Cidades

6 dias de ataque e 39 mortes

Forças Armadas reforçarão segurança no Rio de Janeiro

Forças Armadas reforçarão segurança no Rio de Janeiro

folha online

26/11/2010 - 07h21
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O Rio de Janeiro já soma 39 mortos em seis dias de ataques criminosos na cidade e início das operações militares. Nesse período, 89 veículos foram incendiados.
Para hoje, a expectativa é de chegada de reforço na segurança com o apoio das Forças Armadas.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, assinou na noite desta quinta-feira uma autorização que determina às Forças Armadas o reforço do apoio ao governo do Rio nas operações de combate à onda de ataques que ocorre no Estado desde o domingo (21).

A ajuda foi solicitada pelo governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) e autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Serão enviados 800 homens do Exército, para garantir a proteção dos perímetros das áreas que forem ocupadas pela polícia. Também serão enviados dois helicópteros da Força Aérea e dez veículos blindados de transporte. Também serão fornecidos, temporariamente, equipamentos de comunicação entre aeronaves e tropas em solo e óculos para visão noturna.

BALANÇO

Nas primeiras horas deste sexto dia de ataques, quatro carros foram incendiados. Um dos casos ocorreu na esquina das ruas Farme de Amoedo e Alberto de Campos, em Ipanema, bairro nobre da zona sul, onde bandidos queimaram um Fiat Punto. Policiais militares do 23º Batalhão prenderam dois suspeitos menores de idade que tentavam fugir para o Morro do Cantagalo.

O segundo incêndio desta madrugada aconteceu na rua Iguaperiba, em Brás de Pina (zona norte). Segundo a PM, dois homens fizeram o ataque ao automóvel e conseguiram fugir em seguida.

Por volta da 1h, uma Kombi foi encontrada em chamas em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

Por volta das 5h, um ônibus da Viação Caprichosa foi incendiado na Presidente Dutra, na pista sentido São Paulo, no km 164, próximo ao Jardim América. Os bombeiros foram para o local controlar o fogo. Em nenhum dos casos há informação de feridos.

Na quinta-feira (25), um total de 42 veículos foi incendiado no Rio de Janeiro. Só no final da noite, foram sete --seis na Região Metropolitana e outro na Região dos Lagos, no interior do Estado. O último caso foi de um autómóvel queimado na avendia Brasil em frente à favela Kelson's, na Penha (zona norte), às 23h45.

Por volta das 23h, um ônibus foi queimado na Avenida Pedro Lessa, na Vila Leopoldina, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense), perto do limite com a cidade vizinha de São João de Meriti. Bombeiros do quartel de São Jão foram ao local apagar o fogo.

Na zona norte da capital, um carro foi incendiado na estrada João Paulo, em Honório Gurgel (zona norte), próximo ao complexo de favelas de Costa Barros. O incêndio foi controlado por bombeiros do quartel de Guadalupe. Também na zona norte, na rua Goiás, em Piedade, outro carro pegou fogo --a polícia investiga as causas.

Em Madureira, outro bairro da zona norte, um suspeito foi baleado e detido quando, segundo a PM, tentava atear fogo em um carro na rua Carolina Machado, perto do Madureira Shopping.

Ele foi encaminhado ao hospital estadual Carlos Chagas, na zona norte do Rio, mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo. Outros três suspeitos conseguiram fugir, de acordo com os policiais do 41º Batalhão (Irajá).

Na estrada Grajaú-Jacarepaguá, que liga estes bairros das zonas norte e oeste, respectivamente, dois carros foram queimados, em um trecho cercado por favelas que descem até o bairro de Lins de Vasconcelos. O local é conhecido por ter diversos arrastões, pois não têm pontos de fuga.

Em Cabo Frio, na Região dos Lagos, um bandido parou um Celta, no bairro Jardim Esperança, mandou os ocupantes descerem e ateou fogo no carro. Anteriormente, outro carro havia sido incendiado em Cabo Frio, na praia do Forte (região central). A polícia investiga se a ordem teria partido de favelas do Rio.

Ao todo, na quinta-feira, 11 pessoas foram mortas --9 na favela do Jacarezinho (7 civis e 2 PMs) e 2 em Rocha Miranda, em um conflito na favela Palmerinha.

REFORÇO DA PF

Na noite desta quinta-feira o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, anunciou que 300 agentes da Polícia Federal darão apoio às operações policiais que tentam coibir a onda de ataques no Rio.

Durante entrevista coletiva na sede da secretaria, Beltrame disse que a polícia vai permanecer na Vila Cruzeiro, na zona norte da cidade, que foi palco nesta quinta de uma grande operação policial.

"Não vamos sair da Vila Cruzeiro. É importante prender essas pessoas, mas é mais importante tirar território. Ações de repressão como as dessa quinta são importantes como parte de um projeto maior que é a retomada de território pelo Estado", afirmou.

