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General fala sobre vigilância e proteção na fronteira

General fala sobre vigilância e proteção na fronteira

DA REDAÇÃO

27/10/2013 - 14h00
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O  projeto de vigilância das fronteiras brasileiras, desenvolvido pelo Exército Brasileiro, foi debatido na Acadepol (Academia de Polícia Civil de Mato Grosso do Sul), na última sexta-feira (25), durante a palestra proferida pelo general de brigada Elias Rodrigues Martins Filho. Trata-se do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron).

Piloto desse projeto estratégico do Exército, que tem por objetivo aumentar a vigilância e a proteção das fronteiras brasileiras, já vem sendo desenvolvido em Dourados (MS) e está previsto para ser instalado em sua totalidade até 2025, na área de 16.886 quilômetros que se estende por dez Estados brasileiros e faz divisa com 11 países. 

Durante a palestra que contou com a presença do secretário Estadual de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Wantuir Jacini, do delegado-geral da Polícia Civil Jorge Razanauskas Neto, de delegados, oficiais do exército e outras autoridades, o general explicou que o Sisfron é baseado em uma rede de sensores e radares. Segundo ele, são colocados sobre a linha de fronteira e interligada a sistemas de comando e controle, que por sua vez, estarão interligados às unidades operacionais com capacidade de dar resposta, em tempo real, aos problemas detectados.

“O Sisfron trabalha em conjunto e alimenta com dados e informações em tempo real as Polícias Federal, Rodoviária Federal, Civil, Militar e órgãos de fiscalização municipal, estadual e federal como a Secretarias de Fazenda, IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) e Ministério da Agricultura, por exemplo”, destaca o General Elias.

Segundo o general, atualmente, o projeto está em fase de implantação em Dourados, na área da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada. Nesta fase, é monitorada uma faixa de 600 quilômetros na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e a Bolívia. “Com investimentos de R$ 11 bilhões, a previsão é de que o Sisfron leve dez anos para ser totalmente implantado”, explica.

"O Exército vem trabalhando para apresentar o projeto às autoridades estaduais e municipais, à classe empresarial, entidades educacionais e demais setores que tenham interesse em conhecer a forma pela qual o sistema vai trabalhar em prol da sociedade brasileira", explicou o general. 

Saúde

Fumacê percorre 2 bairros após MS superar 10 mil casos de chikungunya

Aplicação ocorre das 16h às 22h no Los Angeles e Lageado

17/09/2026 13h30

Fumacê acontece das 16h às 22h na Capital

Fumacê acontece das 16h às 22h na Capital Foto: Reprodução Prefeitura Municipal

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O fumacê percorre dois bairros de Campo Grande nesta quinta-feira (17), das 16h às 22h, em reforço ao combate ao Aedes aegypti, após Mato Grosso do Sul superar a marca de 10 mil casos confirmados de chikungunya em 2026.

A ação será executada pelas equipes da Gerência de Controle de Endemias Vetoriais (GCEV), da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), que percorrerão as ruas dos dois bairros no período previsto.

Segundo a Prefeitura, para aumentar a eficácia da aplicação, os moradores devem manter portas e janelas abertas durante a passagem do veículo. O inseticida é direcionado principalmente aos mosquitos adultos, especialmente as fêmeas, responsáveis pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.

O serviço pode ser adiado ou cancelado caso haja chuva, vento ou neblina. As condições meteorológicas prejudicam a dispersão adequada do inseticida e podem comprometer a aplicação.

A orientação é que os moradores acompanhem a passagem do fumacê e mantenham os ambientes preparados para permitir que o produto alcance locais onde os mosquitos adultos possam estar.

O reforço ocorre em meio a um cenário de atenção para as arboviroses no Estado. Mato Grosso do Sul já registrava 10.041 casos confirmados de chikungunya e 30 mortes pela doença em 2026, segundo dados divulgados em setembro. O cenário levou o Estado a preparar profissionais da rede de saúde para possíveis mudanças epidemiológicas e eventual aumento da procura por atendimento.

Além da chikungunya, o Aedes aegypti também transmite dengue e zika. A Secretaria de Estado de Saúde mantém ações de vigilância e controle do mosquito por meio do programa estadual de combate às arboviroses.

Itinerário do fumacê

Los Angeles: aplicação das 16h às 22h.

Lageado: aplicação das 16h às 22h.

A programação pode sofrer alteração em caso de condições climáticas desfavoráveis.

