Domingo, 19 de Novembro de 2017

Federal apreende 46 quilos de cocaína

24 AGO 2010Por 09h:34
EDILSON JOSÉ ALVES, PONTA PORÃ

Agentes federais das delegacias de Dourados e Naviraí fizeram ontem uma das maiores apreensões de cocaína já realizadas neste ano em Mato Grosso do Sul. Durante fiscalização na BR-463, rodovia que liga a região sul do Estado à fronteira com o Paraguai, os policiais localizaram um carregamento de mais de 46 kg da droga, cujo preço estimado é de R$ 400 mil.
Conforme as informações policiais, o entorpecente estava escondido, dividido em pequenos tabletes, no tanque de ar comprimido de um caminhão que fazia o trajeto Ponta Porã-Dourados. Em princípio, o motorista afirmou aos policiais que estava viajando até Dourados para fazer a manutenção do caminhão, mas depois acabou assumindo que estava a serviço de quadrilhas que fazem o tráfico de drogas na região.
O acusado tem 45 anos de idade e teve o nome preservado pela Polícia Federal para não atrapalhar o andamento das investigações. O motorista disse que tinha sido contratado para levar a droga da divisa de Ponta Porã com Pedro Juan Caballero, no Paraguai, até a cidade de Dourados, que fica a cerca de 120 quilômetros da fronteira.
Ele revelou que receberia  R$ 3 mil pelo transporte da droga, mas disse que não conhece a pessoa que receberia a droga em Dourados. Ele prestou declarações na sede da Polícia Federal de Dourados e, posteriormente, seria levado para a Penitenciária de Segurança Máxima Harry Amorim Costa.

Rota
A BR-463 que ficou conhecida como sendo a principal rota para o tráfico de maconha oriunda do Paraguai, agora também é via para o escoamento de cocaína oriunda do mesmo país. Os traficantes aproveitam da fragilidade no controle aéreo paraguaio e trazem para a região carregamentos de cocaína da Colômbia e Bolívia.
Depois de descarregados em fazendas da fronteira que têm pistas clandestinas para pousos e decolagens, a droga é enviada ao Brasil por via terrestre utilizando “mulas” que fazem o tráfico em pequenas quantidades. No caso da apreensão de ontem, o motorista disse que não conhece quem lhe contratou nem o receptor, mas confirmou que receberia R$ 3 mil.

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