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Gastos com assistência à saúde colocam MS em 8º lugar

Gastos com assistência à saúde colocam MS em 8º lugar

TARYNE ZOTTINO

14/09/2012 - 14h05
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A média mensal de gastos com assistência à saúde em Mato Grosso do Sul é de R$ 140,78, o que significa que o Estado possui o 8º maior gasto nacional quando se trata deste setor. As informações são da Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada nos anos de 2008 e 2009 e divulgada hoje (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O levantamento aponta que cerca de 5% dos gastos do orçamento familiar são com assistência à saúde. O Estado que mais tem despesa nesse quesito é São Paulo, com R$ 220,72, e o menor, é o Amazonas com R$ 41,54.

Os gastos com remédios colocam Mato Grosso do Sul em 9º lugar no País. O valor médio das despesas familiares, por mês, é de R$ 67,76, nas farmácias.

Saúde

Capital quer vacinar ao menos 2 mil pessoas no dia D deste sábado

Ao todo, 20 vacinas do calendário nacional serão aplicadas em crianças e adolescentes menores de 15 anos

22/08/2026 08h40

Foto: Divulgação

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A Campanha Nacional de Multivacinação para atualizar a caderneta vacinal de crianças e adolescentes de todo o Brasil terá neste sábado o seu dia D. Em Campo Grande, a expectativa é de que sejam aplicadas cerca de 2,2 mil doses nos 22 locais disponíveis para a população (acesse o QR code nesta página para conhecê-los).

A campanha teve início no dia 3 e vai até o dia 1º de setembro em todo o País, com 20 vacinas do calendário nacional, que protegem contra doenças graves como meningites, tuberculose e cânceres associados ao HPV.

A vacinação é voltada para crianças e adolescentes menores de 15 anos, para atualização da caderneta.

Esta é a primeira vez que a campanha conta com a vacina pneumocócica 20-valente (pneumo 20), incorporada em junho deste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.

A estratégia busca ampliar as coberturas vacinais, fortalecer a proteção coletiva e facilitar o acesso às vacinas ofertadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para a prevenção de doenças imunopreveníveis em todo o País.

“Este é um momento importante para todo o País. Embora o Brasil tenha eliminado algumas doenças, como a poliomielite, é fundamental manter a vacinação em dia para evitar a reintrodução dessas doenças”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Até o momento, a Pasta distribuiu mais de 180 milhões de doses para garantir a vacinação em todo o País ao longo do ano. Desse total, Mato Grosso do Sul recebeu 3,5 milhões de doses. Entre os imunizantes, as vacinas contra influenza, sarampo (tríplice viral) e poliomielite foram as mais aplicadas.

Em Campo Grande, no ano passado, a campanha de multivacinação ocorreu em outubro, enquanto neste ano a mobilização foi antecipada para este mês. 

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), no dia D de 2025, foram aplicadas 247 doses em três pontos de atendimento.

“A expectativa é de ampliar a cobertura e superar o resultado anterior, reforçando a importância de que pais e responsáveis aproveitem o dia D para verificar e atualizar a vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos e até mesmo colocar a própria imunização em dia”, disse a Sesau, em nota.

VACINAS

Entre as vacinas que poderão ser aplicadas neste sábado, a BCG protege contra formas graves e disseminadas da tuberculose e tem efeito protetor contra a hanseníase. Pode ser aplicada em crianças menores de 5 anos, caso tenham perdido o prazo inicial.

Já a hepatite B recombinante protege contra as hepatites B e D. O SUS aplica uma dose ao nascer e continua com a vacina pentavalente, aos dois, quatro e seis meses de vida. Em adolescentes e adultos não vacinados, o esquema consiste em três doses, aplicadas com intervalos de zero, um e seis meses.

A pentavalente protege contra difteria, tétano, coqueluche, infecções causadas pelo H. influenzae tipo b e hepatite B. São três doses, aplicadas aos dois, quatro e seis meses de idade.

A polio inativada (VIP) protege contra a poliomielite, mais conhecida como paralisia infantil. São cinco doses para crianças menores de 5 anos, substituindo a antiga vacina oral em gotas.

São três doses, aos dois, quatro e seis meses de vida, seguidas de um reforço aos 15 meses e outro aos 4 anos de idade. Crianças menores de 5 anos com o esquema vacinal incompleto devem apenas completar as doses que faltam.

A vacina contra rotavírus humano protege de doenças diarreicas agudas causadas pelo rotavírus. O esquema é administrado exclusivamente por via oral, composto por duas doses. A primeira aos dois meses de idade e a segunda, aos quatro meses.

