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Fundador da Wikipédia anuncia apagão em protesto ao Sopa

Fundador da Wikipédia anuncia apagão em protesto ao Sopa

TERRA

16/01/2012 - 20h00
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O fundador da Wikipédia, Jimmy Wales, decidiu se juntar a outros sites e participar de um protesto contra dois controversos projetos de lei antipirataria dos Estados Unidos, fechando a enciclopédia online na quarta-feira. Em seu perfil no Twitter, Wales afirmou que o site na língua inglesa ficará fora do ar por 24 horas em protesto Sopa (Stop Online Piracity Act), projeto em discussão na Câmara americana, e ao Pipa (Protect Ip Act), projeto semelhante que corre no Senado.

Nas postagens em seu perfil na rede de microblogs, Wales afirmou que o "apagão" é uma "decisão da comunidade da Wikipédia", e que pretende juntar-se a outros sites que terão iniciativas semelhantes, como o Reddit, que anunciou na semana passada que irá tirar do ar suas operações de compartilhamento em protesto aos projetos. Durante o tempo de inatividade, o Reddit irá mostrar uma transmissão ao vivo da audiência que discutirá o Sopa e exibirá uma simples declaração sobre sua posição contrária aos projetos de lei.

"O Pipa continua vivo, e não estamos recebendo confirmações firmes de que o Sopa será arquivado. Acho que isso é uma tática. A todo vapor!", tuitou Wales, duvidando dos rumores que indicam que os congressistas estejam tirando o Sopa da pauta da Câmara americana.

Segundo Wales, nas 24 horas que a Wikipédia ficará fora do ar, os internautas que entrarem no site verão um comunicado da Fundação sobre os dois projetos. Ele explicou que apenas a versão de língua inglesa sairá do ar, "embora outros países possam incluir bunners explicando a situação".

Em dezembro, o fundador da Wikipédia já havia sugerido uma ação similar, uma página em branco no lugar da sua enciclopédia para protestar contra o Sopa. Walles havia afirmado à época que estaria disposto a tirar o site do ar se a maioria da comunidade concordasse.

Durante o apagão, a Wikipédia exibirá uma carta da comunidade e uma "chamada para ação", incentivando que os usuários escrevam e liguem para o Congresso em protesto ao projeto. "Meu objetivo é derreter os quadros de distribuição", escreveu.

Projetos e polêmica

Os projetos de lei preveem o bloqueio de sites que compartilham conteúdo que fere direitos autorais. O Sopa prevê mais poder ao governo na retirada do ar de sites que reproduzam conteúdo não autorizado pelos autores. Já o Pipa daria autoridade ao procurador-geral dos EUA para bloquear domínios de internet.

Os dois projetos em andamento no Congresso americano sofrem forte oposição de empresas de tecnologia, como Google, Facebook, Twitter, eBay e Fundação Mozilla, e são apoiados por estúdios de Hollywood e detentores de direitos autorais, que afirmam que a lei é necessária para combater sites estrangeiros que vendem filmes piratas e mercadorias falsificadas.

O magnata de mídia Rupert Murdoch é um dos apoiadores dos projetos, e causou polêmica no Twitter no fim de semana. Primeiro, o dono da News Corp atacou o presidente norte-americano, afirmando que Barack Obama "entregou a sua parte aos 'mestres do pagamento' do Vale do Silício, que ameaçam os criadores de software com pirataria".

O comentário é uma referência à posição da Casa Branca, que no fim de semana divulgou nota afirmando não apoiar "quaisquer projetos que rompam os padrões abertos da internet".

No segundo tweet sobre o tema, também no sábado, afirmou que o Google é o "líder em pirataria" no mundo, uma vez que "faz stream de filmes gratuitamente e vende anúncios relacionados a eles". O post ainda dizia que "não é à toa que o Google está despejando milhões em lobby", em referência à campanha da empresa de Mountain View contra o Sopa.

O projeto de lei (do inglês Stop Online Piracy Act) prevê mais poder ao governo dos EUA para retirar do ar sites que reproduzam conteúdo não autorizado pelos detentores dos direitos autorais.

Tecnologia

Meta diz ao Cade que chatbots de IA se aproveitam do WhatsApp Business para uso não previsto

A Meta lembrou que a integração de funcionalidades de IA a aplicativos está alinhada a uma tendência observada em diversos setores, na qual provedores vêm incorporando recursos de IA a serviços já existentes

02/02/2026 22h00

META/DIVULGAÇÃO

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A Meta disse ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que, ao utilizarem a API do WhatsApp Business, os Chatbots de inteligência artificial (IA) se aproveitaram da ausência de vedação expressa nos termos originais para criar e registrar suas próprias contas de "empresa", como se os usuários estivessem interagindo com uma empresa (como um prestador de serviços), quando, na realidade, estavam se comunicando com um Chatbot de IA.