OCUPAÇÃO

Cerca de 200 homens da Polícia Civil entraram na Vila Cruzeiro, na Penha (zona norte do Rio), por volta das 15h10 desta quinta-feira, após deixarem a favela do Jacarezinho. Parte dos policiais estava em quatro veículos blindados da Polícia Militar, conhecidos como Caveirão.

Os policiais também contaram com veículos blindados da Marinha, mais potentes que o M113, --usados pela primeira vez pela Polícia Militar do Rio. Os veículos ajudaram a atravessar bloqueios feitos por traficantes nos principais acessos à favela --e permitem a entrada dos policiais.

Após operação, o subchefe operacional da Polícia Civil do Rio, Rodrigo de Oliveira, disse que a favela está voltando ao controle do Estado.

operação sicarius

Operação desmantela quadrilha de contrabandistas que tinha participação de servidores públicos

Organização criminosa atuava em MS e outros seis estados, especialmente com o contrabando de cigarros e agrotóxicos na fronteira entre Brasil e Paraguai

09/06/2026 15h32

Operação teve objetivo de desarticular uma organização criminosa transnacional

Operação teve objetivo de desarticular uma organização criminosa transnacional Foto: Divulgação / Polícia Federal

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Uma organização criminosa transnacional especializada em contrabando de cigarros, importação ilegal de agrotóxicos, falsificação de documentos e de placas veiculares, lavagem de dinheiro e corrupção de servidores, que agia em Mato Grosso do Sul e outros seis estados, foi alvo das Operações Sicarius I e Sicarius II, deflagrada nesta terça-feira (9) pela Polícia Federal e Receita Federal.

Não foram divulgados os nomes e cargos dos servidores públicos que faziam parte da quadrilha, nem qual a atuação deles no esquema criminoso.

No total, foram cumpridos 44 mandados de prisão preventiva, 14 de prisão temporária, 62 de busca e apreensão, 45 de sequestro e bloqueio de contas bancárias, cinco ordens judiciais de cancelamento de CPFs, sete ordens judiciais de cancelamento de CNPJs e 67 ordens judiciais para instauração de procedimentos administrativos.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal da Justiça Federal de Guaíra (PR).

Em Mato Grosso do Sul, os mandados foram cumpridos em Nova Andradina, Maracaju, Mundo Novo e Eldorado.

Esquema criminoso

De acordo com a Receita Federal, as investigações que culminaram nas operações tiveram início a partir da constatação do envolvimento da organização criminosa em diversos delitos que resultaram em prisões em flagrante, principalmente enquanto transportavam cigarros contrabandeados do Paraguai.

A partir de análises, foram identificadas infrações penais que poderiam ser enquadradas como antecedentes do crime de lavagem de dinheiro.

Segundo a Polícia Federal, a quadrilha atuava principalmente na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, com o contrabando de cigarros provenientes do país vizinho e a posterior ocultação ou dissimulação dos recursos obtidos com a atividade ilegal.

O grupo criminisos tinha uma estrutura com divisão de funções e com atuação em diversos estados, mediante empresas de fachada, laranjas e mecanismos de ocultação patrimonial para dissimular a origem ilícita dos recursos obtidos com as atividades criminosas.

Os investigados ocultavam os bens adquiridos em transações utilizando laranjas e empresas de fachada, sendo que as movimentações financeiras seriam realizadas por meio de um doleiro.

O doleiro, que não teve a identidade divulgada, teria movimentado mais de R$ 375 milhões entre 2019 e 2024, sendo mais de R$ 114 milhões movimentado apenas em suas contas bancárias pessoais,

Ele é apontado como figura central nas operações de lavagem de dinheiro da organização criminosa em ainda segundo as investigações, o doleiro controlava contas em nome de laranjas e de empresas de fachada.

Operação

Além de Mato Grosso do Sul, a operação cumpriu mandados nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Pará, nos seguintes municípios:

  • Guaíra (PR)
  • Mandirituba (PR)
  • Piraquara (PR)
  • Fazenda Rio Grande (PR)
  • Cascavel (PR)
  • Ubiratã (PR)
  • Londrina (PR)
  • Maringá (PR)
  • Cianorte (PR)
  • Umuarama (PR)
  • Praia Grande (SP)
  • Canelinha (SC)
  • Imaruí (SC)
  • Não-Me-Toque (RS)
  • Jandaia (GO)
  • Belém (PA).

A justiça também determinou a realização de procedimentos fiscais em empresas que receberam aportes financeiros provenientes do doleiro investigado e o cancelamento de CPF e CNPJ de pessoas físicas e jurídicas envolvidos nos esquemas fraudulentos.

Participam da ação 220 policiais federais, sete auditores-fiscais e dois analistas-tributários da Receita Federal.

Também foram autorizadas medidas voltadas à cooperação jurídica internacional, destinadas ao aprofundamento das investigações e à identificação de ativos, de pessoas e de estruturas criminosas eventualmente localizadas no exterior.

