Cidades

CAMPO GRANDE

Furtos e extravios de bagagens lideram queixas no aeroporto

Furtos e extravios de bagagens lideram queixas no aeroporto

DANIELLA ARRUDA

30/07/2011 - 08h30
Continue lendo...

O número de reclamações de usuários do Aeroporto Internacional de Campo Grande mais que quadruplicou no primeiro semestre deste ano em comparação com igual período do ano passado, saltando de 27 para 115 relatos, aponta levantamento da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), repassado com exclusividade ao Correio do Estado.

O serviço de ouvidoria da empresa, responsável pela administração de 66 terminais aeroportuários do Brasil, constatou ainda que os serviços prestados pelas empresas aéreas lideraram a lista de queixas dos usuários do aeroporto da capital sul-mato-grossense neste ano, correspondendo a 40,8% dos relatos encaminhados à Infraero. Em seguida, vem o atendimento oferecido nas áreas comerciais do terminal (23,4%).

No primeiro semestre de 2010, a maioria das reclamações referentes ao Aeroporto Internacional de Campo Grande envolveram furto ou extravio de bagagens (14,8%). Mais uma vez, o segundo maior motivo de queixa no período foi o atendimento prestado nas áreas comerciais do local, que deve passar por ampliação até o ano que vem, inclusive com abertura de novas lojas e serviços, conforme projeto da superintendência regional do Centro-oeste da Infraero.

 Caos

Explosão da demanda no Aeroporto Internacional de Campo Grande na metade da década passada — entre 2005 e 2010, o número de embarques e desembarques no local passou de 652 mil para 1,3 milhão, conforme dados da Infraero —, sem que a infraestrutura acompanhassse esse ritmo de crescimento, deixou o terminal à beira do colapso em agosto do ano passado. Transtornos enfrentados por usuários no chamado horário de pico (entre 21h30min e meia-noite) passaram a ser frequentes, entre eles o congestionamento no setor de desembarque, fila de espera para retirada das bagagens na única esteira existente e tumulto de veículos em frente ao terminal, por causa da falta de vagas para estacionamento.

Ajustes emergenciais foram feitos na estrutura do terminal de passageiros, como a reforma da sala de embarque, ampliando o espaço em 30%; reposicionamento da esteira rolante, que possibilitou ganho de 17% no tamanho do equipamento; liberação do espaço destinado para embarque internacional para o público dos voos domésticos durante os horários de pico e posicionamento de carros oficiais e veículos de locadoras em outra área, liberando 13% da área do estacionamento para os usuários.

O poder público municipal também entrou no circuito, ampliando a frota de táxis, reposicionando os veículos (que agora ficam estacionados próximo à lateral direita do aeroporto) e ainda colocando em operação uma linha de ônibus executiva para transportar os usuários até a região central e a rede hoteleira local. No entanto a execução de projeto definitivo para a situação do aeroporto ainda está em compasso de espera.

 Planos

Segundo projeto da Infraero, a principal intervenção operacional prevista para o Aeroporto Internacional de Campo Grande será a transferência do restaurante para a ala direita do terminal, de forma a abrir espaço para a sala de desembarque. A previsão é que a desocupação ocorra ainda neste semestre e somente depois disso começará o trabalho de reforma e ampliação do setor de desembarque, inclusive com a instalação da segunda esteira.

A Infraero também prevê melhorias no acesso ao aeroporto, ampliação da área de estacionamento e novas atividades comerciais no terminal, com aproveitamento do terraço, abertura de novos espaços e ocupação de estabelecimentos fechados no primeiro piso.

Leia mais no jornal Correio do Estado:

Reclamações devem ser feitas para ouvidoria

Instalação de juizados completa um ano

LONGA ESPERA

Reajuste de servidores deve ficar abaixo do crescimento da receita

Alta nos quatro primeiros meses é de 5,9% na comparação com o ano passado e a previsão é de que seja concedido reajuste de 4,39% aos servidores

29/05/2026 12h46

Inflação desde o último reajuste linear concedido aos servidores de Campo Grande acumula alta da ordem de 33%

Inflação desde o último reajuste linear concedido aos servidores de Campo Grande acumula alta da ordem de 33%

Continue Lendo...

Se estiverem corretos e baseados na vida real, os números do site da transparência da prefeitura de Campo Grande demonstram que a administração elevou em 5,9% seu faturamento nos primeiros quatro meses do ano se comparados com igual período de 2025. E, por conta disso, a prefeita Adiane Lopes (PP) está prevendo conceder o primeiro reajuste linear a servidores desde que assumiu, em abril de 2022. 

Nos primeiros quatro meses do ano passado entraram R$ 2,173 bilhões nos cofres municipais, somando o faturamento próprio e as transferências estaduais e federais. Neste ano, o valor aumentou para R$ 2,301 bilhões. O crescimento de 5,9% está um pouco acima do índice da inflação, que nos últimos doze meses está na casa dos 4,4%. 

Mas, uma das principais apostas para melhorar a arrecadação, que foram as mudanças no IPTU (reajuste de 5,32% , redução do desconto de 20% para 10% no pagamento à vista e o aumento do valor da taxa de lixo) surtiram efeito quase nulo até agora.

Apesar de todas estas medidas, a arrecadação aumentou em apenas 1,4% nos quatro primeiros meses, passando de R$ 392,5 milhões para R$ 398 milhões. 

Porém, por conta do maior número de contribuintes que parcelou o pagamento do imposto, nos próximos meses a receita tende a superar a dos anos anteriores. Em abril, por exemplo, entraram R$ 43 milhões, ante R$ 28,3 milhões em abril do ano passado. Nos primeiros 28 dias de maio deste ano foram R$ 39,9 milhões, o que equivale a R$ 13,5 milhões a mais que em maio do ano passado.

