Cidades

dourados

Feira escolar cria túnel do bullying para conscientização

Feira escolar cria túnel do bullying para conscientização

dourados agora

27/08/2011 - 11h40
Continue lendo...

Sentir o bullying na pele. Foi dessa forma que estudantes do 1º ano B do Ensino Médio da escola Celso Müller do Amaral apresentaram o problema aos demais colegas e a comunidade escolar. O “túnel do bullying” é um trabalho que faz parte da 9ª Feira do Conhecimento, realizada ontem no colégio. Segunda-feira tem mais. Vale conferir cerca de 36 trabalhos expostos.

O projeto do bullying é uma forma de chamar a atenção dos alunos sobre o assédio moral, presente em escolas pelo país afora e resto do mundo. O assunto foi escolhido pelos alunos do 1º B depois de passar por votação em sala de aula. Cada turma tinha que escolher uma temática para apresentar durante a feira. “Nós escolhemos o bullying porque sabemos que ele está presente no dia a dia. Alguma coisa temos que fazer e nada melhor do que um jovem chamar a atenção de um outro sobre esse tema”, disse Letícia Alves, 16 anos, aluna do 1º B.

O túnel do bullying funciona da seguinte forma. Ao adentrar numa sala de aula o visitante é ‘bulinado’ de diferentes formas por alunos escondidos atrás do túnel, formado por uma estrutura de papel couché. Ao sentir na pela as ofensas, a pessoa é acolhida por outros alunos e ganha balas com mensagens que sensibilizam sobre o assunto. Na sequência, o visitante é recebido por uma outra equipe. Recebe informações sobre os diferentes tipos de bullying, suas causas e consequências, tanto para a pessoa agredida quanto para o agressor.

O professor Marco Antônio Leal coordena o trabalho dos alunos. Segundo ele, quanto mais se difunde o assunto entre a comunidade escolar maiores são as chances de se combater o bullying. “O objetivo é realmente chamar a atenção. Temos que banir esse tipo de violência nas escolas”, argumentou. Como forma de efetivar o trabalho foi colocado uma caixa de denúncia ao lado do “túnel do bullying”. A feira encerra, mas a caixa ficará por tempo indeterminado. Diariamente o coordenador da escola irá retirar os bilhetes para tomar as providências cabíveis.

Bullying

Essa semana O PROGRESSO relatou o caso de bullying dentro da Escola Daniel Berg. Os pais do garoto de 12 anos, o vendedor Olavo Bezerra e a autônoma Cristina Cardozo procuraram o Conselho Tutelar de Dourados e o Ministério Público Estadual (MPE) para denunciar ocorrência.

O menino apanhou várias vezes na escola e sofreu ameaças de outros estudantes. A notícia repercutiu no site do jornal e no Dourados Agora. Vários pais questionaram o assunto. Argumentaram que o problema está acontecendo de forma geral, e pouco está se fazendo para conter as ocorrências nas escolas.

A promotora da infância do Ministério Público Estadual, Fabricia Barbosa de Lima, diz que é comum receber denúncias de bullying. Segundo ela, o aluno agressor com mais de 12 anos recebe pena de prestação de serviço comunitário, como ajudar na manutenção e limpeza da escola. Os pais, direção e coordenação da escola são intimados para reunião sempre quando há ocorrências.

Rota Clandestina

Operação mira grupo que movimentou mais de R$ 76 milhões com cigarros

Foram feitas 12 grandes apreensões, com mais de um milhão de maços de cigarros apreendidos

16/06/2026 07h30

São cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Campo Grande

São cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Campo Grande Divulgação: Polícia Federal

Continue Lendo...

Na manhã desta terça-feira (16), a Polícia Federal deflagrou a Operação Rota Clandestina contra uma organização criminosa em Campo Grande. O objetivo é desarticular o grupo que atua na importação ilegal de cigarros provenientes do Paraguai para comercialização em território nacional. A ação da PF é realizada junto com a Polícia Rodoviária Federal e a Receita Federal.

São cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, sendo 13 em Campo Grande e um em Santa Luzia (MG) , além de cinco mandados de prisão preventiva e cinco medidas cautelares de monitoração eletrônica. Além disso, foi determinado o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens móveis e imóveis dos investigados.

A investigação partiu do compartilhamento de informações entre os órgãos fiscalizadores, o que possibilitou a obtenção de resultados operacionais relevantes. Segundo o  desconfiaram da evolução patrimonial incompatível com a renda declarada.

A Receita Federal afirma que o grupo criminoso movimentou cerca de R$ 76 milhões. Foram feitas 12 grandes apreensões, com mais de 1 milhão de maços de cigarros apreendidos. Os investigados são acusados pelos de crimes de organização criminosa, contrabando, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

São cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Campo Grande

A Polícia Federal relata que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e hierarquia definida, realizando operações ilegais de remessa de valores ao exterior (dólar-cabo) para pagamento de fornecedores no Paraguai, além de ocultar patrimônio em nome de terceiros.

O nome da operação faz referência ao uso de rotas alternativas e meios clandestinos empregados pelo grupo para internalizar os cigarros no país e distribuí-los para outras unidades da federação.

Assine o Correio do Estado

 

Estupro de Vulnerável

Homem é condenado a 18 anos por estupro de criança em Campo Grande

Após denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, homem é condenado por abusar da enteada entre 2017 e 2024

15/06/2026 18h44

Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Um homem foi condenado a 18 anos e 8 meses de prisão pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra a enteada, em Campo Grande, após investigação e atuação da 69ª Promotoria de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Os abusos ocorreram dentro da residência da família, entre os anos de 2017 e 2024, quando a vítima tinha entre 6 e 12 anos.

Segundo a denúncia do MPMS, o padrasto aproveitava os momentos em que ficava sozinho com a criança para praticar atos libidinosos e conjunção carnal. O caso veio à tona após a ex-esposa do réu suspeitar que a filha estivesse sofrendo violência do pai.

Durante o atendimento psicossocial, a filha do denunciado relatou que não sofreu abusos, mas contou que a enteada de seu pai era abusada por ele e que tinha medo de ir à casa do pai por esse motivo.

Em julgamento, o réu negou as acusações, alegando que a vítima teria inventado a história por ciúmes da filha biológica. A Justiça, no entanto, rejeitou essa versão, considerando-a isolada e sem provas. O relato da vítima foi considerado robusto e corroborado por perícias e testemunhas.

Sentença

A sentença condenou o acusado por estupro de vulnerável em continuidade delitiva, que é um benefício jurídico no qual o juiz considera vários crimes da mesma espécie como um único crime continuado, com pena agravada pelo fato de ele ser padrasto da vítima, ter se aproveitado das relações domésticas e pela reincidência criminal.

O condenado cumprirá a pena em regime fechado e deverá pagar R$ 5 mil de indenização por danos morais à vítima.

O caso também evidencia a importância de que familiares e responsáveis estejam atentos a mudanças de comportamento, sinais de medo, isolamento ou qualquer indício de sofrimento em crianças e adolescentes.

O diálogo aberto, o acompanhamento da rotina e a criação de um ambiente seguro para que os menores se sintam à vontade para falar são fundamentais para a identificação precoce de possíveis situações de abuso, especialmente quando ocorrem dentro do próprio ambiente familiar.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).