"Esse tipo de interação, conforme mencionado, não foi previsto nem pretendido pela Meta quando do desenvolvimento da API", disse a empresa em manifestação apresentada ao órgão de defesa da concorrência na última sexta-feira, 30. API é a sigla, em inglês, para "Interface de Programação de Aplicações", conjunto de regras e protocolos que permite a integração de serviços entre aplicativos.

A Meta lembrou que a integração de funcionalidades de IA a aplicativos está alinhada a uma tendência observada em diversos setores, na qual provedores vêm incorporando recursos de IA a serviços já existentes, como parte de uma mudança estrutural na forma como serviços digitais são ofertados aos usuários.

A manifestação da Meta é em resposta a um questionário enviado pela Superintendência-Geral (SG) do Cade, que, no mês passado, abriu um inquérito administrativo contra a Meta. Na ocasião, a SG também determinou medida preventiva para impedir a vigência dos novos termos de uso do WhatsApp para inteligência artificial (IA) até que o Cade avaliasse os indícios de infração à ordem econômica e ponderasse os argumentos e teses de defesa apresentados pela Meta, dona do serviço de mensagens.

A área técnica do Cade justificou que era necessário apurar se a Meta estaria abusando de sua posição dominante para favorecer sua própria inteligência artificial (Meta AI) e excluir concorrentes. No entanto, dias depois, a Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu a medida preventiva do Cade, permitindo à empresa aplicar os novos termos de uso do WhatsApp para IA. Em nota, a empresa disse ter recebido a decisão "com satisfação". "Os fatos não justificam uma intervenção no Brasil nem em qualquer outro lugar", defendeu.

O que a Meta disse ao Cade

O documento apresentado ao Cade possui informações de acesso restrito apenas ao Cade e às representadas, por conterem segredos comerciais e dados sigilosos.

Na versão pública, a empresa informou que os AI Providers serão afetados pelas mudanças nos termos acessaram a API do WhatsApp Business por meio do processo regular de cadastro aplicável a usuários empresariais, isto é, mediante a criação de uma conta no Meta Business Manager e o fornecimento das informações necessárias para a verificação da conta, seguidos da criação de uma conta no WhatsApp Business e do registro de um número de telefone vinculado à API.

A Meta também destacou que a indústria de IA ainda se encontra em estágio incipiente e atualmente o setor tem explorado quais casos de uso, formatos e modelos de negócios geram maior aderência junto aos consumidores, com ênfase na experimentação de funcionalidades baseadas em IA integradas a aplicações. "Nesse ambiente dinâmico, concorrentes lançam continuamente novas funcionalidades em navegadores, aplicativos, suítes de produtividade e mecanismos de busca."

Como exemplo, foi citado o lançamento, pela OpenAI, de novos recursos para expandir sua atuação em serviços de mensagens, incluindo a implementação de conversas em grupo. "Esse processo contínuo de experimentação, integração e inovação caracteriza a forma como os desenvolvedores de IA competem atualmente. Para o WhatsApp, a adoção dessas ferramentas é fundamental para manter a plataforma na vanguarda da inovação centrada no usuário, proporcionando melhorias relevantes sem comprometer a simplicidade e a confiabilidade valorizadas pelos usuários."

Por outro lado, a Meta disse entender que Chatbots de IA operados por terceiros "não constituem parte inerente da experiência do usuário no WhatsApp" e a empresa possui visibilidade limitada sobre os casos de uso específicos atendidos por esses Chatbots de IA no WhatsApp. A empresa sustentou que o WhatsApp é utilizado, predominantemente, como um canal adicional de distribuição para serviços que essas empresas já oferecem em outros ambientes.

Histórico

A investigação do órgão de defesa da concorrência no caso da Meta AI começou no fim de 2025, após uma denúncia das startups de chatbots Zapia e Luzia, que operam, principalmente, por meio do WhatsApp e Telegram. Elas alegam que os Novos Termos do WhatsApp (WhatsApp Business Solution Terms) irão banir da plataforma desenvolvedores e provedores de serviços e soluções de inteligência artificial generativa (AI Providers ou Desenvolvedores de IA), garantindo um monopólio artificial à Meta AI.

O WhatsApp sustenta que o surgimento de chatbots de IA na Business API coloca uma pressão sobre seus sistemas que eles não foram projetados para suportar. Na visão da empresa, a decisão original do Cade partiu do pressuposto de que o WhatsApp é, de alguma forma, uma "loja de apps". A gigante de tecnologia defende que as rotas de acesso ao mercado para empresas de IA são as próprias lojas de aplicativos, seus sites e parcerias com a indústria, não a plataforma do WhatsApp Business.

A discussão no Cade é sobre o uso exclusivo do chatbot da Meta, ou seja, se há uma justificativa técnica para a restrição - a chamada "regra da razão" (do inglês, rule of reason). Essa análise jurídica pondera os efeitos pró e anticompetitivos de uma conduta empresarial, em vez de presumir sua ilicitude.

Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) apurou que a decisão judicial que suspendeu a medida preventiva não impede a análise do caso pelo Cade. Segundo fontes, o órgão deverá se debruçar sobre o processo ainda no primeiro semestre deste ano.