Rodovias

Operação policial no feriadão apreende quase 10 toneladas de drogas em MS

Foram apreendidos maconha, haxixe, skunk e cigarros contrabandeados, estimando um prejuízo de quase R$ 26 milhões

09/06/2026 15h00

O prejuízo ao crime estimado pelos batalhões é de R$ 25,9 milhões

O prejuízo ao crime estimado pelos batalhões é de R$ 25,9 milhões Divulgação Sejusp/MS

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A Operação Corpus Christi envolvendo o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), que atuou no enfrentamento aos crimes nas áreas de fronteira em Mato Grosso do Sul apreendeu quase 10 toneladas de drogas em 7 dias de operação. 

Do dia 1º ao dia 7 de junho, o DOF retirou de circulação 9,1 toneladas de maconha, 129,2 quilos de skunk, 57,5 quilos de haxixe dry e 19,7 quilos de haxixe marroquino, além de 25 mil pacotes de cigarros contrabandeados. 

O prejuízo estimado ao tráfico chega a quase R$ 26 milhões, totalizando R$ 25,99 milhões. 

A operação resultou na prisão de seis pessoas, além do cumprimento do mandado de prisão, na recuperação ou identificação de adulteração em cinco veículos e na apreensão de mais 15 automóveis utilizados em atividades criminosas. 

Durante o feriadão, entre 4 a 7 de junho, o Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) empregou 150 policiais e 48 viaturas, abordando 3.464 pessoas e fiscalizando 2.485 veículos e 235 motocicletas nas rodovias estaduais. 

As ações do Batalhão resultaram em cinco prisões em flagrante, dois Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO), seis pessoas conduzidas à Delegacia de Polícia e no cumprimento de um mandado judicial. 

No trânsito, foram aplicadas 502 multas de infração, sete veículos foram apreendidos e um veículo com registro de furto ou roubo foi recuperado.

Além disso, o BPMRv atendeu 11 sinistros de trânsito nas rodovias estaduais, com registro de uma vítima fatal, 11 pessoas feridas e oito ilesas. Foram registradas três ocorrências envolvendo motoristas embriagados e dois condutores foram presos.  

Ainda foram apreendidos 1.750 pacotes de cigarros, perfumes, eletrônicos, celulares, malas, relógios inteligentes e tablets, de origem estrangeira.

"Os resultados demonstram a atuação integrada das forças de segurança pública de Mato Grosso do Sul durante o feriado prolongado, aliando ações preventivas voltadas à preservação da vida nas rodovias estaduais ao enfrentamento qualificado dos crimes transfronteiriços e ao combate às organizações criminosas", afirmou o Governo do Estado. 

Rodovias federais

O feriadão foi violento nas rodovias federais e estaduais de Mato Grosso do Sul, com seis mortes em acidentes. É o maior número de vítimas nos últimos dois anos, comparando com o mesmo período.

Conforme balanço da Polícia Rodoviária Federal, durante a Operação Corpus Christi, deflagrada dos dias 3 a 7 de junho, apenas nas rodovias federais foram registrados 22 acidentes de trânsito, sendo que seis foram considerados graves. Nestes sinistros, 22 pessoas ficaram feridas e cinco pessoas morreram. 

Com relação ao número de acidentes, o número registrado foi menor que o do ano passado, quando a PRF registrou 24 acidentes, sendo seis graves, com 24 pessoas feridas. 

Já com relação às mortes, em 2026 morreram mais vítimas, já que em 2025 foi registrado apenas um óbito por acidente nas rodovias federais. Em 2024, foram três mortes e, em 2023, seis óbitos, mesmo número registrado neste ano.

Nas fiscalizações, a PRF flagrou 96 condutores e/ou passageiros sem o cinto de segurança. 21 crianças estavam sendo transportadas fora do dispositivo de segurança. 378 ultrapassagens indevidas foram notificadas. No total, 2.009 autuações foram registradas.

Nos comandos de alcoolemia, os policiais rodoviários federais realizaram 3.470 testes de alcoolemia. 77 condutores foram flagrados dirigindo após consumir álcool. Três pessoas foram presas por alcoolemia durante a operação.

Durante as ações de combate ao crime, foram apreendidas 4,1 toneladas de maconha, 135 Kg  de cocaína e seis veículos foram recuperados. 

Durante as fiscalizações, a PRF também flagrou 1.314 casos de excesso de velocidade, 104 ocorrências de não utilização do cinto de segurança e de transporte irregular de crianças sem o dispositivo de retenção adequado, além de 151 ultrapassagens proibidas, resultando em 1.539 autuações.

Com relação às fiscalizações de motoristas embriagados ao volantes, os policiais autuaram 25 condutores por dirigir sob influência do álcool. Destes, sete foram presos. No total, foram realizados 4.148 testes de etilômetro (bafômetro). 

 

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