ESCOLTADO

Transporte do elefante Sandro até santuário no MT conta com apoio da PRF-MS

Previsão é que até sexta-feira (18) Sandro chegue ao santuário na Chapada dos Guimarães

17/09/2026 13h00

Por volta de meio-dia e meia, pelo horário local, houve uma parada no Posto de Combustíveis Platinão, que fica no quilômetro 459 da BR-163.

Por volta de meio-dia e meia, pelo horário local, houve uma parada no Posto de Combustíveis Platinão, que fica no quilômetro 459 da BR-163. Reprodução

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Com Mato Grosso do Sul no meio da rota entre o zoológico de Sorocaba e o Santuário de Elefantes Brasil (SEB), o transporte por aproximadamente 1,6 mil quilômetros desse espécime de 55 anos batizado de Sandro contará até mesmo com o apoio da Polícia Rodoviária Federal no Estado. 

Conforme repassado pela PRF-MS, esse deslocamento começou ainda ontem (16) e a previsão é que até sexta-feira (18) Sandro chegue ao santuário na Chapada dos Guimarães. Por volta de meio-dia e meia, pelo horário local, houve uma parada no Posto de Combustíveis Platinão, que fica no quilômetro 459 da BR-163.

Por volta de meio-dia e meia, pelo horário local, houve uma parada no Posto de Combustíveis Platinão, que fica no quilômetro 459 da BR-163.Reprodução/SEB

Dr. Mateus Bianchini é médico veterinário do Santuário de Elefantes Brasil e, na manhã de hoje (17), deu detalhes sobre o segundo dia de viagem de Sandro, sanando dúvidas principalmente quanto à alimentação desse animal durante o transporte. 

"A gente não mudou a dieta principal, ele vem comendo aquele mesmo misturado que faziam de capim com os vegetais e estamos testando outras coisas também para a gente avaliar o comportamento dele, como está reagindo durante a viagem".

Com um apetite mais "caprichoso" durante a viagem, Sandro têm recebido algumas frutas inteiras, mantendo o padrão das refeições que recebia no zoológico até então. 

"Ele tinha interesse algumas vezes por algumas frutas, frutas inteiras que nem maçãs, ele comia melão lá também, ele comia mamão, mamão inteiro, muitas vezes usado para dar as medicações dele, colocava uma medicação dentro de um mamão inteiro para ofertar para ele", conclui o médico em boletim. 

Elefante Sandro

Acompanhado durante o transporte por câmeras instaladas em sua caixa climatizada, esse animal tem suas origens datada há mais de meio século, sendo capturado na Ásia ainda bebê, em 1971, levado até um zoológico holandês em Cauberg para ser adestrado por um "famoso treinador de elefantes", que foi contratado neste mesmo ano para vir ao Brasil junto de Sandro e dois outros elefantes. 

Sandro passou cerca de uma década como atração de circos itinerantes, negociado posteriormente e enviado até o Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros em Sorocaba, em 1982.

Depois de mais de dez anos sozinho, em 1995 Sandro recebeu a companhia de Haisa, uma elefante asiática que havia saído do zoológico Beto Carrero e viveu até 2020, com a artrose ligada ao confinamento estando intimamente ligada a sua morte, como apontaram resultados de necrópsia. 

Importante frisar que Sandro não está sedado para o transporte, uma vez que devido à sensibilidade e inteligência desses animais eles acabam lidando melhor com a viagem quando estão conscientes de tudo ao redor. 

Essa transferência só acontece após determinação judicial, na caixa que pesa cerca de 10 toneladas e conta com cinco metros de comprimento, 3,5 de altura e 2,25 metros de largura. 

“Em uma transferência como essa, não é o relógio que determina o ritmo. É o elefante. Todo o planejamento existe para que possamos adaptar a operação às necessidades de Sandro e fazer o percurso da forma mais segura possível”, esclarece em nota o biólogo e diretor do Santuário de Elefantes Brasil, Daniel Moura.

Assim que chegar ao Santuário, Sandro não será imediatamente colocado junto dos demais animais, com sua aproximação com as seis elefantes asiáticas do local, Maia, Rana, Mara, Bambi, Guillermina e Baby acontecendo de forma gradual. 

Realidade desde 2016, o santuário localizado na Chapada dos Guimarães conta com aproximadamente 1,2 mil hectares de área, possuindo equipe especializada dedicada ao acompanhamento dos animais.

 

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