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Filme de Christina Aguilera lidera indicações em prêmio de piores filmes do ano

Filme de Christina Aguilera lidera indicações em prêmio de piores filmes do ano

Folha

06/01/2011 - 04h56
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O filme musical "Burlesque", da cantora Christina Aguilera, lidera o número de indicações da lista divulgada nesta quarta-feira pelo prêmio Framboesa de Ouro --concedido aos piores filmes e atuações do ano. As informações são do site da CNN.

A lista completa dos indicados ao prêmio só sai no dia 24, mas, por enquanto, o filme de Aguilera já aparece em cinco categorias: atriz (Christina Aguilera), atriz coadjuvante (Kristen Bell e Cher), ator coadjuvante (Cam Gigandet), roteiro e diretor.

Ironicamente, o filme também deve concorrer ao Globo de Ouro neste ano.

Estão indicados ao prêmio de pior filme os longas "Caçador de Recompensas", "Fúria de Titãs", "Os Mercenários", "Gente Grande", "Jonah Hex", "Killers", "O Último Mestre do Ar", "Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família", "Sex and the City 2", "A Saga Crepúsculo: Eclipse", "Os Vampiros que se Mordam" e "Zé Colméia - O Filme".

Acidente

Câmeras registram acidente que matou motociclista após fuga em MS

Jovem de 21 anos, conduzia uma moto de alta cilindrada quando perdeu o controle da direção e colidiu violentamente contra um poste em Três Lagoas

06/07/2026 17h15

Foto: Divulgação

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Uma tentativa de fuga de uma abordagem policial terminou em morte na noite deste domingo (5), em Três Lagoas.

O motociclista Kauã Pereira da Silva, conhecido como “Kauan do Corte”, de 21 anos, morreu após perder o controle da motocicleta de alta cilindrada que conduzia e colidir violentamente contra um poste de iluminação pública na Avenida Ranulpho Marques Leal, trecho urbano da BR-262. 

Segundo a Polícia Militar, equipes do Pelotão de Trânsito realizavam um ponto-base na Avenida Capitão Olynto Mancini, onde havia grande concentração de pessoas acompanhando a partida da Seleção Brasileira, quando avistaram o jovem pilotando a motocicleta sem capacete.

Os policiais deram ordem de parada, mas o motociclista desobedeceu e acelerou, iniciando uma fuga em alta velocidade. 

Ainda conforme a corporação, a equipe iniciou acompanhamento tático com sinais luminosos e sonoros acionados, porém perdeu o motociclista de vista durante o percurso.

Pouco tempo depois, ele perdeu o controle da direção, invadiu o canteiro central e bateu contra um poste às margens da avenida Ranulpho Marques Leal, no sentido São Paulo.

Imagens de câmeras de monitoramento registraram o momento da colisão. De acordo com a Polícia Militar, quando o acidente aconteceu a viatura estava a aproximadamente 600 metros do local, sem contato visual direto com a motocicleta.

Testemunhas relataram que Kauã trafegava entre 180 km/h e 200 km/h instantes antes da batida, informação que será analisada durante a investigação. 

Com a violência do impacto, a motocicleta, uma Triumph Tiger 900, ficou completamente destruída e chegou a se partir ao meio. A roda dianteira foi arremessada a vários metros de distância, evidenciando a intensidade da colisão. 

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas apenas constataram a morte do motociclista.

A Polícia Militar isolou a área para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Científica, que realizaram os levantamentos necessários para esclarecer a dinâmica do acidente.

A Polícia Civil instaurou procedimento para apurar todas as circunstâncias da ocorrência, incluindo a tentativa de abordagem, a fuga e as causas da perda de controle da motocicleta. Imagens de monitoramento e demais elementos periciais deverão integrar a investigação.

Assista ao vídeo do acidente que vitimou Kauã Pereira da Silva.

