Política

INDICAÇÃO

Filho de general é cotado para o DNIT do MS

Filho de general é cotado para o DNIT do MS

DANÚBIA BUREMA E ADILSON TRINDADE

01/02/2012 - 00h00
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O engenheiro civil José Luiz Vianna Ferreira, filho de general, é o mais cotado pelo diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, para assumir a Superintendência do órgão em Mato Grosso do Sul. A indicação ocorre à revelia da bancada federal que havia proposto a nomeação do engenheiro Carlos Antônio Marcos Pascoal para o comando do órgão. Ontem, Pascoal foi nomeado para a Ouvidoria do Dnit.

A substituição do indicado da bancada por engenheiro desconhecido dos parlamentares motivou críticas do senador Delcídio do Amaral (PT), que pedirá satisfações em Brasília (DF). "Houve uma indicação oficial que foi a do Pascoal", lembrou. O problema é que logo após a bancada endossar o nome do engenheiro Pascoal, vieram à tona irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em contratos supervisionados por ele no período em que atuava no Dnit dos estados do Pará e Amapá.

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Eleições 2026

Extrema direita articula "voto casado" em Contar e Pollon para o Senado em MS

Articulação envolve caciques nacionais da direita e pode embaralhar a disputa pelo segundo voto bolsonarista em Mato Grosso do Sul

30/01/2026 08h00

O capitão da reserva (aposentado) do Exército Renan Contar e o deputado federal Marcos Pollon articulam aliança informal para estas eleições

O capitão da reserva (aposentado) do Exército Renan Contar e o deputado federal Marcos Pollon articulam aliança informal para estas eleições ARQUIVO

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Os grupos de extrema direita de Mato Grosso do Sul estão apostando no “voto casado” na eleição para o Senado entre dois “puros-sangue” dessa ala considerada mais radical, mas que tem demonstrado bom desempenho nas duas últimas eleições gerais, em 2018 e 2022.

Nesse espectro da política, a aposta é no “voto casado” nos candidatos Capitão Contar (PL) e Marcos Pollon, que atualmente está no PL, mas deve se filiar ao partido Novo em março.

A articulação entre Pollon e Contar está sendo feita via Brasília e até fora do País, e passa por políticos influentes nesse campo da direita, como o deputado federal do Novo pelo Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem, e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está há quase um ano nos Estados Unidos.
O Correio do Estado apurou que a possibilidade já foi tratada entre os dois possíveis candidatos ao Senado e também com outros dois caciques da extrema direita.

Pollon teria sido orientado por Eduardo Bolsonaro – seu padrinho político – a apostar na candidatura ao Senado e deixar de lado uma possível disputa ao governo. O deputado federal, de fato, tem feito menos movimentos nessa possível pré-candidatura pelo Novo, deixando espaço aberto para outros nomes que devem se juntar ao partido, como o deputado estadual João Henrique Catan, que, assim como Pollon, tem encontrado portas fechadas no PL e deve mudar de legenda, e o empresário Jaime Valler.

Já Capitão Contar é pré-candidato ao Senado pelo PL em MS, assim como o ex-governador do Estado Reinaldo Azambuja, que no ano passado assumiu o diretório estadual da sigla.

Tanto Contar quanto Azambuja têm a “bênção” do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para disputar o Senado pelo partido.

A estratégia da extrema direita, que é forte nos meios digitais, pode criar problemas para candidatos que apostavam em conquistar o segundo voto de eleitores mais fiéis a Jair Bolsonaro, que poderiam optar por Capitão Contar.

O voto casado Contar-Pollon pode dificultar a vida de candidatos vistos como mais moderados, e que também se posicionam à direita do espectro político, como Reinaldo Azambuja e Nelsinho Trad (PSD).

Rearranjo

A articulação da extrema direita é mais um dos arranjos informais que têm mudado os planos de políticos de Mato Grosso do Sul neste início de ano. Outra mudança prevista e noticiada nesta semana pelo Correio do Estado deve ocorrer no PSD, partido que abriga o senador Nelsinho Trad.

