Sábado, 25 de Novembro de 2017

Força Nacional terá reforço de pelo menos 500 policiais civis

27 AGO 2010Por 18h:56
A partir deste ano, a Força Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça, terá também um braço da Polícia Civil. A informação, liberada ontem pela manhã, no Rio de Janeiro, partiu do  ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, que participou do 32º Encontro do Conselho Nacional de Chefes de Polícia Civil. Com esta providência, segundo ele, a área de investigação criminal terá reforço, com o emprego de aproximadamente 500 policiais civis.
Luiz Barreto adiantou que os policiais civis serão capacitados a partir de setembro. O Ministério da Justiça também liberou R$ 100 milhões para a compra de equipamentos para perícia e investigação criminal, já em processo de licitação.  
Em seu discurso para uma plateia formada pelos chefes de Polícia Civil de todo o País, o ministro criticou a falta de recursos para esta área. “No Brasil, o percentual de solução de crimes varia de 5% a 10%. A sensação de impunidade é muito grande. Com investimentos concretos na área de investigação para as polícias civis e com os R$ 500 milhões que vamos liberar ainda este ano para a construção de cadeias públicas, vamos equipar o policial para sua verdadeira função e liberá-lo do desvio de função que ele desempenha hoje tomando conta de preso em delegacias, fazendo com que ele volte para o campo da investigação”.
Os R$ 500 milhões a que Luiz Barreto se referiu são para a construção de cadeias públicas para a geração de cerca de 36 mil novas vagas, que esvaziarão as delegacias de 21 estados do País. “Queremos uma polícia do século XXI, desenvolvendo a área de inteligência. Por causa dos atentados, nos últimos 10 anos, houve uma corrida e um grande avanço na área tecnológica voltada para a segurança. O Brasil tem que acompanhar esse desenvolvimento. Temos também que inaugurar, Ministério da Justiça e Polícia Civil, um novo patamar de parceria. Uma parceria pautada na busca da eficiência, da competência. Não dá mais, no Século XXI, para deixar de priorizar a investigação na segurança pública”, finalizou o ministro, que acredita que essas três ações colocarão o Brasil em outro patamar nas questões da perícia e investigação criminal. (TG)

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