Domingo, 19 de Novembro de 2017

Fugas e livros aumentaram fama do criminoso

7 MAR 2010Por 00h:32
Hosmany Ramos era assistente do cirurgião plástico Ivo Pitangui. Em 1981, foi preso e condenado a 53 anos por roubo de aviões, contrabando de carros importados e pelos assassinatos de seu piloto, Joel Avon, e do estelionatário Firmiano Angel. Na cadeia, ganhou fama por uma série de fugas cinematográficas, como a do presídio de segurança máxima de Taubaté. Enquanto esteve na prisão, Hosmany publicou oito livros, sendo que “Marginália” foi lançado na França. Em 1996, no Dia das Mães, ele saiu do Instituto Penal Agrícola de Bauru e não retornou. Um mês depois, voltou a ser preso. Acabou baleado após participar do sequestro do fazendeiro Ricardo Rennó. A Justiça o condenou a mais 30 anos. No dia 2 de janeiro de 2009, Hosmany disse à imprensa que “provavelmente” não voltaria para o Centro de Progressão Penitenciário (CPP), após o fim da saída temporária de Natal e ano-novo. A fuga anunciada seria um protesto contra as más condições da prisão e o medo de ser morto após as denúncias. Ele cumpriu a promessa e fugiu para a Europa. Em agosto de 2009, foi preso na Islândia com passaporte falso do irmão morto, ao tentar embarcar para o Canadá. Ele chegou a dizer que a prisão islandesa era um “hotel 4 estrelas”. A defesa do cirurgião vai recorrer para que ele cumpra o restante da pena em Tocantins.

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