 

COLAPSO FINANCEIRO

Balanço põe em dúvida a "capacidade de continuidade" da Santa Casa

Déficit diário é de R$ 341 mil, mas a direção do hospital alega que tem mais de R$ 714 milhões a receber do poder público

06/07/2026 17h05

Mesmo que toda a Santa Casa fosse vendida, ainda sobrariam dívidas de R$ 640 milhões, aponta balanço do próprio hospital

Mesmo que toda a Santa Casa fosse vendida, ainda sobrariam dívidas de R$ 640 milhões, aponta balanço do próprio hospital Mes

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A Santa Casa de Campo Grande fechou 2025 com déficit de R$ 124,582 milhões, o que equivale a um prejuízo diário da ordem de R$ 341 mil. Ao mesmo tempo, conforme números do balanço anual publicado nesta segunda-feira, diz ter nada menos que R$ 714,259 milhões a receber da prefeitura de Campo Grande do Governo do Estado e do Governo federal.

Mesmo assim, por conda das dívidas, os auditores que assinam o balanço do hospital apontam que a Santa Casa não tem mais condições de operar. 

Mas, em meio a déficits seguidos e dívidas astronômicas, a direção Santa Casa diz que ganhou na Justiça o direito a uma indenização de R$ 275,593 milhões relativos ao reequilíbrio financeiro referente ao período compreendido entre 07 de outubro de 2011 e maio de 2018. Atualizando este montante, alega a direção do hopistal, o crédito já chega R$ 667,87 milhões, em valores atualizados até dezembro do ano passado. 

Além disso, o hospital também recorreu à Justiça e obteve ganho de causa para receber outros R$ 46,381 milhões. A ação é relativa a uma lei federal de abril de 2020, durante a pandemia. Esta lei determinou o pagamento integral dos valores dos tetos de produção. O município, porém, emitiu uma portaria contrariando o descrito na lei e efetuou pagamento através de médias históricas, diz a direção do hospital na publicação feita nesta segunda-feira no diário oficial da prefeitura de Campo Grande.

E, na esperança de receber estes mais de R$ 714 milhões, a direção do hospital vai acumulando empréstimo após empréstimo. Eles somam mais de R$ 261,7 milhões e a taxa de juros chega a 1,85% ao mês.

Somente com o banco Daycoval, que nasceu no Líbano mas que opera principalmene no Brasil, foram três empréstimos, todos para pagamento em cinco anos. Eles somam R$ 17 milhões. Os juros variam de 1,56% a 1,85%. Com estas taxas, são mais de R$ 250 mil em juros por mês somente com esta instituição bancária.

Na Caixa Econômica Federal, onde o hospital tomou R$ 248 milhões em janeiro de 2024, a taxa de juros é de 1,36%. Mas, a melhor taxa é relativa a um empréstimo de R$ 10 milhões tomado no Sicob em novembro de 2019. A cooperativa de crédito cobra apenas 0,55% ao mês. 

E estes juros ajudam a explicar o constante endividamento e os seguidos déficits do maior hospital do Estado. Em 2024, por exemplo, o déficit havia sido da ordem de R$ 98,3 milhões. O déficit acumulado, segundo o balanço do hospital, supera os R$ 544 milhões. Somente os impostos em atraso, todos parcelados, somam R$ 189,817 milhões. 

SEM CAPACIDADE

Em meio a esta série de números negativos, os audidores fazem um alerta preocupante: "chamamos a atenção para a Nota Explicativa nº 1, que indica que a Entidade, em 31 de dezembro de  2025, apresentava o passivo circulante excedente ao seu ativo circulante em R$ 227,215 milhões e patrimônio líquido negativo em R$ 639,469 milhões. Essas condições indicam a existência de incerteza relevante, que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da Entidade". 

Ou seja, as dívidas e obrigações de curto prazo superam os recursos financeiros e direitos que a empresa consegue converter em dinheiro rapidamente, indicando alto risco de insolvência e dificuldade para honrar compromissos imediatos. 

De acordo com os números do balanço, mesmo que a Santa Casa vendesse todo o seu patrimônio, ainda ficaria devendo quase R$ 640 milhões. E, se fosse uma empresa qualquer, isso significa que está falida.

"Essas condições indicam a existência de incerteza relevante, que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da Entidade", dizem os auditores.

Porém, destacam, não cabe a eles dizer se o hospital tem condições de continuar ou não operando. Isso cabe à administração, que, segundo eles, "é responsável pela avaliação da capacidade de a Entidade continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações contábeis individuais e consolidadas, a não ser que a Administração pretenda liquidar a Entidade ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações", diz o texto do contador José Martins Alves, da BDO RCS Auditores Independentes. 

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