O repasse do ICMS feito pelo Governo do Estado, outra importante fonte de receita, está literalmente estagnada. No ano passado foram repassados R$ 173,9 milhões nos primeiros quatro meses. Agora, o valor subiu para R$ 174 milhões. 

Se os repasses tivessem pelo menos acompanhado o índice da inflação, o volume de dinheiro repassado pelo Governo do Estado deveria ter ultrapassado os R$ 181,5 milhões. Na prática, então, o repasse estadual teve recuo real da ordem de R$ 7,5 milhões. 

Até mesmo os repasses relativos ao Iposto de Renda, sobre os quais havia previsão de queda significativa, tiveram desempenho melhor. Por conta da isenção concedida aos assalariados que recebem até R$ 5 mil mensais, a secretaria de finanças esperava queda da ordem de R$ 3 milhões mensais. 

Em vez disso, porém, ocorreu aumento. No ano passado a retenção do imposto de renda rendeu R$ 101,2 milhões nos primeiros quatro meses aos cofres municipais. Em 2026, o valor aumentou para R$ 104 milhões. 

Uma ds principais explicações para o aumento de 5,9% na arrecadação total é o bom desempenho do ISS, que nos últimos dois anos passou a ser a principal fonte de receita da prefeitura de Campo Grande.

No ano passado o imposto sobre o setor de serviços garantiu R$ 225 milhões nos quatro primeiros meses. Agora, o montante somou R$ 239 milhões, representando alta de quase 6,3%. 

Índice de crescimento parecido foi o repasse do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM, rateado pelo Governo Federal. O valor passou de R$ 101,3 milhões para R$ 106,1 milhões. 

A principal explicação para o aumento médio de quase 6% nos cofres municipais está no item "demais receitas". No ano passado, conforme os dados da transparência, foram contabilizados R$ 523 milhões. Agora, o valor chegou a R$ 619 milhões, o que é 18,3% acima do valor do ano passado. 

Embora apareça como o de maior relevância para os cofres municipais, na contabilidade da prefeitura o item "Demais Receitas" é uma rubrica para agrupar todas as rendas correntes ou de capital que não possuem valor ou volume suficiente para serem detalhadas individualmente. 

Reajuste

E, com base nesta melhora é que a prefeitura de Campo Grande já informou a lideranças sindicais que até o fim da próxima semana vai definir o índice de reajuse que deve ser concedido a servidores. 

A previsão inicial é de que seja reposta, em duas parcelas, a inflação dos últimos 12 meses, de 4,39%. Porém, desde o último reajuste linear, concedido em 2021, ainda pelo prefeito anterior, a inflação acumulada chega a 33%. 

Neste período, professores, guardas municipais e algumas outras categorias obtiveram melhorias salariais. O salário da própria prefeita, que serve de teto para os demais servidores, teve dois reajustes nos últimos dois anos e tem outro aumento previsto para fevereiro do próximo ano. 

O primeiro reajuste entrou em vigor em abril do ano passado, quando o salário passou de R$ 21,2 mil para R$ 26.943,05. A segunda parcela entrou em vigor no começo de fevereiro de 2026, quando o salário passou para R$ 31.912,56. E, conforme a previsão, em fevereiro do próximo ano ele sobe para R$ 35.462,22. Isso significa alta de 67% no salário da prefeita e da elite do funcionalismo municipal em dois anos. 
 

OPERAÇÃO CONTENÇÃO

Mulher é presa em Campo Grande durante operação contra o CV

Mandados cumpridos pela Denar em MS integram ofensiva interestadual da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra esquema que teria movimentado R$ 453 milhões em quatro anos

29/05/2026 12h15

Operação teve desdobramentos em seis estados e mira estrutura financeira ligada ao Comando Vermelho

Operação teve desdobramentos em seis estados e mira estrutura financeira ligada ao Comando Vermelho Divulgação

Continue Lendo...

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul cumpriu, nesta sexta-feira (29), um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão em Campo Grande durante apoio à “Operação Contenção”, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro contra o esquema financeiro ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV).

A ação em Mato Grosso do Sul foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar). A investigada, identificada pelas iniciais B.P.M.F., de 33 anos, é suspeita de participação em organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro e teve desdobramentos também nos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Maranhão.

Conforme as investigações, o grupo utilizava empresas de reciclagem e comércio de sucatas para ocultar recursos obtidos com o tráfico de drogas, especialmente na região do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ), área considerada estratégica para atuação da facção.

As equipes apontam que o esquema incluía empresas de fachada, emissão de notas fiscais fraudulentas, contas bancárias de terceiros e intensa movimentação financeira entre empresas para dar aparência de legalidade ao dinheiro ilícito.

Segundo informações divulgadas pela imprensa do Rio de Janeiro, a organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 453 milhões em um período de quatro anos. A operação também mira integrantes apontados como responsáveis pela administração financeira do grupo.

Entre os alvos da ofensiva está Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó”, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho. Ele não foi localizado e segue foragido. A esposa dele, Raquel Neves dos Santos Mendonça, foi presa durante o cumprimento dos mandados.

Outro investigado é Alex Sandro Ferreira de Araújo, conhecido como “Tek”, apontado pela polícia como responsável pela gestão financeira da facção. Ele também não foi encontrado.

As apurações foram conduzidas com base em relatórios de inteligência financeira, quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático, além do cruzamento de dados patrimoniais.

De acordo com a Polícia Civil, a ofensiva tem como principal objetivo desarticular a estrutura econômica que sustenta o tráfico de drogas e enfraquecer financeiramente o Comando Vermelho.

A Denar disponibiliza os telefones (67) 99995-6105, via WhatsApp, e (67) 3345-0000 para denúncias anônimas.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).