As pneumo 10 e 20 protegem contra doenças pneumocócicas invasivas, como pneumonia e meningite. O esquema para menores de 5 anos consiste em uma dose de pneumo 20 aos dois meses, uma dose de pneumo 10 aos quatro meses e um reforço de pneumo 20 aos 12 meses. 

A meningo C protege contra doenças meningocócicas causadas pelo sorogrupo C. São duas doses, aos três e cinco meses de idade.

O imunizante contra influenza protege da gripe. Crianças de 6 meses a menores de 6 anos devem ser vacinadas todo ano. O imunizante também é recomendado anualmente para pessoas a partir de 60 anos.

A vacina contra Covid-19 protege contra a formas graves da doença. O imunizante está disponível para crianças de 6 meses até menos de 5 anos, pessoas a partir de 60 anos e gestantes. O esquema varia de acordo com a faixa etária.

Para crianças, a imunização é recomendada aos seis meses de vida. São três doses, sendo a segunda após um intervalo de quatro semanas e a terceira, após oito semanas da segunda dose.

Idosos devem receber duas doses anuais, com intervalo de seis meses entre elas, e gestantes, uma dose, em qualquer momento da gravidez, independentemente do histórico vacinal.

A vacina contra febre amarela protege contra a enfermidade. São duas doses para crianças (aos 9 meses e um reforço aos 4 anos) e dose única para pessoas de 5 a 59 anos que nunca se vacinaram. Quem recebeu uma dose antes dos 5 anos precisa de um reforço.

A meningo ACWY protege contra doenças meningocócicas causadas pelos sorogrupos A, C, W-135 e Y. A vacina é oferecida para reforço de crianças aos 12 meses e para adolescentes de 11 a 14 anos. 

A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. São duas doses, sendo a primeira aos 12 meses de idade e a segunda, aos 15 meses. Crianças a partir de 5 anos até adultos de 29 anos devem receber duas doses da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias, caso não tenham sido vacinados no período recomendado.

Adultos de 30 a 59 anos que não tenham comprovação de vacinação prévia devem receber uma dose. 

A vacina contra varicela protege contra catapora. São duas doses: a primeira aos 15 meses e a segunda, aos 4 anos. 

A DTP protege contra difteria, tétano e coqueluche. São duas doses: a primeira aos 15 meses de vida e a segunda, aos 4 anos.

O imunizante contra hepatite A é aplicado em dose única, aos 15 meses de idade, podendo ser administrado em crianças até antes de completarem 5 anos.

A DT protege contra difteria e tétano. Recomendada como dose de reforço da DTP para adolescentes de 14 anos. Depois disso, recomenda-se a aplicação de um reforço a cada 10 anos. 

A HPV 4 protege contra doenças causadas pelo papilomavírus humano, incluindo câncer de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta. O Ministério da Saúde adota o esquema de dose única para adolescentes de 9 anos, mas é possível se vacinar até os 14 anos. 

O imunizante dengue tetravalente protege contra a doença causada pelos sorotipos 1, 2, 3 e 4. No SUS, a vacina Qdenga, do laboratório Takeda, está disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, em um esquema de duas doses, com 90 dias de intervalo entre elas.

Morte Sob Investigação

Morte do 'Barão do Tráfico' em Campo Grande é investigada por suspeita de envenenamento

Leonardo Dias de Mendonça, de 63 anos, estava preso na Penitenciária Federal da Capital e morreu após ser internado em estado grave; decisão determina necropsia, exames toxicológicos e inspeção na unidade prisional.

22/08/2026 08h35

Leonardo Dias de Mendonça, conhecido como

Leonardo Dias de Mendonça, conhecido como "Barão do Tráfico", morreu aos 63 anos após passar mal na Penitenciária Federal de Campo Grande. Foto: Reprodução.

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A morte de Leonardo Dias de Mendonça, de 63 anos, conhecido nacionalmente como “Barão do Tráfico”, ganhou um novo capítulo em Campo Grande. A Justiça Federal determinou uma série de diligências para esclarecer a causa da morte do detento diante de uma suspeita de envenenamento levantada após ele passar mal enquanto cumpria pena na Penitenciária Federal da Capital.

A determinação é do juiz federal Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini e prevê que o corpo seja submetido a necropsia, com coleta de material para exames toxicológicos e análise de tecidos.

A decisão também estabelece a realização de inspeção na Penitenciária Federal de Campo Grande, onde Leonardo estava preso desde 2019.

