Cidades

Brasil/Mundo

Fundador do WikiLeaks vira herói e vilão da era cibernética

Fundador do WikiLeaks vira herói e vilão da era cibernética

R7

18/12/2010 - 19h52
Continue lendo...

Há poucas semanas, pouca gente havia ouvido o nome de Julian Assange. Mas o vazamento de 250 mil documentos diplomáticos dos Estados Unidos pelo site WikiLeaks, e a prisão logo em seguida do seu criador, sob acusação de estupro, fez o ativista australiano virar celebridade. Há quem o busque como terrorista, e há quem faça terrorismo cibernético para defendê-lo. Mesmo sem fazer música, ele virou o roqueiro do ano da revista Rolling Stone.

Nesta quinta-feira (16), Assange saiu da prisão em Londres, por onde ficou por nove dias. Ele foi preso acusado de estupro por duas mulheres suecas – o ativista manteve relações sexuais sem camisinha. O processo oficialmente não tem nenhuma relação com as atividades do site WikiLeaks. Mas sua prisão logo após o vazamento de documentos constrangedores para os EUA fez muita gente falar em conspiração. Não demorou para uma legião de admiradores tratar Assange como mártir cibernético e entrar em ação.

Nos dias seguintes, um movimento internacional de hackers declarou a Operation Payback (Operação Revanche), para vingar o que consideram uma perseguição ao homem que está revelando os segredos de governos de todo o mundo. O grupo atacou sites e serviços dos cartões de crédito Visa e Mastercard, além de bancos e outros prestadores de serviço que romperam contratos com o WikiLeaks, após a repercussão de suas revelações.

Até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa do “rapaz” que “desnuda a diplomacia”. No mesmo dia, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, também defendeu Assange. No Twitter, o nome do ativista foi tão citado que ultrapassou até o astro teen Justin Bieber no dia em que foi preso – segundo a ferramenta Trendistic.

Assange é “roqueiro do ano”

Assim que entrou no meio do furacão midiático com as revelações do WikiLeaks, Assange foi parar na capa da imprensa de todo o mundo. Mesmo sem ter nenhum dote musical conhecido, virou a “estrela do Rock de 2010”, da edição italiana da revista Rolling Stone.

A revista disse que “o rock informático de Assange será o que levaremos com alegria durante 2011”. Disse também que “Assange é um ícone como Che Guevara nas camisetas, como Mao para Andy Warhol. É o líder pop do fim da diplomacia e da segurança imperial. Assange é a verdadeira estrela do rock & roll dos anos 3000".

Livre da prisão, mas sob risco de ser extraditado para a Suécia e até para os EUA, Assange espera o seu futuro numa mansão de dez quartos no interior do Reino Unido – oferecimento de um apoiador.

Foi também a legião de admiradores, como o cineasta americano Michael Moore, que pagou sua fiança equivalente a R$ 640 mil. Na Alemanha, uma ONG está vendendo camisetas retratando Assange como Che.

Já nos EUA, o líder da oposição republicana no Senado pediu a cabeça de Assange, dizendo que ele é um “terrorista de alta tecnologia”.

ccz

Campo Grande confirma 12º caso de raiva em morcego neste ano

Animal foi localizado na região do bairro Pioneiros; Número de morcegos com a doença neste ano já supera o registrado em todo o ano passado

31/07/2026 16h15

CCZ confirma 12º caso de raiva em morcego na Capital

CCZ confirma 12º caso de raiva em morcego na Capital Foto: Paulo Ribas / Arquivo

Continue Lendo...

A Prefeitura de Campo Grande, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), confirmou o 12º morcego diagnosticado com o vírus da raiva no ano de 2026 na Capital. O número já é superior ao registrado em todo o ano passado, quando foram 11 casos de morcegos infectados pela raiva.

O animal foi localizado no perímetro urbano, na região do bairro Pioneiros. Após o recolhimento, foi encaminhado para análise laboratorial, que confirmou a presença do vírus, conforme protocolo sanitário.

Os outros morcegos infectados foram recolhidos nos bairros: Vivendas do Bosque, Centro (3), Santa Fé, Jardim Campo Alto, Pioneiros, São Franscisco, Jardim Bela Vista, Jardim Ouro Preto e Ouro Preto.

De acordo com o CCZ, além dos casos confirmados, neste ano já foram recolhidos 772 morcedos na cidade.

"Embora a maioria não esteja infectada, a confirmação do vírus em 12 deles liga o alerta: a vigilância precisa continuar diária, e o cuidado de todos é essencial para evitar o risco de transmissão", diz o CCZ em publicação nas redes sociais.

A principal medida de prevenção é a vacinação anual de cães e gatos.

