Terça, 21 de Novembro de 2017

Forças especiais devem ser usadas na operação

13 FEV 2010Por 07h:56
Para o trabalho de repressão dos atos ilícitos na área do Shopping Campo Grande, as polícias Militar e Civil, além de forças especiais como a Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe) e o Grupo de Repressão Armada a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras), serão acionadas e o efetivo destinado a rondas no local será ampliado. O promotor da Infância e Adolescência, Sérgio Harfouche, defende que os menores flagrados sejam autuados e os pais penalizados. Maiores de idade também surpreendidos em participação nos ilícitos poderão ser responsabilizados por corrupção de menores e tráfico. Para Sérgio Harfouche, os seguranças do Shopping Campo Grande serão responsáveis por denunciar infrações observadas no interior e no estacionamento do centro comercial. “Lidamos com o problema dos seguranças não serem respeitados, mas vamos mudar essa situação”, acredita. Responsabilização O consumo de álcool também será reprimido. Nesse caso, o principal alvo serão os estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas no local. O promotor de Justiça aponta que se menores forem flagrados com produtos do tipo de locais específicos, os estabelecimentos poderão sofrer as penalidades legais, que podem levar até a interdição. Maria Claudeth Cardoso Leal, presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da OAB/MS, que também participou do encontro, apresentou a ideia de se formular uma espécie de roteiro de uso para o estacionamento do local. “Pedimos aos pais que não deixem seus filhos sozinhos no shoppi ng ou exerçam maior controle sobre o que eles estão fazendo. Nesse roteiro pretendemos estabelecer regras de uso do local e conscientizar os jovens e seus pais sobre o que tem acontecido e pode vir a acontecer”, defende. Sérgio Harfouche acredita que somente por meio da prevenção e conscientização se evitará que os menores “migrem” para outros locais. Ele afirma que “com o policiamento intensivo, acredito que conseguiremos dispersar esses grupos. Acho que somente os mais velhos podem ir para outros pontos, por isso vamos nos focar neles”. Proibição O Ministério Público Estadual analisa a possibilidade de impedir que jovens de determinadas idades circulem sozinhos no Shopping Campo Grande. “Queremos garantir a proteção às crianças e adolescentes. Isso não é uma forma de proibir o direito de ir e vir dos jovens. É assegurar esse direito com segurança”, conclui o promotor. (TA)

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