Domingo, 19 de Novembro de 2017

Ferrovia MS-SP será concluída em três anos

10 ABR 2010Por 21h:06

Com prazo para conclusão em três anos, a ferrovia que ligará Dourados à cidade de Panorama, no interior de São Paulo, está orçada em R$ 2 bilhões. De acordo com o senador Delcídio do Amaral (PT/MS), "é um investimento que vai estimular ainda mais o agronegócio na Grande Dourados, porque o novo ramal, em bitola larga, permitirá a ligação de Mato Grosso do Sul a um corredor ferroviário por meio do qual se pode chegar aos principais portos do Sul, Sudeste e até mesmo do Nordeste. Com isso, vamos criar outro canal de escoamento da nossa produção, com grande capacidade de transporte de carga, o que vai baratear o frete, tornar os nossos produtos mais competitivos e diminuir o custo dos alimentos, não só na mesa dos brasileiros, mas favorecendo às exportações".

O senador se reuniu em Brasília com o presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, para tratar do assunto. O investimento, já garantido pelo governo federal, integra a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), lançado na semana passada pelo presidente Lula. Ele conversou também com o presidente da ANTT sobre outro ramal, que poderá ligar Dourados a Porto Murtinho, na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

De acordo com Delcídio, "o Governo federal tem feito gestões junto à Vale, proprietária das jazidas de minério de ferro em Corumbá, para que a empresa escoe a produção por meio de balsas pelo Rio Paraguai até Murtinho, onde existe um porto fluvial. Ali o minério seria transferido para os trens. Se isso se concretizar, o ramal Murtinho/Dourados está viabilizado. A construção ficará a cargo da Valec, estatal do governo, vinculada ao Ministério dos Transportes, que atua no ramo ferroviário", revelou o senador.

 

Corumbá

A precariedade do ramal ferroviário, que liga Bauru (SP) a Corumbá (MS), especialmente no trecho que vai de Campo Grande à fronteira com a Bolívia, também foi discutido com Figueiredo. O presidente da ANTT revelou ter conversado com a direção da América Latina Logística-ALL, concessionária da linha, sobre o assunto. A empresa se comprometeu a iniciar ainda este ano serviços de recuperação, com investimentos de R$ 200 milhões, que devem melhorar sensivelmente as condições de tráfego na ferrovia. Se as obras não forem realizadas, a ANTT poderá até cassar a concessão.

"Temos que restaurar a ferrovia para permitir a volta do Trem do Pantanal no trecho Miranda/Corumbá e também para ampliar a capacidade de transporte de carga no ramal. Essa é uma luta que eu, o deputado Paulo Duarte e o governo do Estado, estamos envolvidos diretamente", finaliza. (VH)

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