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CULTURA

FCMS promove encontro para discutir investimentos e incentivos ao audiovisual no Centro-Oeste

FCMS promove encontro para discutir investimentos e incentivos ao audiovisual no Centro-Oeste

DA REDAÇÃO

13/01/2011 - 15h13
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Com o apoio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Campo Grande sedia entre os dias 14, 15 e 16 o Encontro do Centro-Oeste da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas e o seminário da “Film Commission”.

As perspectivas, metas e investimentos para a produção audiovisual serão debatidos em palestras e o resultado final do encontro, a Carta de Campo Grande, com propostas para o setor, será apresentado aos governadores dos quatro estados do Centro-Oeste.

Entre as bandeiras levantadas pelos produtores do Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul está a criação de uma política mais eficiente de investimentos à produção de documentários e curtas-metragens.

De acordo com Cândido Alberto da Fonseca, presidente da Associação de Cinema e Vídeo de Mato Grosso do Sul, organizadora do evento, entre as propostas está a aplicação de 1% do Fundo de Investimentos do Centro-Oeste (FCO) em projetos cinematográficos independentes. Também é estudada a criação de um fundo de captação de recursos para a sétima arte no Centro-Oeste.

“Estamos fora do circuito principal de produção cinematográfica. É preciso que os estados do Centro-Oeste apresentem suas demandas para que a produção local alcance todo o país”, afirmou Candido da Fonseca.

Já o encontro da Film Commission deve discutir formas de incentivar a produção de filmes em solo sul-mato-grossense respeitando algumas normas, como a contratação de um mínimo de 40% de equipe técnica local e a apresentação de pontos turtísticos como forma de divulgar o Estado.

O Encontro do Centro Oeste é promovido pela Associação de Cinema e Vídeo de Mato Grosso do Sul e conta com o apoio da FCMS, da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul e da Fundação Municipal de Cultura.

**Serviço:** O Encontro acontece no auditório do Muarq (Museu de Arqueologia da UFMS), que fica no Memorial da Cultura, no antigo Forum, na Avenida Fernando Correa da Costa, 559.

A programação do evento está disponível no site da ACV/MS: http://acvms.blogspot.com/

Pet Correio B+

Hamster: Veja 7 cuidados para ter com o roedor

Veja dicas para manter a saúde e bem-estar do animal dentro de casa

11/04/2026 14h30

Hamster: Veja 7 cuidados para ter com o roedor

Hamster: Veja 7 cuidados para ter com o roedor Foto: Divulgação

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No dia 12 abril é o Dia do Hamster, data que celebra a existência destes roedores e promove a conscientização dos cuidados adequados e bem-estar do animal.  Os hamsters são amigáveis, fofos, higiênicos e podem ser uma ótima opção para quem não quer ter um pet tão tradicional.

Para manter a saúde e o bem-estar desse animal, é importante manter uma rotina de cuidados.
Confira abaixo algumas dicas da Gerente Técnica da Petz, Mariana Pestelli para o Correio B+:

Reserve um espaço para o pet 

Os hamsters não devem ficar livres pela casa sem supervisão, pois eles podem andar atrás dos eletrodomésticos e roer os fios, móveis e provocar incidentes. “É importante providenciar um local seguro e aconchegante para o pet viver.

Também é necessário deixar o roedor longe das janelas para evitar que ele pegue sol forte ou correntes de vento”, afirma Mariana.  

A gerente técnica também lembra que a gaiola precisa ter um tamanho adequado para que o roedor possa comer, brincar, se exercitar e fazer as necessidades. As gaiolas com andares são uma boa alternativa, mas é preciso ter cuidado, pois as grades podem machucar o hamster. O ideal é forrar o andar com papelão ou cartolina.

Limpeza da gaiola  

A gaiola deve ser limpa uma vez por semana para garantir a saúde e o bem-estar do pet. Para fazer a higienização, transfira o pet para um local seguro e com alguns brinquedos. Depois, retire os brinquedos e o granulado de madeira.

Em seguida, lave toda a estrutura com água e detergente neutro. Por fim, espere a gaiola secar completamente. Também é importante manter o comedouro e o bebedouro limpos e cheios, pois o pet não irá comer além do necessário.  

Alimentação

O hamster precisa de uma alimentação de qualidade. Além da ração, é possível variar a dieta oferecendo pequenas porções de frutas e legumes. “O mercado também conta com uma variedade de petiscos próprios para hamsters e oferecer como recompensa é uma ótima opção. No entanto, é importante que o tamanho e a quantidade sejam adequados”, explica. 

Mastigadores

Os dentes dos hamsters crescem constantemente e os brinquedos ajudam a gastá-los. O objeto também é fundamental para aliviar o tédio e evitar que a gaiola seja roída. Entre as opções disponíveis de brinquedos estão os de madeira natural, de sisal, rolinhos de papelão e petiscos duros, que são materiais atóxicos e seguros. 

Cama

As opções mais adequadas de substratos e materiais para hamsters são aquelas que oferecem segurança e possibilitam comportamentos naturais, como escavar e construir ninhos. Entre as alternativas recomendadas estão a serragem de pinus ou álamo (desde que livre de pó), granulados de papel, papel toalha picado e forrações à base de celulose.

No caso das estruturas físicas, como casinhas, é importante priorizar materiais que garantam conforto e não representem riscos, como madeira, cerâmica ou tecidos macios, como a camurça, por exemplo.

