Segunda, 20 de Novembro de 2017

Frio e seca prejudicam lavouras

8 ABR 2010Por 20h:35

Cícero Faria, Dourados

 

O tempo mais frio retarda o crescimento do milho safrinha e a falta de chuvas agrava o quadro das lavouras quanto ao rendimento, explicou ontem o agrônomo Washington Borges Costa, especialista nesta cultura, falando ao Correio do Estado sobre as condições climáticas atuais. Ontem foi a madrugada mais fria do ano em Dourados. A seca também começa a preocupar os produtores.

A entrada de frente fria no sul do Estado no domingo trouxe a esperança aos agricultores de que ocorreriam boas chuvas, porque o tempo ficou totalmente fechado na segunda-feira. Mas essa ocorrência meteorológica antecedeu massa de ar polar que derrubou as temperaturas. Essa semana as mínimas foram de 18,4 graus (segunda-feira), 16,7º (terça-feira) ontem caiu para 13 graus, a mais baixa do ano, segundo a Embrapa.

Em março, quando grande parte do milho foi plantado na região de Dourados, as chuvas somaram 91,4 milímetros, abaixo da média histórica para o mês e bem inferior a fevereiro, quando passou de 200 mm. E segundo o agrônomo, em áreas localizadas não chove há 22 dias, o que vai se refletir na produtividade no milho 2ª safra.

Esse ano, embora o outono tenha começado há 17 dias, a entrada de massas polares começou antes do previsto. "Essa situação inibe o milho em todas as suas fases que temos hoje na nossa região, desde o desenvolvimento vegetativo, passando pelo encartuchamento, florescimento e início da granação. E vai prolongar o seu ciclo", destacou Washington Costa, que trabalha com o milho há mais de 20 anos.

O milho plantado mais cedo foi beneficiado com as chuvas do mês passado, porém, os mais tardios sofreram por falta de água. A última precipitação registrada pelo serviço de agrometeorologia da Embrapa Agropecuária Oeste foi no dia 27 de março, com 30,2 milímetros.

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