Restrospectiva 2025

Confira os aplicativos mais baixados no ano de 2025 na App Store

O ano de 2025 foi marcado por lançamentos e atualizações que redefiniram a experiência digital, facilitando o cotidiano e oferecendo entretenimento de ponta

05/12/2025 13h15

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A Apple celebra a inovação e a criatividade digital. Conheça os vencedores que dominaram as plataformas iPhone, iPad, Mac e Vision Pro em 2025, com destaque para a evolução do Pokémon e o épico de mundo aberto da CD Projekt Red.

O ano de 2025 foi marcado por lançamentos e atualizações que redefiniram a experiência digital, facilitando o cotidiano e oferecendo entretenimento de ponta. O App Store Awards se consolida como a principal vitrine para celebrar a paixão e a excelência dos desenvolvedores globais.

Os títulos vencedores deste ano representam o que há de mais refinado em design, usabilidade e impacto cultural, garantindo engajamento e relevância em todas as categorias.

Melhores jogos de 2025: inovação e imersão

A categoria de jogos apresentou inovações notáveis, desde a nostalgia repaginada até a imersão em realidade mista.

Jogo do ano para iPhone: Pokémon TCG Pocket

O fenômeno Pokémon evoluiu para o ambiente móvel com o Pokémon TCG Pocket. O título conquistou o prêmio de Jogo do Ano para iPhone graças às suas ilustrações de tirar o fôlego, batalhas intensas e recursos otimizados. A experiência de colecionar e duelar foi refinada para o dispositivo, tornando-o o mais sofisticado da franquia até agora.

Jogo do Ano para iPad: Dredge

Misturando terror e aconchego, Dredge se destacou no crescente gênero "assustador e aconchegante". O jogo de pesca cativou os usuários do iPad com águas calmas e capturas abundantes, mas fisgou a atenção com um mistério assombroso e toques de terror.

Jogo do ano para Mac: Cyberpunk 2077: Ultimate Edition

A aventura épica de mundo aberto Cyberpunk 2077: Ultimate Edition foi aclamada como o Jogo do Ano para Mac. Glamoroso, intenso e repleto de energia, o título transportou os jogadores para uma metrópole de ficção científica deslumbrante, consolidando-se como uma experiência obrigatória na plataforma.

Jogo do ano do Apple Arcade: What the Clash?

O Apple Arcade premiou What the Clash? por suas competições absurdamente malucas e inéditas. O jogo se destacou por provocar risadas e manter os jogadores constantemente adivinhando o que viria a seguir.

Jogo do ano do Apple Vision Pro: Porta Nubi

No novo ambiente de computação espacial, Porta Nubi foi o Jogo do Ano do Apple Vision Pro. Situado entre as nuvens, o jogo de quebra-cabeças atmosféricos oferece aos usuários a sensação de controlar a luz, aproveitando ao máximo a imersão do dispositivo.


Aplicativos Essenciais de 2025: Produtividade e Conexão

Os aplicativos vencedores focaram em simplificar tarefas complexas e aprimorar a comunicação e o bem-estar.

Aplicativo do ano para iPad: Detail

Com a ascensão da narrativa em vídeo, o Detail democratizou a produção de conteúdo. Suas ferramentas de edição com Inteligência Artificial (IA) permitem que qualquer pessoa participe da conversa, tornando a edição de vídeo acessível e eficiente no iPad.

Aplicativo Mac do ano: Essayist

Para estudantes, acadêmicos e pesquisadores, o Essayist se tornou indispensável. Ao automatizar a organização de fontes e a formatação acadêmica, o aplicativo libera os usuários para se concentrarem nas ideias realmente importantes, resolvendo o demorado trabalho de escrita.

Aplicativo do ano para Apple Watch: Strava

O Strava foi reconhecido como o Aplicativo do Ano para Apple Watch. Com um design elegante, rastreamento de segmentos em tempo real e uma comunidade global de atletas, o aplicativo de fitness completo ajudou milhões de usuários a superarem seus recordes pessoais.

Aplicativo do ano da Apple TV: HBO Max

O HBO Max na Apple TV foi premiado por sua capacidade de reunir família e amigos. Com uma seleção de filmes e séries na vanguarda da cultura pop, o aplicativo se destacou como um centro de entretenimento compartilhado.

Aplicativo do ano do Apple Vision Pro: Explore POV

A experiência mais próxima da teletransportação, o Explore POV foi o Aplicativo do Ano para o Apple Vision Pro. O app leva os usuários a belas praias, florestas exuberantes e cidades vibrantes ao redor do mundo, utilizando a impressionante qualidade do Apple Immersive Video.

Destaque em Produtividade: Timo

O aplicativo Timo fez o impensável: transformou a tarefa de lidar com pendências em uma atividade relaxante. Ao converter calendários caóticos em uma linha do tempo com cores suaves, o Timo provou que a produtividade pode ser sinônimo de bem-estar.


Resumo dos Vencedores do App Store Awards 2025

Para referência rápida, confira a lista completa dos principais vencedores:

 

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