Conhecido pelo histórico de atuação no narcotráfico e apontado no passado pela Polícia Federal como um dos grandes nomes do tráfico de drogas no País, Leonardo morreu na quinta-feira (20), depois de permanecer internado em estado grave na Santa Casa de Campo Grande.

Ele havia sido retirado da unidade prisional e encaminhado de ambulância para atendimento médico após apresentar problemas de saúde.

Leonardo deu entrada na Unidade do Trauma da Santa Casa na segunda-feira (17), em estado considerado gravíssimo, e permaneceu hospitalizado até a morte.

Agora, a investigação deverá buscar uma resposta para o que provocou a piora no estado de saúde do preso. A realização dos exames pretende verificar, entre outras possibilidades, a presença de substâncias que possam esclarecer se houve ou não envenenamento.

A suspeita não representa, até o momento, uma conclusão sobre a causa da morte. É justamente para confirmar ou afastar essa hipótese que a Justiça determinou a realização de procedimentos periciais mais aprofundados.

Além da análise do corpo, a decisão amplia a apuração para dentro da Penitenciária Federal. A inspeção deverá contribuir para reconstruir as circunstâncias anteriores ao momento em que Leonardo passou mal e precisou ser retirado da unidade para atendimento hospitalar.

A morte também provocou um impasse em torno da liberação do corpo. A defesa de Leonardo afirmou que precisava da documentação médica necessária para que o traslado fosse realizado para Goiânia, onde ocorreria a continuidade dos procedimentos funerários.

De ex-garimpeiro a nome do narcotráfico

A trajetória de Leonardo Dias de Mendonça no crime organizado remonta ao fim da década de 1990. Antes de ganhar projeção nas investigações sobre tráfico internacional de drogas, ele havia trabalhado como garimpeiro e mantido comércio relacionado à atividade.

Com o avanço das investigações federais, porém, passou a ser apontado como responsável por uma estrutura criminosa com atuação para além das fronteiras brasileiras.

Uma das investigações que projetaram seu nome nacionalmente foi a Operação Diamante, deflagrada pela Polícia Federal no início dos anos 2000.

Em 2003, Leonardo foi condenado a 23 anos e quatro meses de prisão por tráfico internacional de drogas. O processo estava relacionado à apreensão de 327 quilos de cocaína encontrados pela Polícia Federal em uma aeronave em Cocalinho, no Mato Grosso, em 1999.

Investigações da época apontaram ainda conexões internacionais e movimentações relacionadas ao tráfico de drogas. O nome de Leonardo também chegou a integrar a lista de procurados da Interpol.

Ao longo dos anos, autoridades apontaram ramificações do grupo em diferentes estados brasileiros e conexões fora do País. Leonardo também ficou conhecido pela ligação mantida no passado com Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, um dos traficantes mais conhecidos do Brasil.

Em investigação do início dos anos 2000, a Polícia Federal chegou a identificar movimentações financeiras entre os dois relacionadas a encomendas de drogas. Leonardo também foi investigado por suspeita de negociar cocaína com integrantes das Farc, na Colômbia.

Em 2009, ele foi transferido da carceragem da Polícia Federal em Goiânia para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. Naquele período, acumulava condenações que chegavam a 39 anos de prisão.

Mesmo atrás das grades, investigações apontaram que Leonardo continuava mantendo influência sobre uma organização criminosa com conexões internacionais.

Anos depois, ele passou ao regime semiaberto e chegou a utilizar tornozeleira eletrônica, em 2018. A liberdade, entretanto, não durou muito.

No ano seguinte, voltou a ser preso durante uma operação da Polícia Federal que investigava uma organização suspeita de utilizar pequenas aeronaves para transportar drogas e posteriormente enviar os entorpecentes para a Europa.

Desde 2019, Leonardo estava custodiado na Penitenciária Federal de Campo Grande, unidade de segurança máxima destinada a presos considerados de alta periculosidade ou com influência sobre organizações criminosas.

Aos 63 anos, a morte encerrou uma trajetória marcada por décadas de investigações e condenações relacionadas ao narcotráfico. As circunstâncias dos últimos dias de Leonardo, porém, ainda estão longe de uma conclusão.

Os resultados da necropsia, dos exames toxicológicos e das demais diligências determinadas pela Justiça Federal deverão indicar se a suspeita de envenenamento possui fundamento ou se a morte decorreu de outras causas. Até que os laudos sejam concluídos, a hipótese permanece sob investigação.

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