O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, e o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck (Semadesc), podem estar de saída do partido, que integra o arco da aliança de Eduardo Riedel.

Há novos componentes nacionais e locais que têm influenciado as mudanças no jogo político dentro do amplo arco da aliança que reúne legendas como PL, PP, PSDB, Republicanos e o PSD, e que conta com nomes fortes como o governador Eduardo Riedel, a senadora Tereza Cristina e o senador Nelsinho Trad, além de Azambuja, que migrou do PSDB para o PL e busca uma vaga no Senado.

No cenário nacional, o PSD vem se descolando da família Bolsonaro e buscando uma alternativa mais moderada à direita, com a possibilidade de lançar nomes à Presidência, como os governadores Ratinho Jr., do Paraná; Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul; e Ronaldo Caiado, de Goiás, este último recém-acolhido pelo partido.

No plano local, está Nelsinho Trad, que deve buscar a reeleição neste ano, mas tem encontrado congestionamento no arco de alianças de Eduardo Riedel e Azambuja, sobretudo depois que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ungiu Capitão Contar como um dos candidatos ao Senado pelo partido.

Com as portas fechadas no grupo do qual participa, Nelsinho poderia encontrar espaço em uma aliança mais ao centro e à esquerda. O caminho não seria tão difícil, pois o irmão dele, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT), é o nome da esquerda para enfrentar Eduardo Riedel nas eleições.

Política

CPI do Crime Organizado: Senadores pedem quebra de sigilo bancário e fiscal da mulher de Moraes

O requerimento foi protocolado na CPI do Crime Organizado e ainda precisa ser analisado pelos integrantes do colegiado

29/01/2026 21h00

Divulgação

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Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES) apresentaram um requerimento na CPI do Crime Organizado, no Senado Federal, pedindo a quebra de sigilo bancário e fiscal da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O pedido abrange o período de 1.º de janeiro de 2024 a 1.º de janeiro de 2026 e solicita o acesso a movimentações financeiras, dados fiscais, investimentos e registros em sistemas de controle do Estado, como Receita Federal, Banco Central e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Procurada por meio do escritório Barci de Moraes, Viviane não respondeu à reportagem. O espaço segue aberto.

Segundo o requerimento, a medida tem como objetivo identificar eventuais padrões atípicos de movimentação financeira, nexos econômicos relevantes e possíveis vínculos que possam ser analisados no contexto das investigações da CPI, que apura a atuação de organizações criminosas e suas ramificações institucionais.

Na justificativa, Girão afirma que há informações amplamente divulgadas pela imprensa sobre a atuação do Banco Master junto a órgãos públicos.

"Nesse contexto, assume especial relevância o fato de a Sra. Viviane Barci de Moraes ter mantido contrato de prestação de serviços advocatícios de elevado valor econômico com o Banco Master, envolvendo atuação direta ou indireta perante diversos órgãos públicos estratégicos, como Banco Central do Brasil, COAF, Receita Federal e PGFN", argumenta o senador.

O senador sustenta que a apuração técnica deve verificar a compatibilidade entre os valores recebidos, a origem dos recursos, o fluxo financeiro e a efetiva prestação dos serviços contratados.

"O instrumento não possui caráter punitivo ou acusatório. Trata-se de ferramenta constitucional das CPIs, reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, para apuração objetiva de fatos e identificação de eventuais padrões atípicos ou esquemas estruturados de favorecimento indevido, tráfico de influência ou ocultação de ilícitos", afirma o autor do documento.

Ao subscrever o requerimento, Magno Malta afirma que o Parlamento tem o dever de fiscalizar situações que possam comprometer a transparência e a legalidade na administração pública, defendendo que relações pessoais ou vínculos familiares não podem funcionar como barreira à atuação do Congresso Nacional.

O requerimento foi protocolado na CPI do Crime Organizado e ainda precisa ser analisado pelos integrantes do colegiado. Caso aprovado, os órgãos competentes serão acionados para o envio das informações solicitadas.

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