Campo Grande possui espécies de morcegos que se alimentam de frutos e insetos e que, em seu habitat natural, não oferecem riscos à população. No entanto, esses animais podem, eventualmente, portar o vírus da raiva e transmiti-lo a outros mamíferos, como cães, gatos e até seres humanos.

O último caso de raiva em humanos em Campo Grande ocorreu em 1968. No interior do Estado, porém, foi registrado um caso em 2015, em Corumbá.

 

O que fazer ao encontrar um morcego?

Caso encontre um morcego em situação atípica, como caído no chão, voando durante o dia ou pendurado em locais baixos, o CCZ orienta a população a tomar as seguintes medidas:

  • Não toque no animal: Nunca tente manuseá-lo, esteja ele vivo ou morto.
  • Isole o local: Cubra o animal com um balde, caixa ou mantenha-o em um cômodo fechado para evitar o contato com pessoas ou outros animais domésticos.
  • Acione o CCZ imediatamente: Nossas equipes realizarão o recolhimento seguro e o encaminhamento para análise laboratorial.
  • Vacine seus pets: Mantenha a vacinação antirrábica de cães e gatos atualizada anualmente. Eles são a nossa principal barreira de proteção.

Em caso de contato acidental com morcego em situação suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação e possível início do protocolo de atendimento antirrábico humano pós-exposição. 

Como acionar o CCZ 

O atendimento para recolhimento de morcegos suspeitos funciona da seguinte forma:

  • Telefone Geral: (67) 3313-5000
  • Segunda a Sexta (das 7h às 17h): (67) 2020-1789 / (67) 2020-1801
  • Plantão (Noturno, finais de semana e feriados): (67) 2020-1794
  • Endereço: Av. Filinto Müller, 1601 - Vila Ipiranga, diariamente, das 07h às 21h

Caso o animal seja encontrado fora dos horários de atendimento, a orientação é isolá-lo com cuidado, utilizando balde, caixa ou pano, evitando qualquer contato direto, e acionar a GCZ assim que o serviço for retomado. 

Decisão

TJMS concede indenização à mulher que foi atropelada na faixa de pedestres

A motorista terá que pagar indenização por danos morais, estéticos e materiais no valor de R$ 15 mil

31/07/2026 16h00

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), em Campo Grande

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), em Campo Grande Foto: Divulgação/TJMS

Continue Lendo...

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul condenou uma motorista por danos morais e estéticos após atropelar uma pedestre que atravessava a rua na faixa de pedestres. 

A decisão, mantida por unanimidade pela 2ª Câmara Cível do TIJMS, foi proferida na última terça-feira (28), com relatoria do desembargador Nélio Stábile. 

O acidente aconteceu em Campo Grande, quando a moça atravessava a rua na faixa de pedestres. A motorista teria feito uma conversão em alta velocidade e a atropelou. A vítima foi arremessada e caiu com o rosto no asfalto, causando fraturas e contusões no corpo. 

Por causa dos ferimentos, a mulher precisou realizar várias cirurgias, além de ter sofrido danos estéticos por causa das cicatrizes e um dente quebrado. 

O juiz Marcus Vinicius de Oliveira Elias, da 14ª Vara Cível de Campo Grande, havia considerado que os danos morais e estéticos, bem como parte dos danos materiais, foram comprovados. Ele condenou a motorista ao pagamento de uma indenização no valor de R$ 15,8 mil. 

A defesa da motorista entrou com recurso, afirmando que o sinal estava verde no momento do atropelamento. Por isso, a culpa do acidente era exclusiva ou parcialmente da vítima. 

A motorista alegou que não era possível comprovar dano estético, já que a autora estaria em processo de tratamento, precisando comprovar que as sequelas ou deformidades criadas seriam permanentes. 

Do outro lado, a vítima argumentou que não havia prova de que o semáforo estava aberto e defendeu que o Código de Trânsito Brasileiro garante proteção especial ao pedestre. Dessa forma, o motorista deve reforçar a cautela. 

Sobre os danos estéticos, foram apresentados fotos e documentos no processo indicando claramente as lesões sofridas. 

Segundo o relator do processo, o atropelamento aconteceu quando a vítima estava no fim da travessia. Desse modo, mesmo que o sinal estivesse verde para os carros, a motorista deveria aguardar a finalização da travessia da pedestre. 

As provas processuais também foram consideradas suficientes para comprovar que houve dano estético e moral. 

Assim, o desembargador Stábile manteve o valor de indenização estabelecido em primeiro grau, de R$ 15.861, considerando as "condições pessoais e financeiras das duas partes, os critérios pedagógicos da indenização e a dimensão do dano causado". 
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).