um sistema de rádio comunicação, com quatro rádios portáteis tipo HT e, mais recentemente, uma lancha com motor de 60 HP. Em janeiro será instalada uma torre de 25 metros para garantir a comunicação com outras regiões estratégicas, como a Estrada-Parque (Buraco da Piranha), no Pantanal da Nhecolândia, permitindo atender denúncias em tempo real. “Como resultados imediatos, apontamos o aumento da eficácia das ações de conservação do Pantanal, em especial na Serra do Amolar”, disse o presidente do IHP, Rubens de Souza. Ele explicou que os técnicos do IHP, em visitas quinzenais à RPPN Eliezer Batista, auxiliam a PMA apontando os casos ilícitos, facilitando, dessa forma, a rápida ação da fiscalização. Até novembro do ano passado, a PMA realizou dez operações na região, patrulhamento cerca de 350 quilômetros pelo Rio Paraguai e afluentes, além de baías e corixos. No período, foram vistoriados e lacrados 9.503 peixes e um total de 415 pessoas foram abordadas e orientadas, incluindo as comunidades tradicionais. Os policiais ainda vistoriaram 76 embarcações.

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