Exercícios físicos

Hamsters possuem uma necessidade elevada de atividade física, já que, na natureza, podem percorrer até 10 km por noite em busca de alimento. Por isso, a presença de uma roda de exercício é fundamental para simular esse comportamento, contribuindo diretamente para a saúde física e mental do animal.

Esse acessório permite que o hamster gaste energia, evitando o sedentarismo, reduzindo o tédio e o estresse, além de ajudar na prevenção da obesidade, especialmente em ambientes confinados. 

“Apesar do tamanho pequeno, trata-se de um animal bastante ativo, que pode se exercitar por horas, assim, é importante oferecer uma gaiola espaçosa, que possibilite a movimentação, e complementar o ambiente com outros brinquedos que estimulem sua atividade e bem-estar”, explica Mariana. 

Esconderijo

Hamsters necessitam de esconderijos, como tubos, casinhas ou estruturas semelhantes, que funcionem como refúgio dentro do ambiente. Essa necessidade está diretamente relacionada ao seu instinto natural de sobrevivência, já que, na natureza, são presas e buscam locais escuros, fechados e protegidos para se sentirem seguros diante de possíveis ameaças.

Assim, a presença de tocas no habitat é fundamental para promover o bem-estar físico e mental do animal, contribuindo para a redução do estresse e proporcionando uma sensação de segurança.

Cinema Correio B+

Mulheres Imperfeitas e as pequenas grandes mentiras que se repetem

Adaptação do livro do mesmo nome, a série transforma um estudo delicado de amizade feminina em um thriller elegante.

11/04/2026 13h00

Mulheres Imperfeitas e as pequenas grandes mentiras que se repetem

Mulheres Imperfeitas e as pequenas grandes mentiras que se repetem Foto: Divulgação

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Há um prazer imediato em entrar no universo de The Imperfect Women, a série da Apple TV que caminha para a reta final na próxima semana. O elenco é forte (Kerry Washington, Kate Mara e Elisabeth Moss), o acabamento visual é sofisticado e a narrativa se ancora em um dos dispositivos mais eficazes do
suspense contemporâneo: uma morte, um grupo de mulheres e uma rede de segredos que começa a se desfazer.

É um tipo de história que o streaming aprendeu a fazer muito bem e que o público também aprendeu a decifrar. Talvez por isso a experiência seja dupla. De um lado, funciona. É envolvente, bem conduzida, sustentada por performances que dão peso emocional ao que poderia facilmente escorregar para o clichê. De outro, há uma familiaridade que, para quem devora o gênero, se aproxima da previsibilidade.

O “whodunit” (quem matou?) não me pareceu impossível de identificar, uma vez que os roteiros gostam mais de surpreender do que de construir possibilidades. Dito isso, o “porquê”, demora um pouco mais a ser revelado e é justamente aí que a série encontra sua camada mais interessante.

O ponto de partida vem diretamente do  livro de Araminta Hall, que constrói menos um mistério tradicional e mais uma investigação sobre memória, ressentimento e as fissuras das relações de longa duração. No romance, a morte é um gatilho, mas não o centro. O que importa é como cada personagem reescreve o passado para conseguir viver com ele.

Na adaptação da Apple TV, há um leve deslocamento. A série se aproxima mais do suspense clássico. Organiza melhor as pistas, estrutura o enigma, cria uma progressão mais clara. Isso torna tudo mais acessível, e também um pouco mais previsível. É o preço de transformar ambiguidade em narrativa audiovisual
contínua: o que no livro era dúvida, aqui precisa ganhar forma. Ainda assim, há algo que merece ser destacado.

Em um momento em que o true crime domina o interesse do público, The Imperfect Women aposta em uma história original, ficcional, construída a partir de personagens e não de casos reais.
E isso faz diferença.

Há mais liberdade, mais espaço para trabalhar nuances, mais possibilidade de errar sem o peso ético de reencenar tragédias reais. A recepção crítica tem caminhado nesse equilíbrio. Há elogios consistentes ao elenco e à atmosfera, à maneira como a série constrói tensão emocional antes mesmo de depender do mistério.

Mas também aparece, com frequência, a observação de que a narrativa não escapa completamente das convenções do gênero. Que entrega o suficiente para prender, mas raramente o
suficiente para desestabilizar.

E talvez essa seja a melhor forma de entendê-la. Como um suspense sólido, bem executado, que cumpre o que promete, mas que dificilmente vai surpreender quem já percorreu
esse caminho outras vezes.

A comparação com Big Little Lies é inevitável, e ajuda a esclarecer onde cada uma se posiciona. As duas partem de estruturas semelhantes: mulheres, segredos, uma morte que reorganiza tudo. Mas enquanto Big Little Lies constrói, ao longo do percurso, uma espécie de aliança emocional entre suas personagens, The
Imperfect Women permanece mais fragmentada.

Menos interessada em solidariedade, mais inclinada a explorar as zonas de atrito. Se a série da HBO ainda acreditava na possibilidade de uma verdade compartilhada, aqui o que se impõe é a coexistência de versões. E talvez seja justamente isso que sustenta o interesse até o final. Mesmo quando o “quem” se revela cedo, o “por quê” continua ecoando.

Não como um grande twist, mas como uma pergunta mais incômoda — sobre o que essas mulheres fizeram umas às outras, e sobre o que escolheram esquecer para seguir em frente. No fim, não é uma série que reinventa o gênero.

Mas também não é pouco, hoje, encontrar um suspense que funcione, que tenha boas atuações e que ainda aposte em personagens, em vez de crimes reais, para construir sua tensão.

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