Sexta, 17 de Novembro de 2017

Foto mostra que autor bebeu antes de racha

14 JUL 2010Por 07h:59
A Polícia Civil tem imagens do estudante Anderson de Souza Moreno, 19 anos, que indicam que ele consumiu bebida alcoólica antes do acidente que resultou na morte de Mayana Almeida Duarte, 23 anos, em Campo Grande. São fotografias que mostram ele no bar onde estava antes da colisão com o carro dirigido pela vítima. A polícia ainda procura por mais imagens dele e pediu mais prazo à Justiça para concluir as investigações, que podem indiciar Anderson por homicídio doloso — com intenção de matar — e por participar de racha, pois testemunhas afirmam que ele estava em disputa de velocidade com outro veículo.
O delegado Márcio Custódio explica que as fotografias mostram Anderson sempre próximo ao balcão do bar e, em uma delas, ele está com uma garrafa de cerveja nas mãos. “No depoimento ele disse que havia tomado latinhas de cerveja. Mas na foto ele está com a garrafa de 600ml, com aquela proteção (conhecida como camisinha) nas mãos”, conta o delegado responsável pelo inquérito.
Segundo Márcio, a polícia está em busca de imagens de Anderson dirigindo na Avenida Afonso Pena, momentos antes do crime. Caso sejam encontradas, poderão contribuir com as investigações, assim como estão sendo decisivas no esclarecimento do assassinato da arquiteta Eliane Nogueira de Andrade, 39 anos.
A Polícia Civil investiga ainda o envolvimento do estudante em rachas e o comportamento dele, de Mayana e de William Jhonny de Souza Ferreira, 25 anos, que supostamente disputava racha com Anderson, no trânsito. Para isso, foi solicitado ao Departamento de Trânsito (Detran) informações sobre infrações cometidas por ele. O pedido já foi reiterado ao Detran, assim como a conclusão dos laudos periciais, fundamentais para a investigação.
São perícias que, entre outras coisas, vão revelar se Anderson trafegava em alta velocidade. A polícia também aguarda o resultado da análise de imagens feitas pela câmera externa de um prédio residencial localizado no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua José Antônio, onde ocorreu a colisão.
O único laudo que já está nas mãos da polícia é do atendimento à Mayana feito pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). No documento constam informações sobre as lesões dela e a gravidade. “Não faz menção a odor etílico. Geralmente, quando há, consta no laudo”, diz o delegado. Segundo ele, informações sobre o atendimento de Anderson ainda não chegaram. (NC)

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