Cidades

Corrupção

Funcionária da Saúde foi presa depois de receber R$ 100 mil de propina

Funcionária da Saúde foi presa depois de receber R$ 100 mil de propina

GABRIEL MAYMONE E PATRÍCIA BELARMINO

18/06/2014 - 17h47
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A funcionária do Ministério da Saúde identificada como Roberlaine Patrícia Alves, 28 anos, que cobrava propina do Hospital do Câncer Alfredo Abraão, para liberar repasses federais, foi presa em Campo Grande, segunda-feira, quando iria buscar R$ 100 mil.

Segundo a Polícia Federal, na semana passada, o hospital depositou R$ 50 mil na conta da servidora e, nesta semana, ela veio buscar sete lâminas de cheque, que complementariam o pagamento da propina. Ela foi presa tão logo recebeu os cheques. A mulher era funcionária contratada e atuava há três anos na pasta, em Brasília.

As investigações apontam que a propina era cobrada para liberar o repasse de verbas públicas federais oriundas de emendas parlamentares. A compra de um acelerador para radioterapia também foi alvo de cobrança, embora o hospital tivesse atendido os requisitos previstos em lei para obter os recursos e o aparelho

As ações da PF começaram em maio, quando o diretor do hospital em Campo Grande compareceu a polícia para relatar o crime. Com autorização da Justiça, policiais passaram a monitorar a funcionária, que foi presa em flagrante ao ser filmada exigindo a propina do diretor do hospital.

Na Superintendência de Polícia Federal em Campo Grande ela alegou que atuou sozinha e que não há envolvimento de outras pessoas nos crimes. A Polícia Federal acredita que deve concluir as investigações nos próximos 15 dias. A mulher será indiciada por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Participaram da coletiva de imprensa o superintendente da PF, Edgar Marcon, a delegada Kelly Bernardo e o presidente do Hospital do Câncer, Carlos Coimbra.

Cidades

TCE-MS suspende pregão de R$ 800 Mil da Defensoria Pública por irregularidades em edital

Em decisão cautelar, conselheiro Sérgio de Paula aponta cinco falhas graves na licitação para compra de TVs e computadores, incluindo falta de divulgação no Portal Nacional e exigências fiscais restritivas

23/01/2026 11h40

Divulgação

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O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) suspendeu, em caráter liminar, um pregão eletrônico de quase R$ 800 mil da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul (DPMS). A decisão, proferida pelo conselheiro Sérgio de Paula, atendeu a um pedido de medida cautelar da equipe técnica da Corte, que identificou cinco irregularidades graves no edital que poderiam comprometer a competitividade e a legalidade do certame.

A licitação, marcada para o dia 27 de janeiro de 2026, visava o registro de preços para a aquisição de televisores, suportes, móveis e kits de microcomputadores. Com a decisão, o procedimento está paralisado até que a Defensoria Pública se manifeste e sane os problemas apontados.

A análise prévia do TCE-MS, realizada pela Divisão de Fiscalização de Contratações, encontrou uma série de achados que violam a Nova Lei de Licitações e outros princípios da administração pública. 

A Defensoria não comprovou a divulgação da Intenção de Registro de Preços (IRP) no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), uma exigência legal que visa ampliar a publicidade e atrair mais concorrentes. O edital também não apresentou memórias de cálculo ou inventários que justificassem as quantidades de itens a serem adquiridos, o que prejudica a análise da real necessidade da compra.

Embora o edital mencionasse a possibilidade de exigir uma “Prova de Conceito”, um teste prático dos equipamentos, não detalhou os critérios, prazos ou metodologia para essa avaliação, gerando subjetividade no julgamento.

O edital exigia que todos os licitantes apresentassem certidão de regularidade fiscal estadual, mesmo empresas de outros estados. O TCE considerou a exigência "restritiva" e um "ônus desproporcional".

A licitação exigia o balanço patrimonial de apenas um ano, quando a lei determina a análise dos dois últimos exercícios sociais, medida que visa garantir a saúde financeira das empresas contratadas.

"Diante dos indícios de irregularidades, faz-se necessária a aplicação de medida cautelar, para suspensão do procedimento licitatório, visando o saneamento e o esclarecimento dos achados", afirmou o conselheiro na decisão.

O Defensor Público-Geral, Pedro Paulo Gasparini, foi intimado a se manifestar sobre as irregularidades no prazo de dois dias úteis e a comprovar o cumprimento da suspensão, sob pena de multa de 500 UFERMS (aproximadamente R$ 23.865,00).

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Operação Collusion

Alvo do Gaeco por fraude em licitação é preso durante férias na praia

Operação apura esquema de corrupção que envolve fraudes em licitações e desvio de recursos públicos em Terenos; Investigado foi preso em Itapema

23/01/2026 11h14

Em Campo Grande, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão

Em Campo Grande, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Um dos alvos de operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrada na última quarta-feira (21), foi preso em Itapema, em Santa Catarina, onde passava férias. Ele é suspeito de envolvimento em esquema de corrupção que envolve fraudes em licitações e desvio de recursos públicos relacionados à Prefeitura e a Câmara Municipal de Terenos.

Contra ele havia um mandado de prisão, que foi cumprido com apoio do Gaeco do Ministério Público de Santa Catarina.

A operação da qual o homem, que não teve a identidade divulgada, é alvo foi deflagrada simultaneamente com a Operação "Simulatum".

As duas operações visam à desarticulação de organizações criminosas que, desde 2021, fraudavam licitações e contratos públicos no município vizinho de Campo Grande.

Na Capital, mandados foram cumpridos na sede do jornal Impacto e na residência de Francisco Elivaldo, conhecido como Eli Sousa, o proprietário do Grupo Impacto Mais de Comunicação, que tem contratos com a Prefeitura de Terenos.

 O empresário é ligado à fintech BDM Dourado Digital, uma das empresas do ecossistema Dakila, grupo do empresário Urandir Fernandes de Oliveira, conhecido em todo o Brasil por seus relatos de contato com extraterrestres e por criar colônias místicas, como a cidade de Zigurats, em Corguinho. Urandir não está entre os alvos da operação do Gaeco.

As operações

A Operação "Collusion" focou em acordos ilícitos para o fornecimento de materiais e serviços gráficos.

Segundo as investigações, o grupo simulava concorrência através de empresas que pertenciam ao mesmo núcleo empresarial, compartilhando estrutura e recursos para induzir os órgãos públicos ao erro em procedimentos de dispensa de licitação.

Nesta ação, foram cumpridos seis mandados de prisão preventivas e 23 mandados de busca e apreensão. Todos os mandados foram cumpridos em Mato Grosso do Sul, com exceção do homem preso em Santa Catarina.

Já a Operação "Simulatum" apura fraudes em contratos de publicidade e locação de equipamentos de som e cumpriu sete mandados de busca e apreensão.

As ações, que contaram com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar, ocorreram em Terenos, Campo Grande e Rio Negro, além da cidade de Santa Catarina.

Conforme o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, as investigações seguem em sigilo.

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