Domingo, 19 de Novembro de 2017

Fiéis celebram a Paixão de Cristo na Capital

3 ABR 2010Por 20h:08

bruno grubertt

 

Cerca de 2,5 mil pessoas assistiram à tradicional encenação da Paixão de Cristo, feita por jovens da comunidade católica São Pedro e São Paulo, na Moreninha 3, ontem à tarde, em Campo Grande. Outras dramatizações, como as apresentadas no Hospital São Julião e no ginásio Guanandizão, também atraíram fiéis e curiosos.

Nas Moreninhas, 34 atores percorreram dois quilômetros em cima de um caminhão, que serviu de palco para as cenas ensaiadas durante três meses pelos jovens. Após a celebração de uma missa, o público acompanhou o martírio de Jesus, interpretado por Thiago Silva da Cruz, e seguiu em procissão até a sede da paróquia Nossa Senhora Aparecida, no bairro Cidade Morena.

"Eu acho um momento lindo. É bom que a gente faça uma penitência na Sexta-Feira Santa", afirmou a aposentada Maria da Silva, de 64 anos. Ela, que assiste à apresentação todos os anos, e sempre se emociona, disse que a data costuma reunir mais fiéis que habitualmente. "Você pode ver: ser for à missa amanhã, não vai ver a metade de gente que tem aqui hoje", relata. Para Maria, isso representa o desligamento dos católicos da vida religiosa. A encenação é realizada no bairro desde 1989.

 

São Julião

Há 15 anos o Hospital São Julião mantém a tradição de encenar a Via-Sacra de Jesus Cristo na sexta-feira da Paixão. Na manhã de ontem, mesmo com a leve chuva que caiu, aproximadamente 100 pessoas acompanharam a interpretação do sofrimento de Jesus Cristo desde a sua condenação até o Calvário.

O texto, escrito por Lino Villachá, paciente hanseniano, que morou no São Julião dos 12 aos 55 anos de idade, e faleceu na década de 90, relaciona o sofrimento de Jesus durante 14 estações da Via-Sacra com as dificuldades dos pacientes na luta contra as doenças.

Cerca de 20 pessoas atuam na peça, entre elas pacientes, funcionários e colaboradores do hospital. Cesimar Pereira da Silva tratou-se da hanseníase no São Julião e mora no local há dois anos. "Participei em todas as encenações, desde 1996. Acompanho a procissão aqui no hospital e gosto muito", relata.

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